A previsivel contratação de Javi Garcia abriu a conduta de comentários nos sites oficiais dos jornais a Marca e As, de Madrid. Os comentários dos adeptos do Real Madrid são suspeitos e francamente desonestos. O que ali vi despejado tem mais a ver com a mania das grandezas de um clube que atingiu um nível galáctico de contratações do que com a realidade dos factos.
Eu conheço Javi Garcia, pela Sporttv fiz vários jogos - especialmente no Osasuna - em que pude constatar que se trata de um bom centro-campista. Não sei se resolverá os problemas do Benfica no meio-campo, para a posição seis, tenho as minhas desconfianças, mas o talento de um jogador que é internacional em todas as camadas jovens da selecção espanhola, não se discute, apenas se dá o benefício da dúvida. Ao jogador e a quem o contrata.
Foi o que fizeram os adeptos do Osasuna, quando Javi Garcia ali aterrou, apenas com dezanove anos de idade e sonhos por cumprir. Fez uma época admirável, num meio-campo de boa qualidade, com jogadores como Puñal e Delporte. Foi um dos melhores jogadores do Osasuna, deu nas vistas e no final da época, foi repescado pelo Real Madrid.
Não se tratou, porém, de uma repescagem qualquer. O Real Madrid pagou quatro milhões de euros, depois de ter transferido o jogador para o Osasuna por três milhões. O Real pagou para ter o jogador de novo no plantel, após as várias insistências de Bernd Schuster. O treinador alemão deixou-se encantar pela qualidade demonstrada por Javi Garcia numa época em que deixou sobressair as suas melhores qualidades: critério no passe, boa meia-distância, seguro nas bolas altas e especialmente conhecedor do jogo e da posição.
Também por isso Camacho se deixou enamorar pelo jogador e ainda no Benfica tentou contratá-lo para o nosso clube. O nosso antigo treinador ainda não perdeu de vista a qualidade de Javi e por isso está a tentar contratá-lo agora, preparando um novo regresso a Osasuna. Creio que já chegou tarde e pelo que me dizem o jogador está encantado com a possibilidade de jogar no Benfica. Não esqueçamos que, em Espanha, as pessoas olham para o Benfica em Portugal, como nós olhamos para o Real Madrid em Portugal. Por isso o actual fascínio de Javi Garcia em jogar no Benfica. Por isso não foi especialmente transcendental para o Benfica e para Rui Costa contratar jogadores como Reyes, Aimar e mais recentemente Saviola. E ainda Balboa. E agora, pelos vistos, Javi Garcia.
Porque a marca Benfica tem peso em Espanha, tem encanto, fascina e consegue arrastar grandes jogadores de futebol para os seus planteis. Nada de extraordinário, desde que o Benfica consiga convencer financeiramente os jogadores, o que, em alguns casos, tem sido possível.
Por isso, mais do que valorizar os comentários amargurados e enviezados dos adeptos do Real Madrid sobre a possibilidade do Benfica contratar Javi Garcia, talvez valha a pena aguardar pela chegada do jogador e perceber se ele tem tanto para nos oferecer como ofereceu aos adeptos do Osasuna que ainda hoje o reconhecem como um dos melhores jogadores da sua história recente.
E nada me garante que as coisas sejam diferentes no Benfica.
Ser do Benfica não se explica, sente-se. É mais que uma paixão, maior que um amor, é um estado de espírito.
blog
domingo, julho 19, 2009
sexta-feira, julho 17, 2009
Guadiana 2009 parte 1
Na blogoesfera benfiquista devo ser o maior defensor de Moretto e mantenho essa convicção: Moretto é o melhor guarda redes do Benfica. Mas isso não o iliba de cometer erros. E ontem cometeu um que eu considero muito grave, principalmente para quem tem as características físicas que ele tem. Não agarrar aquela bola é uma falha grave. Seria uma falha sem consequências se a equipa não falhasse defensivamente a seguir, mas Moretto não teve essa sorte e fica ligado ao golo sofrido por culpa própria. Mas o que me tira do sério é a vontade de atacar e criticar Moretto que os comentadores têm revelando uma incompetência brutal nas análises que fazem. Depois do erro e golo sofrido Moretto faz duas defesas seguidas. Não foram defesas fantásticas, nada disso, foram defesas apertadas mas relativamente normais num jogo de futebol. Mas os incompetentes dos comentadores acharam que Moretto erro na primeira defesa. Claro, Moretto apenas fez o que mandam as regras, defendeu um remate forte para o lado. Todos nós sabemos que nunca se deve defender para a frente mas sim para os lados. Foi o que Moretto fez mas como estava um adversário sozinho naquela zona ficou na posse da bola. Moretto tem culpa nisso? Enfim...
Todos gostamos de ganhar nem que seja a feijões portanto, mesmo que isso não seja o mais importante na pré época é sempre melhor vencer do que não vencer. Vai criando a dinâmica de vitórias e a alegria nos adeptos. O jogo de ontem não nos mostrou o que de bom ocorreu na Suiça, bem pelo contrário, a equipa parecia sem ideias, cansada e presa de movimentos. Carlos Martins foi uma autêntica nulidade e Amorim muito perro o que é compreensível. Mas se em termos colectivos estivemos mal em termos individuais fiquei satisfeito com o que vi de Saviola, Fábio Coentrão e Aimar. Saviola mais fresco, mais ágil, mais em jogo; Fábio Coentrão muito mais adulto, muito mais jogador de equipa, muito boa qualidade e Aimar com disponibilidade física para estar em todo o campo, vir junto dos centrais buscar jogo. Estas três situações deixaram-me muito satisfeito. Também gostei de ver a maturidade da nossa dupla de centrais.
De resto é apenas mais um jogo de pré época. Que devia ter acabado com o golaço do Tacuara.
Sábado há mais.
Todos gostamos de ganhar nem que seja a feijões portanto, mesmo que isso não seja o mais importante na pré época é sempre melhor vencer do que não vencer. Vai criando a dinâmica de vitórias e a alegria nos adeptos. O jogo de ontem não nos mostrou o que de bom ocorreu na Suiça, bem pelo contrário, a equipa parecia sem ideias, cansada e presa de movimentos. Carlos Martins foi uma autêntica nulidade e Amorim muito perro o que é compreensível. Mas se em termos colectivos estivemos mal em termos individuais fiquei satisfeito com o que vi de Saviola, Fábio Coentrão e Aimar. Saviola mais fresco, mais ágil, mais em jogo; Fábio Coentrão muito mais adulto, muito mais jogador de equipa, muito boa qualidade e Aimar com disponibilidade física para estar em todo o campo, vir junto dos centrais buscar jogo. Estas três situações deixaram-me muito satisfeito. Também gostei de ver a maturidade da nossa dupla de centrais.
De resto é apenas mais um jogo de pré época. Que devia ter acabado com o golaço do Tacuara.
Sábado há mais.
quinta-feira, julho 16, 2009
Salada de Fruta
Ontem à noite não consegui resistir à tentação de espreitar o jogo do FC Porto com o Leixões. Normalmente costumo prestar menos atenção aos jogos dos adversários do Benfica do que aos programas do Panda Atelier. Reconheço que estes últimos são mais educativos e uma forma de manter o meu filho mais novo agarrado a uma ideia simpática de lazer.
Porém, ontem, pequei. Vi o jogo do FC Porto. Nada de relevante, a não ser o uso indevido de um português subterrâneo e permitido a Bruno Alves e o estranho nervosismo de Raul Meireles perante o desplante do árbitro em assinalar uma grande-penalidade contra a sua equipa. Ora, eu até percebo esse nervosismo. É o medo do desconhecido. Perguntem aos antigos admnistradores do BPP como é que eles se sentiram, quando foi descoberta a sua mafiosa rede de exploração bancária, após anos de impunidade. Claro que estranharam. É normal e humana, pois, essa estranheza de Raul Meireles, que quase o levou a sair dos carris para se espetar contra a testa franzida do árbitro. Tenho o maior dos respeitos por essa reacção, porque o jogador do FC Porto foi apanhado desprevenido, contra todo um longo historial de hábitos instalados no futebol português. E que hábitos são esses?
Como diria o outro, let's look at a trailer:
Estão a ver?
Porém, ontem, pequei. Vi o jogo do FC Porto. Nada de relevante, a não ser o uso indevido de um português subterrâneo e permitido a Bruno Alves e o estranho nervosismo de Raul Meireles perante o desplante do árbitro em assinalar uma grande-penalidade contra a sua equipa. Ora, eu até percebo esse nervosismo. É o medo do desconhecido. Perguntem aos antigos admnistradores do BPP como é que eles se sentiram, quando foi descoberta a sua mafiosa rede de exploração bancária, após anos de impunidade. Claro que estranharam. É normal e humana, pois, essa estranheza de Raul Meireles, que quase o levou a sair dos carris para se espetar contra a testa franzida do árbitro. Tenho o maior dos respeitos por essa reacção, porque o jogador do FC Porto foi apanhado desprevenido, contra todo um longo historial de hábitos instalados no futebol português. E que hábitos são esses?
Como diria o outro, let's look at a trailer:
Estão a ver?
terça-feira, julho 14, 2009
Um Olho à Benfica #14
Como todos os anos acontece, por estas alturas, os benfiquistas enchem-se de brios, esquecem o passado recente e desatam num optimismo exagerado. Somos crónicos campeões da pré-época, antes mesmo dos anúncios depressivos de que o campeonato é outra coisa e lá mais para diante, o realismo substitui o sonho.
Eu não sou nem mais nem menos benfiquista do que os outros. Também sou um sonhador e não perco nenhum dos jogos de preparação. E para mim, são mesmo de preparação: para o que der e vier. Após alguns meses de intenso debate sobre o futuro do Benfica, no plano da sua governação, está na hora de fazer o meu «back to basics». No meu caso, falar de futebol. E dos meus sonhos, como benfiquista.
Olho para este primeiro esquiço do Benfica de Jesus e não me deixo deslumbrar pelo famoso losango de que todos falam. Primeiro, porque não existe losango nenhum, nem nunca existiu na carreira de Jorge Jesus. Na época passada, discuti esse assunto várias vezes com o treinador do Benfica. Enquanto os críticos de futebol, que adora figuras geométricas para complicar as coisas simples do jogo, insistiam no pretenso losango de Jesus no Braga, pacientemente o treinador explicava-me o seu modelo e dentro do modelo os sistemas tácticos utilizados.
O Benfica não joga nem jogará em losango. Olho para o Benfica de Jesus da mesma forma lúdica que olhava para o Braga da época passada, depois das suas explicações. Um guarda-redes – é verdade, o Benfica joga com um guarda-redes, embora, por vezes, isso não seja facilmente perceptível – quatro defesas, um médio defensivo, três médios ofensivos e dois atacantes. Isto será o Benfica de Jesus.
Aquilo a que as pessoas teimosamente chamam de losango, Jesus substitui por uma ideia prevalecente de dinâmica. O treinador oferece aos jogadores uma cana de pesca, mas não vai pescar por eles. Dentro do jogo, os médios ofensivos tomam decisões, puxam o jogo para o lado da autonomia pessoal e descobrem as melhores soluções para desorganizar o adversário. Há apenas uma informação que se mantém sempre pendente nas suas cabeças: na transição defensiva, não pode haver espaços vazios e os jogadores devem estar disponíveis para ocupar o espaço mais perto de si. Isso evita grandes correrias, cansaço e desposicionamento defensivo da equipa.
Tendo nascido na década de sessenta, nem por isso, sou contemporâneo da fabulosa equipa de Eusébio, Coluna, Simões, Torres e outros. Porém, já foi como benfiquista deslumbrado que vi quase todos os jogos do Benfica de Eriksson, no primeiro episódio da sua história pessoal com o nosso clube.
Para os que não se lembram, o Benfica era assim: Bento; Pietra, Humberto Coelho, António Bastos Lopes e Veloso (Álvaro); Shéu; Carlos Manuel, Alves e Chalana; Nené e Filipovic.
Este foi o melhor e mais harmonioso Benfica que vi em toda a minha vida. Não jogava em losango, mas são incríveis as semelhanças que descubro entre o primeiro Benfica de Eriksson e o inaugural esboço do Benfica de Jesus. Um guarda-redes, uma defesa – o lado esquerdo continua a preocupar-me – um médio defensivo que será Ruben Amorim, três médios – Ramires será um jogador características semelhantes a Carlos Manuel, Aimar é um João Alves sem luvas pretas e Di Maria será um pequeno Chalana – o melhor jogador português de sempre, depois de Eusébio.
Recordo igualmente que Eriksson começou a descaracterizar este Benfica de sonho, quando permitiu que João Alves saísse do Benfica e o substituísse por Stromberg. O Benfica ganhou um estilo mais testicular de jogo, mas perdeu graciosidade.
Este foi o melhor e mais harmonioso Benfica que vi em toda a minha vida. Não jogava em losango, mas são incríveis as semelhanças que descubro entre o primeiro Benfica de Eriksson e o inaugural esboço do Benfica de Jesus. Um guarda-redes, uma defesa – o lado esquerdo continua a preocupar-me – um médio defensivo que será Ruben Amorim, três médios – Ramires será um jogador características semelhantes a Carlos Manuel, Aimar é um João Alves sem luvas pretas e Di Maria será um pequeno Chalana – o melhor jogador português de sempre, depois de Eusébio.
Recordo igualmente que Eriksson começou a descaracterizar este Benfica de sonho, quando permitiu que João Alves saísse do Benfica e o substituísse por Stromberg. O Benfica ganhou um estilo mais testicular de jogo, mas perdeu graciosidade.
O Benfica de Jesus não joga nem jogará em losango, mas tem uma patente táctica que o aproxima incrivelmente do primeiro Benfica de Eriksson. Primeiro, melhor e mais deslumbrante.
CARDOZO – Pode não ser gracioso a correr, mas é o melhor atacante da Liga Sagres. Vale dez “Falcões” e não precisa de arranjar um trinta e um para resolver. Dizem-me que é lento, mas eu não acho. Lento para mim é o Estado a pagar dívidas. Acho que o Benfica não contratou Cardozo para correr os cem metros. Contratou-o para marcar golos. É a minha aposta para melhor marcador do campeonato.
Não gostei, porém, de ver Saviola a marcar a grande-penalidade contra o Sion. Se foi para dar moral ao argentino, aceito, mas espero que não se repita. Em Portugal, ninguém marca “penalties” como Cardozo. Até hoje, não falhou um único remate dessa marca. Além do mais, Cardozo é a nossa melhor possibilidade – em muitos anos – de voltarmos a ter um jogador do Benfica a ganhar a Bola de Prata. E todos os golos contam, assim como todas as oportunidades de golo que a equipa consiga oferecer ao paraguaio para ele melhor exercer o seu oficio: marcar golos.
Não estou em pensar que o Benfica seja obsequiado com a mesma generosidade obscena que árbitros de Portugal ofereceram a Jardel e ao Sporting, no último ano em que os “leões” foram campeões. Nessa altura, se bem se lembram, em cada jogo do Sporting havia mais grandes-penalidades do que casos diários confirmados de gripe suína em Portugal.
No entanto, mesmo considerando que o Benfica não será tocado pela graça de uma hipotética enxurrada de grandes-penalidades, acho bem que possamos reciclar em golos de Cardozo, as pouquíssimas hipóteses que prevejo que os nossos árbitros possam conceder ao Benfica.
Por isso, repito: espero pela próxima grande-penalidade a favor do Benfica para tirar as dúvidas.
Por isso, repito: espero pela próxima grande-penalidade a favor do Benfica para tirar as dúvidas.
QUIM – Um dos guarda-redes mais incompreendidos da história do Benfica deve ser titular. Porque é o mais equilibrado, porque é o mais sereno e, por fim, porque é o melhor de todos. Vejam bem as fotografias dos três últimos títulos do clube e reparem no guarda-redes. É sempre o mesmo, é sempre Quim. Taça da Liga, Supertaça e Liga portuguesa.
Aceito a opinião de outros benfiquistas mas daqui não saio: Quim é o melhor guarda-redes do Benfica e é o melhor guarda-redes português da actualidade.
Não há nenhum guarda-redes do Mundo que não tenha um “frango” dentro de si, que ganha vida própria quando menos se espera e aparece a cacarejar sobre a linha de golo. O Quim não escapa a essa segunda natureza dos guarda-redes, mas mais do que ter um “frango” dentro de si, ele tem é um “galo” enorme com a maioria dos adeptos do clube. Mesmo assim, apesar da contestação, ele é o melhor. E estou completamente convencido que Jesus não precisa de nenhum milagre na baliza. Tem o Quim.
FALCÃO – Por curiosidade, acabou por ser Pinto da Costa, o autor do melhor movimento de mercado do Benfica, nesta pré-época. Gastar quase cinco milhões de euros num suplente de Cardozo, seria um dispêndio de dinheiro. Um bem-haja ao presidente do FC Porto e ao seu passatempo preferido de esturricar milhões de euros em jogadores que ele se ufana de desviar do Benfica para a cidade do Porto.
Também, de notar, que Falcão ainda se arrisca a trocar o FC Porto pela TVI, de José Eduardo Moniz. Depois da novela Benfica, o atacante colombiano é, de novo, uma peça central de uma nova e intensa novela. Sim, apesar do pudor de certa comunicação social, é preciso recordar que o FC Porto está para fechar o negócio Falcão há quase tanto tempo quanto a justiça portuguesa tenta extraditar Vale e Azevedo. Eu sei que isto pode parecer desagradável, porque a frágil consciência mediática deste país não acredita muito em falhanços da infalível máquina portista, mas o Falcão já deve estar entontecido com tantos voos falhados para Portugal.
Uma coisa é certa: este, pelo menos, não vai demorar quatro minutos a assinar contrato com o FC Porto.
segunda-feira, julho 13, 2009
O esférico rola na erva
Empate a 2, no primeiro jogo da época.
O Benfiquismo é uma pandemia pior do que o H1N1! De outra forma, como explicar as 13000 pessoas que encheram o estádio do Sion para ver 11 gajos completamente rotos, por terem passado os últimos dias a correr pela mata helvética, com mochilas cheias de pedras e a levar chibatadas no lombo, de um doido de cabelo branco? Ou como explicar os sei lá quantos mil palermas - nos quais me incluo - que ficaram ansiosamente à espera das 23h de domingo, para ver os mesmos gajos rotos, EM DIFERIDO, quando podiam estar a ver, sei lá, o Equador, que já é um clássico do soft core nacional?
E valeu a pena? O que se pode tirar deste jogo?
Bom, muito pouco. Isto é pré-época e os gajos estão mesmo rotos. Mesmo assim, Saviola deixou um cheirinho do grande jogador que é em vários lances de classe. Carlos Martins levou um porradão e encostou. Maxi, à capitão, deu um porradão e encostou o Paíto (para vingar o Luisão, naturalmente). Coentrão e Filipe Bastos entraram cheios de vontade e deram boas indicações. Yebda esteve bem, menos no golo, e o Cardozo esteve mal, menos no golo e num livre. Quim está a ver se o Moreira começa o campeonato a titular. Sepsi começou nervosinho, mas depois acalmou. Roderick parece saído de um anúncio às novas oportunidades.
Seja como for, já deu para matar um bocadinho a fome de bola. Hoje é o Shaktar e adivinhem onde vai estar este palerma, às 18.30h?
O Benfiquismo é uma pandemia pior do que o H1N1! De outra forma, como explicar as 13000 pessoas que encheram o estádio do Sion para ver 11 gajos completamente rotos, por terem passado os últimos dias a correr pela mata helvética, com mochilas cheias de pedras e a levar chibatadas no lombo, de um doido de cabelo branco? Ou como explicar os sei lá quantos mil palermas - nos quais me incluo - que ficaram ansiosamente à espera das 23h de domingo, para ver os mesmos gajos rotos, EM DIFERIDO, quando podiam estar a ver, sei lá, o Equador, que já é um clássico do soft core nacional?
E valeu a pena? O que se pode tirar deste jogo?
Bom, muito pouco. Isto é pré-época e os gajos estão mesmo rotos. Mesmo assim, Saviola deixou um cheirinho do grande jogador que é em vários lances de classe. Carlos Martins levou um porradão e encostou. Maxi, à capitão, deu um porradão e encostou o Paíto (para vingar o Luisão, naturalmente). Coentrão e Filipe Bastos entraram cheios de vontade e deram boas indicações. Yebda esteve bem, menos no golo, e o Cardozo esteve mal, menos no golo e num livre. Quim está a ver se o Moreira começa o campeonato a titular. Sepsi começou nervosinho, mas depois acalmou. Roderick parece saído de um anúncio às novas oportunidades.
Seja como for, já deu para matar um bocadinho a fome de bola. Hoje é o Shaktar e adivinhem onde vai estar este palerma, às 18.30h?
domingo, julho 12, 2009
Calendário 2009-10
Ontem foi definido o calendário para o campeonato nacional 2009-10. Os jogos que nos levarão rumo ao título tão desejado e ambicionado por todos nós.
A caminhada começa no Estádio da Luz com a recepção ao Marítimo e termina, também na Luz, com o Rio Ave, naquela que se espera que seja uma jornada de festa. Mas antes, na penúltima jornada, iremos ao covil dos corruptos no que poderá ser um dos jogos mais quentes dos últimos anos.
Na primeira volta visitamos Guimarães, Restelo, Braga e Alvalade ficando para a segunda voltas as idas à Madeira e ao covil. Se arrancarmos bem podemos ganhar boa margem de manobra.
Ao contrário dos anos anteriores não jogamos com as deixas de outro clube específico.
Podem ver o calendário completo nos seguintes links:
Primeira Volta
Segunda Volta
"Let the games begin". FORÇA BENFICA.
A caminhada começa no Estádio da Luz com a recepção ao Marítimo e termina, também na Luz, com o Rio Ave, naquela que se espera que seja uma jornada de festa. Mas antes, na penúltima jornada, iremos ao covil dos corruptos no que poderá ser um dos jogos mais quentes dos últimos anos.
Na primeira volta visitamos Guimarães, Restelo, Braga e Alvalade ficando para a segunda voltas as idas à Madeira e ao covil. Se arrancarmos bem podemos ganhar boa margem de manobra.
Ao contrário dos anos anteriores não jogamos com as deixas de outro clube específico.
Podem ver o calendário completo nos seguintes links:
Primeira Volta
Segunda Volta
"Let the games begin". FORÇA BENFICA.
sexta-feira, julho 10, 2009
Soltas #85
- Começou a pré época e as esperanças e fézadas voltam a encher os nossos corações benfiquistas mesmo que não concordemos com tudo o que é feito pelos responsáveis. É impossível deixar de sentir esta espírito pois o sangue que me corre nas veias é vermelho.
- Jesus testa opções para o losango sendo a mais comentada a inclusão de David Luiz como médio defensivo. Penso que tal não passa de um mero teste e da limitação que o treinador tem de jogadores para a posição em causa. Mas pode ser que até resulte. David Luiz é raçudo e com boa técnica, sai muito bem com a boa jogável e até procura o remate. A ver...
- Rui Costa assume que o plantel não está fechado. Podem entrar e sair jogadores mas o principal está a trabalhar a tempo e horas. Faltam Luisão e Ramires por terem estado ao serviço da Selecção. Adu parece que terá oportunidade de se mostrar a Jesus na pré época e isso também me agrada.
- Reyes é a grande dúvida dos benfiquistas. As opniões dividem-se, uns querem que ele fique outros acham que não merece o esforço financeiro. A minha opnião é que no losango Reyes só faz sentido se jogar a avançado e aí sim seria uma excelente aquisição. Mas com Cardozo e Saviola, Reyes seria um terceiro nome sonante e não cabem todos no 11. Um deles ficará no banco. A dúvida é saber se isso seria encarado com o profissionalismo devido por todos?
- Serão os esquerdinos do plantel do Glorioso capazes de cumprir a missão de serem médios interiores do losango? Jorge Ribeiro é concerteza mas os outros têm mais características de alas e avançados. Yebda será opção correcta para a posição? Jorge Ribeiro terá nova oportunidade do plantel? Adu, Coentrão e Di Maria saberão crescer tacticamente para a função? Ou Ruben Amorim ocupará o posto?
- Lá por fora continuam os milhões a esvoaçar. Aguero, David Villa e Ibrahimovic são os grandes alvos. Real Madrid apresenta Benzema fechando um trio de contratações de sonho. O Inter de Mourinho anda sossegado. Gerrard renova com o seu clube do coração (espero que seja este ano o ano do Liverpool) e Terry diz mais um disparate. E'too tem estado calminho esta semana.
- Cristiano Ronaldo deve estar nas nuvens. Perfeitamente natural não fosse ele o "melhor" jogador do mundo, a transferência mais cara de sempre, ordenado milionário, alvo de todas as atenções. A alegria que tinha estampada na cara na apresentação no Bernabeu é totalmente merecida. E de falta de profissionalismo ninguem o pode acusar e é por isso que acredito no seu sucesso em Madrid.
- Jesus testa opções para o losango sendo a mais comentada a inclusão de David Luiz como médio defensivo. Penso que tal não passa de um mero teste e da limitação que o treinador tem de jogadores para a posição em causa. Mas pode ser que até resulte. David Luiz é raçudo e com boa técnica, sai muito bem com a boa jogável e até procura o remate. A ver...
- Rui Costa assume que o plantel não está fechado. Podem entrar e sair jogadores mas o principal está a trabalhar a tempo e horas. Faltam Luisão e Ramires por terem estado ao serviço da Selecção. Adu parece que terá oportunidade de se mostrar a Jesus na pré época e isso também me agrada.
- Reyes é a grande dúvida dos benfiquistas. As opniões dividem-se, uns querem que ele fique outros acham que não merece o esforço financeiro. A minha opnião é que no losango Reyes só faz sentido se jogar a avançado e aí sim seria uma excelente aquisição. Mas com Cardozo e Saviola, Reyes seria um terceiro nome sonante e não cabem todos no 11. Um deles ficará no banco. A dúvida é saber se isso seria encarado com o profissionalismo devido por todos?
- Serão os esquerdinos do plantel do Glorioso capazes de cumprir a missão de serem médios interiores do losango? Jorge Ribeiro é concerteza mas os outros têm mais características de alas e avançados. Yebda será opção correcta para a posição? Jorge Ribeiro terá nova oportunidade do plantel? Adu, Coentrão e Di Maria saberão crescer tacticamente para a função? Ou Ruben Amorim ocupará o posto?
- Lá por fora continuam os milhões a esvoaçar. Aguero, David Villa e Ibrahimovic são os grandes alvos. Real Madrid apresenta Benzema fechando um trio de contratações de sonho. O Inter de Mourinho anda sossegado. Gerrard renova com o seu clube do coração (espero que seja este ano o ano do Liverpool) e Terry diz mais um disparate. E'too tem estado calminho esta semana.
- Cristiano Ronaldo deve estar nas nuvens. Perfeitamente natural não fosse ele o "melhor" jogador do mundo, a transferência mais cara de sempre, ordenado milionário, alvo de todas as atenções. A alegria que tinha estampada na cara na apresentação no Bernabeu é totalmente merecida. E de falta de profissionalismo ninguem o pode acusar e é por isso que acredito no seu sucesso em Madrid.
quinta-feira, julho 09, 2009
Romaria
Como acontece todos os anos em que o Glorioso vai estagiar para fora, há uma verdadeira romaria vermelha aos treinos da equipa enchendo por completo todos os recintos onde os nossos jogadores treinam.
Se, por um lado, acho um desperdício ir para fora quando temos um Centro de Estágio magnífico, por outro lado, acho que esta aproximação aos benfiquistas espalhados pela Europa é benéfica para todos porque estimula a ligação dos adeptos ao clube, equipa e jogadores.
É uma forma dos novos jogadores sentirem a força da camisola do Glorioso. Saviola pode ser uma estrela internacional mas quando esteve no Sevilha e/ou no Mónaco nunca terá tido experiência igual. Só nos colossos espanhois. É esta a grandeza do Benfica.
A euforia de início de época é sempre real e saudável. Os adeptos têm que estar contentes, têm que sentir confiança em sucessos, têm de acreditar nos jogadores. E ao encherem os treinos do Glorioso demonstram isso aos responsáveis e aos jogadores. É pressão sim senhor, mas é pressão saudável, é a pressão de se ser do Sport Lisboa e Benfica.
Se, por um lado, acho um desperdício ir para fora quando temos um Centro de Estágio magnífico, por outro lado, acho que esta aproximação aos benfiquistas espalhados pela Europa é benéfica para todos porque estimula a ligação dos adeptos ao clube, equipa e jogadores.
É uma forma dos novos jogadores sentirem a força da camisola do Glorioso. Saviola pode ser uma estrela internacional mas quando esteve no Sevilha e/ou no Mónaco nunca terá tido experiência igual. Só nos colossos espanhois. É esta a grandeza do Benfica.
A euforia de início de época é sempre real e saudável. Os adeptos têm que estar contentes, têm que sentir confiança em sucessos, têm de acreditar nos jogadores. E ao encherem os treinos do Glorioso demonstram isso aos responsáveis e aos jogadores. É pressão sim senhor, mas é pressão saudável, é a pressão de se ser do Sport Lisboa e Benfica.
terça-feira, julho 07, 2009
Falcão Out
O Benfica assumiu, via comunicado oficial, que anulou as negociações pela contratação do avançado Falcão ao River Plate. O motivo é simples: demora do jogador em aceitar as pretensões do clube.
As reacções não se fizeram esperar.
Engraçado que como na noite das eleições ouvi o Jaime Antunes defender que um treinador nem sequer devia ter tempo para pensar se lhe fosse dada a oportunidade de treinar o Benfica. Muitos dizem que este recuo do Glorioso é mais uma prova da incompetência da Direcção do clube, da falta de capacidade em negociar, etc. Eu não vou tão longe. Não sabemos pormenores das negociações por isso acho que devemos ter um pouco mais de contenção. Não sabemos até que ponto a conversa estava adiantada, há quanto tempo o jogador tinha a proposta, não sabemos se o jogador tentou forçar o Benfica com uma pseudo proposta de outro clube rival. Sim o Benfica tem cometido muitos erros na abordagem de negociações de jogadores mas, bolas, nem sempre estamos errados. Somos o Benfica, um clube que o próprio jogador disse publicamente desejar representar. Se o Benfica sentiu que deu tempo suficiente ao jogador para decidir e este não o fez então o clube agiu correctamente pois concerteza que tem timings definidos para a aquisição de jogadores. Não foi Falcão, será outro. Ou então não.
Pessoalmente admito que não me sinto minimamente incomodado com esta quebra das negociações. Não conheço Falcão e o que li e ouvi não me entusiasmou, a opnião de quem o conhece está longe de ser unânime como é, por exemplo, em relação a Ramires. E gosto muito de Cardozo e defendo que com os jogadores que temos ( e se quiserem juntar Reyes) podemos fechar o plantel em termos de avançados e, quiçá, até dar oportunidade a Nelson Oliveira.
As reacções não se fizeram esperar.
Engraçado que como na noite das eleições ouvi o Jaime Antunes defender que um treinador nem sequer devia ter tempo para pensar se lhe fosse dada a oportunidade de treinar o Benfica. Muitos dizem que este recuo do Glorioso é mais uma prova da incompetência da Direcção do clube, da falta de capacidade em negociar, etc. Eu não vou tão longe. Não sabemos pormenores das negociações por isso acho que devemos ter um pouco mais de contenção. Não sabemos até que ponto a conversa estava adiantada, há quanto tempo o jogador tinha a proposta, não sabemos se o jogador tentou forçar o Benfica com uma pseudo proposta de outro clube rival. Sim o Benfica tem cometido muitos erros na abordagem de negociações de jogadores mas, bolas, nem sempre estamos errados. Somos o Benfica, um clube que o próprio jogador disse publicamente desejar representar. Se o Benfica sentiu que deu tempo suficiente ao jogador para decidir e este não o fez então o clube agiu correctamente pois concerteza que tem timings definidos para a aquisição de jogadores. Não foi Falcão, será outro. Ou então não.
Pessoalmente admito que não me sinto minimamente incomodado com esta quebra das negociações. Não conheço Falcão e o que li e ouvi não me entusiasmou, a opnião de quem o conhece está longe de ser unânime como é, por exemplo, em relação a Ramires. E gosto muito de Cardozo e defendo que com os jogadores que temos ( e se quiserem juntar Reyes) podemos fechar o plantel em termos de avançados e, quiçá, até dar oportunidade a Nelson Oliveira.
segunda-feira, julho 06, 2009
Fome de bola
Agora que acabou a confusão das eleições que as atenções se centrem na bola a rolar na relva. Acredito que muitos de vós estão tal como eu, cheios de fome de bola.
De ver Jesus a comandar Aimar e companhia, de ver a integração de Saviola, de constatar se Ramires é mesmo bom, se Cardozo vem com pé quente, saber qual a opção para a baliza, qual o modelo táctico escolhido. As dispensas, os empréstimos.
Quero ver a bola rolar, quero voltar a vibrar com o Glorioso, quero ver golos e vitórias.
Nunca mais começa isto!!!!!
De ver Jesus a comandar Aimar e companhia, de ver a integração de Saviola, de constatar se Ramires é mesmo bom, se Cardozo vem com pé quente, saber qual a opção para a baliza, qual o modelo táctico escolhido. As dispensas, os empréstimos.
Quero ver a bola rolar, quero voltar a vibrar com o Glorioso, quero ver golos e vitórias.
Nunca mais começa isto!!!!!
sábado, julho 04, 2009
Vieira mais 3
Como era esperado Vieira esmagou Bruno Carvalho e será o Presidente do Sport Lisboa e Benfica durante os próximos 3 anos.
Naquelas que foram as segundas eleições mais participativas os benfiquistas responderam, naturalmente, em peso aos dilemas criados por Bruno Carvalho nos dias finais de campanha. Historicamente os benfiquistas estão sempre do lado do presidente do clube perante ataques deste género ( concorde-se ou não com Vieira há que reconhecer que estas manobras de Carvalho foram um ataque) que são sempre sentidos como ataques ao clube. Desse modo verifica-se uma união em torno do presidente, seja ele quem for.
Vieira venceu e estas eleições são passado. Tenho a certeza que será o último mandato de Vieira. Ou vence e sai em alta ou perde e será corrido. Não haverá meio termo. Esta antecipação de eleições fez nascer um fantasma chamado Moniz que não estaria nos planos de Vieira e sempre que algo correr menos bem lá aparecerá o nome do patrão da TVI a pressionar.
Não tenho qualquer esperança positiva a mais hoje do que tinha ontem. Não gosto de Vieira, não confio em Vieira, não tenho a imagem positiva que tentam passar do seu trabalho no Glorioso, em termos desportivos tem sido caótica a sua prestação como facilmente se constata. Mas tenho e terei sempre esperança no Benfica, apesar de Vieira tenho esperança que o Benfica vença sempre em qualquer jogo. Apesar de Vieira, renovei o cativo porque o que me move é o Sport Lisboa e Benfica e será sempre por este fantástico clube que darei tudo o que puder para ajudar a vencer. É pelo Benfica que digo presente.
Naquelas que foram as segundas eleições mais participativas os benfiquistas responderam, naturalmente, em peso aos dilemas criados por Bruno Carvalho nos dias finais de campanha. Historicamente os benfiquistas estão sempre do lado do presidente do clube perante ataques deste género ( concorde-se ou não com Vieira há que reconhecer que estas manobras de Carvalho foram um ataque) que são sempre sentidos como ataques ao clube. Desse modo verifica-se uma união em torno do presidente, seja ele quem for.
Vieira venceu e estas eleições são passado. Tenho a certeza que será o último mandato de Vieira. Ou vence e sai em alta ou perde e será corrido. Não haverá meio termo. Esta antecipação de eleições fez nascer um fantasma chamado Moniz que não estaria nos planos de Vieira e sempre que algo correr menos bem lá aparecerá o nome do patrão da TVI a pressionar.
Não tenho qualquer esperança positiva a mais hoje do que tinha ontem. Não gosto de Vieira, não confio em Vieira, não tenho a imagem positiva que tentam passar do seu trabalho no Glorioso, em termos desportivos tem sido caótica a sua prestação como facilmente se constata. Mas tenho e terei sempre esperança no Benfica, apesar de Vieira tenho esperança que o Benfica vença sempre em qualquer jogo. Apesar de Vieira, renovei o cativo porque o que me move é o Sport Lisboa e Benfica e será sempre por este fantástico clube que darei tudo o que puder para ajudar a vencer. É pelo Benfica que digo presente.
sexta-feira, julho 03, 2009
Eleições
A acreditar no que me chega do twitter, já votaram quase 11000 sócios, à hora a que escrevo este post.
Afinal parece que a suspensão da candidatura da lista A não passava de (mais) um delírio do candidato Bruno Carvalho - entretanto multado pelo tribunal - muito bem acompanhado por alguma imprensa.
Quem quiser falar de eleições, ataque a caixa de comentários, por favor!
Afinal parece que a suspensão da candidatura da lista A não passava de (mais) um delírio do candidato Bruno Carvalho - entretanto multado pelo tribunal - muito bem acompanhado por alguma imprensa.
Quem quiser falar de eleições, ataque a caixa de comentários, por favor!
quinta-feira, julho 02, 2009
Obrigado Katsouranis
Este era dos jogadores que me enchia as medidas e não concordo nada com quem diz que a única época boa dele foi a primeira, com o Fernando Santos.Foi de facto fantástico nessa época e depois teve as sua quebras de rendimento mas no geral acho que foi dos melhores jogadores que tivemos nos últimos anos. Jogou na defesa, no meio-campo, na direita, na esquerda. Defendia e atacava e até ia lá à frente marcar uns golitos.
Tenho pena que saia. Mas já o ano passado tinha mostrado esta vontade de sair. Felicidades na nova fase da carreira e obrigado Katso.
Confusão eleitoral
O povo diz que quem com ferros mata, com ferros morre. Vieira antecipou as eleições e agora prepara-se para se tramar por causa disso...
Não sei o que é que o Bruno Carvalho pretende ganhar com atitudes destas. É sabido que a grande maioria dos benfiquistas fica sempre do lado do presidente, seja ele quem for, quando acontecem este tipo de "ataques". Portanto algo me diz que isto vai acabar muito mal..
Se a pretensão de Carvalho tiver algum fundamento real... que erro de Vieira. Que erro...
E tudo podia ter sido evitado facilmente...
Não sei o que é que o Bruno Carvalho pretende ganhar com atitudes destas. É sabido que a grande maioria dos benfiquistas fica sempre do lado do presidente, seja ele quem for, quando acontecem este tipo de "ataques". Portanto algo me diz que isto vai acabar muito mal..
Se a pretensão de Carvalho tiver algum fundamento real... que erro de Vieira. Que erro...
E tudo podia ter sido evitado facilmente...
quarta-feira, julho 01, 2009
Um Olho à Benfica #13
As nossas claques
Estive no pavilhão, vibrei com os golos, confirmei que ninguém pára o Benfica e que o futsal é hoje a modalidade rainha do Benfica. Por ter estado no pavilhão, não me julgo mais benfiquista que outros que não estiveram. Acho até que a simples alegação de que ter estado no sítio certo, ontem à noite, à hora certa, pretende ser uma exibição de autoridade moral sobre os outros, não é uma prova de benfiquismo, é, pelo contrário, o sinal de um maniqueísmo que, infelizmente, divide actualmente o Benfica e os benfiquistas.
Parece que anda tudo, por estes dias, num estranho e compulsivo concurso de benfiquismo, deixando perceber, pelo caminho, uma falta de respeito pelos outros, que, francamente me aborrece. A mim não me interessa que o Bruno Carvalho, ou o Veiga, ou o APV, ou outros benfiquistas não estivessem no pavilhão. Isso não faz deles menos benfiquistas do que eu, apenas porque eu estive no pavilhão e eles não.
Este é o actual estado de balcanização do clube. E que, infelizmente, não vai parar. Pelo que me vou apercebendo, tristemente, é que o actual e latente estado de guerra civil no clube, ainda está no seu início. A direcção, porque é autoritária e autocrática, comportando-se como dona do clube e dos benfiquistas, e alguma oposição que dificilmente perceberá que o Benfica não é um instrumento de vingança sobre ninguém.
A minha tentação é a de fugir deste espectáculo todo. Refugiar-me nos blogues, no estádio e nos pavilhões. É o Benfica que me interessa. Eu gosto de ver o Benfica jogar no campo, não me interessa tanto o Benfica que se joga nos tribunais, com providências apresentadas como se fossem “Saviolas” jurídicos que reforçam, não o Benfica, mas um impulso macabro de auto-satisfação acima da satisfação colectiva dos benfiquistas.
Por isso, nesta altura, tanto se me dá Vieira, como Quaresma ou Carvalho. Todos eles são culpados deste ambiente enjoativo. Um porque recorreu à pirataria estatutária e mexeu, por interesse pessoal, na normalidade eleitoral do clube, os outros, porque recorrem à pirataria jurídica, que pode prejudicar o clube, mesmo não prejudicando os seus interesses.
E no meio, estão os adeptos, porque quem toda esta gente vai demonstrado uma total falta de respeito. O que interessa é o seu voto, não é o seu benfiquismo.
Foi nisso que pensei, ontem à noite, no pavilhão. E senti inveja de quase todos. Inveja do seu desconhecimento, inveja do seu benfiquismo puro que ignora os meandros de um outro Benfica subterrâneo, onde o poder é, mais do que um sonho colectivo, uma luta sem quartel que vai continuar a dividir os benfiquistas.
E por isso, foi, de facto, um grande espectáculo no pavilhão e aquele ambiente fez-me recuar uns anos, até ao ponto em que num dos antigos pavilhões do Benfica cheirava bem, cheirava a Lisboa, com a fabulosa equipa de basquetebol a arrastar atrás de si, milhares de benfiquistas. Em algumas ocasiões, cheguei a ir do Porto a Lisboa para ver esses palpitantes jogos e ver um pavilhão completamente cheio, como o de ontem.
A vitória soube muito bem, a chegada dos jogadores do futebol profissional, sobretudo Saviola, foi uma boa medida, a presença de Jorge Jesus, a confirmação do seu actual compromisso com o clube, o hino de Luís Piçarra, como sempre, deixa-me com pele de galinha. Mas acima de tudo gostava de deixar o meu reconhecimento às claques. Esta época, estive em vários jogos das modalidades, em especial o decisivo Benfica-Sporting, em andebol , e já tinha ficado com a mesma sensação. Ontem confirmei. Adoro o seu espectáculo.
Façam o que for preciso, legalizem-nas, envolvam-nas, apoiem-nas, mas não acabem com elas. Um espectáculo dentro de outro espectáculo. Impressionante o seu apoio. Dizem-me que tem gente pouco interessante? Meus caros, gente duvidosa e pouco interessante é fácil de encontrar, dentro e fora das claques, dentro e fora do Benfica. Existe em todo o lado. O que é difícil é dar o apoio ao Benfica que elas dão. Do primeiro ao último segundo. Claro que as claques também devem ajudar, elas próprias devem separar o trigo do joio. Mas se querem saber, não olho para as claques como o joio do Benfica, enquanto o trigo floresce em todo o restante espectro dos adeptos do clube.
Isso não é correcto e não é verdadeiro. Eu sei que esta não é uma posição politicamente correcta, mas gosto do colorido das claques, gosto da sua irreverência, gosto da sua paixão. Não gosto dos seus excessos. Mas, pesando uma coisa e a outra, as claques são fundamentais para o clube. E para as nossas equipas. E para os nossos jogadores. Ontem, o seu espectáculo foi, mais uma vez, demonstrativo. Toda a gente vai a reboque dos seus cânticos, dos seus tambores e das suas palmas. A cada incitamento, tudo começa e tudo acaba nas claques.
Desde que eliminem os seus excessos, desde que deixem os petardos à porta, desde que sejam ordeiros e desde que sejam respeitadores, os adeptos das claques são cruciais e são Benfica. E sobretudo, a garantia de que as nossas equipas e o nosso clube podem sempre contar com eles.
Estive no pavilhão, vibrei com os golos, confirmei que ninguém pára o Benfica e que o futsal é hoje a modalidade rainha do Benfica. Por ter estado no pavilhão, não me julgo mais benfiquista que outros que não estiveram. Acho até que a simples alegação de que ter estado no sítio certo, ontem à noite, à hora certa, pretende ser uma exibição de autoridade moral sobre os outros, não é uma prova de benfiquismo, é, pelo contrário, o sinal de um maniqueísmo que, infelizmente, divide actualmente o Benfica e os benfiquistas.
Parece que anda tudo, por estes dias, num estranho e compulsivo concurso de benfiquismo, deixando perceber, pelo caminho, uma falta de respeito pelos outros, que, francamente me aborrece. A mim não me interessa que o Bruno Carvalho, ou o Veiga, ou o APV, ou outros benfiquistas não estivessem no pavilhão. Isso não faz deles menos benfiquistas do que eu, apenas porque eu estive no pavilhão e eles não.
Este é o actual estado de balcanização do clube. E que, infelizmente, não vai parar. Pelo que me vou apercebendo, tristemente, é que o actual e latente estado de guerra civil no clube, ainda está no seu início. A direcção, porque é autoritária e autocrática, comportando-se como dona do clube e dos benfiquistas, e alguma oposição que dificilmente perceberá que o Benfica não é um instrumento de vingança sobre ninguém.
A minha tentação é a de fugir deste espectáculo todo. Refugiar-me nos blogues, no estádio e nos pavilhões. É o Benfica que me interessa. Eu gosto de ver o Benfica jogar no campo, não me interessa tanto o Benfica que se joga nos tribunais, com providências apresentadas como se fossem “Saviolas” jurídicos que reforçam, não o Benfica, mas um impulso macabro de auto-satisfação acima da satisfação colectiva dos benfiquistas.
Por isso, nesta altura, tanto se me dá Vieira, como Quaresma ou Carvalho. Todos eles são culpados deste ambiente enjoativo. Um porque recorreu à pirataria estatutária e mexeu, por interesse pessoal, na normalidade eleitoral do clube, os outros, porque recorrem à pirataria jurídica, que pode prejudicar o clube, mesmo não prejudicando os seus interesses.
E no meio, estão os adeptos, porque quem toda esta gente vai demonstrado uma total falta de respeito. O que interessa é o seu voto, não é o seu benfiquismo.
Foi nisso que pensei, ontem à noite, no pavilhão. E senti inveja de quase todos. Inveja do seu desconhecimento, inveja do seu benfiquismo puro que ignora os meandros de um outro Benfica subterrâneo, onde o poder é, mais do que um sonho colectivo, uma luta sem quartel que vai continuar a dividir os benfiquistas.
E por isso, foi, de facto, um grande espectáculo no pavilhão e aquele ambiente fez-me recuar uns anos, até ao ponto em que num dos antigos pavilhões do Benfica cheirava bem, cheirava a Lisboa, com a fabulosa equipa de basquetebol a arrastar atrás de si, milhares de benfiquistas. Em algumas ocasiões, cheguei a ir do Porto a Lisboa para ver esses palpitantes jogos e ver um pavilhão completamente cheio, como o de ontem.
A vitória soube muito bem, a chegada dos jogadores do futebol profissional, sobretudo Saviola, foi uma boa medida, a presença de Jorge Jesus, a confirmação do seu actual compromisso com o clube, o hino de Luís Piçarra, como sempre, deixa-me com pele de galinha. Mas acima de tudo gostava de deixar o meu reconhecimento às claques. Esta época, estive em vários jogos das modalidades, em especial o decisivo Benfica-Sporting, em andebol , e já tinha ficado com a mesma sensação. Ontem confirmei. Adoro o seu espectáculo.
Façam o que for preciso, legalizem-nas, envolvam-nas, apoiem-nas, mas não acabem com elas. Um espectáculo dentro de outro espectáculo. Impressionante o seu apoio. Dizem-me que tem gente pouco interessante? Meus caros, gente duvidosa e pouco interessante é fácil de encontrar, dentro e fora das claques, dentro e fora do Benfica. Existe em todo o lado. O que é difícil é dar o apoio ao Benfica que elas dão. Do primeiro ao último segundo. Claro que as claques também devem ajudar, elas próprias devem separar o trigo do joio. Mas se querem saber, não olho para as claques como o joio do Benfica, enquanto o trigo floresce em todo o restante espectro dos adeptos do clube.
Isso não é correcto e não é verdadeiro. Eu sei que esta não é uma posição politicamente correcta, mas gosto do colorido das claques, gosto da sua irreverência, gosto da sua paixão. Não gosto dos seus excessos. Mas, pesando uma coisa e a outra, as claques são fundamentais para o clube. E para as nossas equipas. E para os nossos jogadores. Ontem, o seu espectáculo foi, mais uma vez, demonstrativo. Toda a gente vai a reboque dos seus cânticos, dos seus tambores e das suas palmas. A cada incitamento, tudo começa e tudo acaba nas claques.
Desde que eliminem os seus excessos, desde que deixem os petardos à porta, desde que sejam ordeiros e desde que sejam respeitadores, os adeptos das claques são cruciais e são Benfica. E sobretudo, a garantia de que as nossas equipas e o nosso clube podem sempre contar com eles.
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