Enquanto não perceberem que isto para eles é uma guerra, e como tal, temos que ter o mesmo espírito, não vamos lá fazer nada.
Quando não se agarra nas pedradas, nos petardos, nas bolas de golfe e se cria, com isso, uma união e vontade de responder em campo com toda a força, com toda a alma, com toda a garra é porque algo está muito mal no seio daquela equipa. Quem manda, quem é líder aproveita todas estas pequenas coisas para transformar os seus jogadores em guerreiros imbatíveis. Nós, ano após ano, não o conseguimos fazer. É óbvio que não temos dirigentes para lutar a este nível, não sabem estarm não sabem fazer, não sabem falar, mas dentro da equipa de futebol, jogadores e técnico, tudo o que se passa, devia ser suficiente para estes jogadores entrarem com uma alma dentro de campo capaz de varrer tudo e não dar hipótese ao adversário. Mas não, pelos vistos não há ninguem lá dentro que seja capaz de o fazer e somos humilhados desta forma. É curioso que as únicas vezes que lá fomos, olhos nos olhos, foi quando estava o outro como Director Desportivo...
Não há que estar com paninhos quentes, o principal culpado da humilhação de hoje chama-se Jorge Jesus. Serei eternamente agradecido por tudo o que nos deu o ano passado mas hoje não foi um treinador campeão, foi um treinador medroso e medíocre. Mudar toda uma estrutura táctica por causa de um jogador que nunca nos fez mossa é de pobrezinho, de pequenino, de medroso. É começar a perder, é a dizer aos jogadores que temos que ter medo daquele gajo, que não somos capazes de jogar contra eles. Fico irritadíssimo quando meros treinadores de bancada como eu e a meia dúzia de benfiquistas presentes numa pequena tertúlia on-line ao sabermos do 11 de Jesus percebemos logo que a coisa vai correr mal e o treinador, aquele que deve decidir, aquele que é muito bem pago para decidir, não percebe. Não faz qualquer sentido mexer na equipa desta forma e começo a tremer por ter dúvidas sobre qual é o verdadeiro Jesus, este ou o do ano passado. Não me esqueço do ano passado mas também não me esquecerei desta humilhação culpa de um treinador que teve medo, muito medo, de um adversário que não o merece.
Que mais podemos dizer? Luisão teve uma atitude deplorável, como é possível com a equipa a perder e o lance resolvido dar uma cotovelada no adversário? Como é possível esta equipa que o ano passado na final da Taça da Liga teve um resposta imperial às agressões e provocações do adversário e agora perder o controlo emocional de forma amadora e infantil? Falta claramente liderança, falta claramente quem saiba defender os jogadores de toda esta pressão, de todo este clima. Falta quem consiga preparar os nossos para a guerra que é o nosso campeonato. Os jogadores perante tudo este cenário não conseguiram e num lance de azar, porque David Luiz tinha ganho posição ao Hulk e depois escorrega e acontece o golo, a partir daí acabou o jogo. Sem dificuldade o adversário marcava golos perante o total desnorte dos nossos bravos campeões. Assim se ganham e assim se perdem adversários. Todos estes ingredientes nas mãos de Mourinho e o Glorioso teria esmagado o adversário...doa a quem doer temos que aprender, de uma vez por todas, a lutar estas batalhas, a enfrentar estes ambientes. O Presidente prefere falar sempre e sempre no passado depois de ter ajudado a estragar todo um trabalho brilhantemente conquistado o ano passado.
Proença não precisou de inventar desta vez. Jesus fez-lhe a papinha toda e com 3-0 no marcador disse cá em casa que ele ía perdoar um penalty ao Benfica, dito e feito porque o corte de Salvio é penalty. Já tenho sérias dúvidas no penalty de Coentrão sobre Hulk mas é totalmente irrelevante no contexto final.
O campeonato já foi, nunca iremos recuperar 10 pontos. Falhámos estrondosamente na preparação para este jogo, falhámos na mentalidade e na táctica. Jesus falhou e só tem que reconhecer os seus erros. Que os bravos que foram lá acima regressem a casa sem problemas. A nós, resta apostar no que falta da época.
E é verdade, no próximo jogo lá estarei.
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