- Espanha foi um justo vencedor. Foi a melhor equipa de principio ao fim. Com um meio campo genial e avançados fantásticos naturalmente venceu os adversários practicando um belíssimo futebol. Torres pelo excelente Europeu que fez merecia o golo final. E as discussões que tive com amigos meus por defender o Marchena como grande central...
- Modric e Arshavin foram dois jogadores que me encheram as medidas. O croata fazia tudo bem, todas as opções que tomava eram sempre as acertadas e quase sempre bem finalizadas. Que comece rapidamente a Premier League para o ver no Tottenham. Sobre Arshavin já foi tudo dito, aquelas exibições contra a Suécia e Holanda foram magistrais. Concerteza será dos jogadores mais cobiçados no momento.
- Este Europeu mostrou que ainda temos muito trabalho pela frente se quisermos vencer uma competição destas. Somos bons mas não somos os melhores. Temos lacunas, temos jogadores muito bons mas não tão bons como a maioria pensa. Se o próximo treinador conseguir manter a união do grupo e acrescentar cultura táctica damos um passo para nos aproximarmos dos melhores.
- Somos pequeninos mas realizámos um Europeu muito superior aos suiços e austríacos. Só de pensar agora no Mundial da Africa do Sul ...medo.
Ser do Benfica não se explica, sente-se. É mais que uma paixão, maior que um amor, é um estado de espírito.
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segunda-feira, junho 30, 2008
quinta-feira, junho 19, 2008
Euro 2008: O Adeus
Naturalmente Portugal foi derrotado pela Alemanha. Digo naturalmente porque a equipa alemã é mais forte.
Podemos ter o melhor jogador do mundo, podemos trocar a bola melhor que ninguem, podemos ter ter grandes vedetas que falta-nos, ainda, "aquilo" que nos separa das grandes equipas mundiais e que nos impede de triunfar nestes palcos nestas alturas. O "aquilo" pode tomar diversas formas: objectividade, cultura táctica, acerto, concentração, espirito.
Estamos a crescer, e só estando nestes palcos, jogando contra estas equipas, é que podemos continuar a crescer e é importante que o senhor que se segue consiga aproveitar o que de bom foi feito e, muito importante para o tal salto qualitativo, traga à equipa o que lhe falta ainda. É notório que somos uma equipa respeitada e temida, já ninguem entra em campo contra nós de peito inchado, mas ainda existe um fosso entre nós e os melhores. Um exemplo é Cristiano Ronaldo. Muitos irão dizer que Ronaldo não jogou nada, que nunca aparece nestes palcos, etc. Tem alguma verdade mas isso deve-se à marcação cerrada que lhe foi feita durante todo o Europeu. Os nossos adversários conseguiram anular a nossa melhor arma enquanto que nós fomos incapazes de fazer o mesmo. Se contra equipas mais fracas houve outros que conseguiram "substituir" Ronaldo, contra uma Alemanha a coisa pia mais fininho. Muito se falou das debilidades de Portugal no jogo aéreo, sofremos dois golos por aí. Apontou-se a lentidão dos centrais germanicos como grande falha deles, conseguimo aproveitar? Não. E começa por aí a explicação para o ainda existente fosso.
Mas não jogámos mal, eles é que jogaram melhor, foram melhores e por isso há que dar mérito. Ok, podemos reclamar do terceiro golo mas é um lance muito rápido mas é uma falha incrivel da nossa defesa. É inaceitável que o Ricardo, nesse lance, não tenha tirado os pés do chão. Se se sai à bola tem que sair com autoridade, com garra. Falhámos e eles não. Outra grande diferença.Hoje Deco (vou tratá-lo pelo nome e não pelo outro tão ao meu gosto porque merece) foi grande. E não o foi pela pseudo-magia que os comentadores gostam tanto de falar (alguem tão mágico não pode falhar tantos passes nem tantas recepções como ele falha), foi grande porque não se escondeu, porque assumiu sem medos o papel de líder da equipa, assumiu a função de levar a bola pra a frente, foi esforçado, foi trabalhador, foi impulsionador, foi grande. Fosse sempre assim e teríamos outra conversa ao longo destes anos. Moutinho fez muita falta, porque enquanto esteve em campo também nunca se escondeu, veio buscar a bola muitas vezes e lutou como é seu hábito. Tal como na final do Euro 2004 com a lesão de Miguel, esta noite voltámos a ter azar com a lesão de Moutinho, acredito que o jogo seria diferente com ele lá a ajudar o Deco. Scolari tentou, mexeu na equipa, trocou jogadores (não percebi a saída do Nuno para pouco depois entrar o Postiga mas adiante), a equip pegava no jogo mas faltava "aquilo". A Alemanha nunca perdeu a concentração, sempre inteligente com a bola nos pés e impecável na marcação defensiva. Os jogadores tiveram o mérito de nos fazer acreditar até ao fim, tiveram o mérito de se terem batido até ao fim, tiveram o mérito de serem dignos na hora da despedida. Perdemos o jogo mas espero que não se perca a equipa. Depende muito de quem vier a seguir.
Scolari despede-se cedo demais da Selecção, pelo menos mais um jogo teria sido o ideal, mas despede-se com brio. Irão chover as criticas ao sargentão, será muito fácil agora ataca-lo e muitas das criticas até terão razão de o ser, mas é indesmentível que ele foi fundamental para tudo o que vivemos nestes 5 anos e meio. Passámos de ambicionar a qualificação para ambicionar a vitória final, isso deve-se a Scolari. A euforia em torno da equipa, o orgulho nacional, deve-se, doa a quem doer, a Scolari.
Scolari tem muitos defeitos, muitas limitações, tenho a convicção que irá passar um mau bocado em Inglaterra mas sei que foi ele o mentor desta crença generalizada de que podemos lá chegar, por isso: obrigado Scolari. Fecha-se um ciclo e, em breve, começa outro. Veremos se iremos continuar nesta onda ou se voltamos ao antigamente, ao tempo da calculadora e da subserviência a opinadores e certos clubes.
PS: Quem viu o jogo na Sporttv pode acompanhar a emoção e vibração com que Fernando Santos comentou o jogo : "chuta", "vira, vira, vira", "go...aaahhh", "olha o bosingwa, olha o bosingwa", "fecha, fecha", foi muito giro. E sentir a voz embargada pelo choro de Miguel Prates nos minutos finais foi uma prova de como a nação passou a acreditar nesta equipa.
Podemos ter o melhor jogador do mundo, podemos trocar a bola melhor que ninguem, podemos ter ter grandes vedetas que falta-nos, ainda, "aquilo" que nos separa das grandes equipas mundiais e que nos impede de triunfar nestes palcos nestas alturas. O "aquilo" pode tomar diversas formas: objectividade, cultura táctica, acerto, concentração, espirito.
Estamos a crescer, e só estando nestes palcos, jogando contra estas equipas, é que podemos continuar a crescer e é importante que o senhor que se segue consiga aproveitar o que de bom foi feito e, muito importante para o tal salto qualitativo, traga à equipa o que lhe falta ainda. É notório que somos uma equipa respeitada e temida, já ninguem entra em campo contra nós de peito inchado, mas ainda existe um fosso entre nós e os melhores. Um exemplo é Cristiano Ronaldo. Muitos irão dizer que Ronaldo não jogou nada, que nunca aparece nestes palcos, etc. Tem alguma verdade mas isso deve-se à marcação cerrada que lhe foi feita durante todo o Europeu. Os nossos adversários conseguiram anular a nossa melhor arma enquanto que nós fomos incapazes de fazer o mesmo. Se contra equipas mais fracas houve outros que conseguiram "substituir" Ronaldo, contra uma Alemanha a coisa pia mais fininho. Muito se falou das debilidades de Portugal no jogo aéreo, sofremos dois golos por aí. Apontou-se a lentidão dos centrais germanicos como grande falha deles, conseguimo aproveitar? Não. E começa por aí a explicação para o ainda existente fosso.
Mas não jogámos mal, eles é que jogaram melhor, foram melhores e por isso há que dar mérito. Ok, podemos reclamar do terceiro golo mas é um lance muito rápido mas é uma falha incrivel da nossa defesa. É inaceitável que o Ricardo, nesse lance, não tenha tirado os pés do chão. Se se sai à bola tem que sair com autoridade, com garra. Falhámos e eles não. Outra grande diferença.Hoje Deco (vou tratá-lo pelo nome e não pelo outro tão ao meu gosto porque merece) foi grande. E não o foi pela pseudo-magia que os comentadores gostam tanto de falar (alguem tão mágico não pode falhar tantos passes nem tantas recepções como ele falha), foi grande porque não se escondeu, porque assumiu sem medos o papel de líder da equipa, assumiu a função de levar a bola pra a frente, foi esforçado, foi trabalhador, foi impulsionador, foi grande. Fosse sempre assim e teríamos outra conversa ao longo destes anos. Moutinho fez muita falta, porque enquanto esteve em campo também nunca se escondeu, veio buscar a bola muitas vezes e lutou como é seu hábito. Tal como na final do Euro 2004 com a lesão de Miguel, esta noite voltámos a ter azar com a lesão de Moutinho, acredito que o jogo seria diferente com ele lá a ajudar o Deco. Scolari tentou, mexeu na equipa, trocou jogadores (não percebi a saída do Nuno para pouco depois entrar o Postiga mas adiante), a equip pegava no jogo mas faltava "aquilo". A Alemanha nunca perdeu a concentração, sempre inteligente com a bola nos pés e impecável na marcação defensiva. Os jogadores tiveram o mérito de nos fazer acreditar até ao fim, tiveram o mérito de se terem batido até ao fim, tiveram o mérito de serem dignos na hora da despedida. Perdemos o jogo mas espero que não se perca a equipa. Depende muito de quem vier a seguir.
Scolari despede-se cedo demais da Selecção, pelo menos mais um jogo teria sido o ideal, mas despede-se com brio. Irão chover as criticas ao sargentão, será muito fácil agora ataca-lo e muitas das criticas até terão razão de o ser, mas é indesmentível que ele foi fundamental para tudo o que vivemos nestes 5 anos e meio. Passámos de ambicionar a qualificação para ambicionar a vitória final, isso deve-se a Scolari. A euforia em torno da equipa, o orgulho nacional, deve-se, doa a quem doer, a Scolari.
Scolari tem muitos defeitos, muitas limitações, tenho a convicção que irá passar um mau bocado em Inglaterra mas sei que foi ele o mentor desta crença generalizada de que podemos lá chegar, por isso: obrigado Scolari. Fecha-se um ciclo e, em breve, começa outro. Veremos se iremos continuar nesta onda ou se voltamos ao antigamente, ao tempo da calculadora e da subserviência a opinadores e certos clubes.
PS: Quem viu o jogo na Sporttv pode acompanhar a emoção e vibração com que Fernando Santos comentou o jogo : "chuta", "vira, vira, vira", "go...aaahhh", "olha o bosingwa, olha o bosingwa", "fecha, fecha", foi muito giro. E sentir a voz embargada pelo choro de Miguel Prates nos minutos finais foi uma prova de como a nação passou a acreditar nesta equipa.
quarta-feira, junho 11, 2008
Euro 2008: A caminho dos quartos
A selecção nacional, com mais uma bela exibição e nova vitória, está a um pequenito passo de chegar aos quartos de final. Se tudo correr bem no domingo Scolari pode rodar a equipa e fazer descansar alguns dos habituais titulares.
Contra uma boa equipa Portugal mais uma vez quis pegra no jogo e desde cedo procurou a vitória. A equipa está a jogar muito bem com os jogadores muito solidários e trabalhadores. Ao fim de dois jogos não se pode dizer que este ou aquele estiveram mal e isso é muito bom para o que falta da competição.
Os benfiquistas em campo voltaram a estar num excelente nível com Nuno Gomes, mais uma vez, a ser o pivot que esta equipa precisa. A sua forma de jogar encaixa na perfeição na Selecção pois quase todos os jogadores têm facilidade em subir e aproximar-se da área e a capacidade impar de Nuno fazer tabelinhas revela-se fundamental para os golos da equipa. Muito lutador, muito confiante. É este Nuno Gomes qe quero ver no Glorioso. Petit voltou a estar muito bem no meio campo apesar de ter tido mais trabalho que no jogo contra a Turquia. Sempre atento e fisicamente capaz para acompanhar sempre a bola. Não se atemorizou com Cech e procurou o golo de longa distância.
Já sei que os elogios irão para o do costume, nem vou discutir isso, mas não posso deixar passar uma extraordinária exibição de um jogador que eu próprio não tenho em grande consideração: Paulo Ferreira. Para mim o "MVP" do jogo. Não falhou um único lance, seja defensivo ou ofensivo. Decidiu sempre bem e penso que nunca perdeu um duelo. Se repetir esta exibição nos jogos que se seguem concerteza que não será lateral esquerda a criar entraves para Portugal não chegar ao título.
Uma palavra para Scolari que desta vez esteve bem nas substituições.
Parabens Portugal. Grande jogo. Mais um.
Contra uma boa equipa Portugal mais uma vez quis pegra no jogo e desde cedo procurou a vitória. A equipa está a jogar muito bem com os jogadores muito solidários e trabalhadores. Ao fim de dois jogos não se pode dizer que este ou aquele estiveram mal e isso é muito bom para o que falta da competição.
Os benfiquistas em campo voltaram a estar num excelente nível com Nuno Gomes, mais uma vez, a ser o pivot que esta equipa precisa. A sua forma de jogar encaixa na perfeição na Selecção pois quase todos os jogadores têm facilidade em subir e aproximar-se da área e a capacidade impar de Nuno fazer tabelinhas revela-se fundamental para os golos da equipa. Muito lutador, muito confiante. É este Nuno Gomes qe quero ver no Glorioso. Petit voltou a estar muito bem no meio campo apesar de ter tido mais trabalho que no jogo contra a Turquia. Sempre atento e fisicamente capaz para acompanhar sempre a bola. Não se atemorizou com Cech e procurou o golo de longa distância.
Já sei que os elogios irão para o do costume, nem vou discutir isso, mas não posso deixar passar uma extraordinária exibição de um jogador que eu próprio não tenho em grande consideração: Paulo Ferreira. Para mim o "MVP" do jogo. Não falhou um único lance, seja defensivo ou ofensivo. Decidiu sempre bem e penso que nunca perdeu um duelo. Se repetir esta exibição nos jogos que se seguem concerteza que não será lateral esquerda a criar entraves para Portugal não chegar ao título.
Uma palavra para Scolari que desta vez esteve bem nas substituições.
Parabens Portugal. Grande jogo. Mais um.
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