Finalmente, dirão alguns. A minha opinião sobre o assunto divide-se em duas perspectivas: desportivamente é perfeitamente natural este desfecho, Nuno Gomes nunca foi consensual, o seu rendimento deixou sempre muito a desejar e, acima de tudo, nesta altura o treinador não conta com ele. Em dois anos de Jorge Jesus o jogador Nuno Gomes nunca foi uma opção válida, seja certo ou errado, para o treinador e, por isso, faz todo o sentido que a longa ligação entre jogador e clube tenha o seu término; O problema é que o adeus dá-se numa altura em que se sente falta de ligação entre plantel e o emblema na sagrada camisola, e Nuno Gomes é um dos pilares do balneário, alguem que lá está à tempo suficiente para sentir o peso da camisola, de passar mensagem para quem chega. Aceito perfeitamente que, desportivamente, Nuno Gomes não consiga dar o que a equipa precisa (ou o treinador deseja) mas considero que a sua presença no balneário, no relvado, nos treinos, ainda seria muito importante para o clube.A real dimensão deste adeus (que um dia teria que acontecer) estará sempre dependente do que acontecer na próxima época, se as bolas entrarem e as vitórias aparecerem ninguem se vai lembrar de Nuno Gomes e da sua ausência, se as bolas baterem na trave e a época que terminou der mostras de se repetir então o saudosismo e a falta de referências que Nuno Gomes eventualmente seria irá dar motivos de forte contestação.
A partir deste momento Nuno Gomes é livre para decidir o seu futuro como melhor entender. Se quiser continuar a jogar futebol e encontrar clube, em Portugal ou no estrangeiro, só lhe desejo as maiores felicidades e toda a sorte do mundo, excepto se alguma vez defrontar o Sport Lisboa e Benfica. Pelo anos que envergou o Manto Sagrado, Nuno Gomes será sempre uma referência do clube e terá o seu devido lugar na gloriosa história do Benfica.
Adeus Nuno, obrigado por tudo!

