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terça-feira, dezembro 04, 2007

Shakhtar Donetsk - SL Benfica: 1-2

A única hipótese do Benfica seguir em frente nas competições europeias era vencer o jogo e isso foi conseguido com total justiça.

A equipa do Benfica apresentou-se em Donetsk com o fato de macaco vestido e nunca abdicou do trabalho e da raça, mantendo o espírito de colectivo bem presente, fundamental para conquistar os últimos três pontos da Champions que asseguram o bilhete para a Taça Uefa.

A equipa ucraniana é uma equipa muito interessante. Se conseguir ser tão boa a defender como é nos processos ofensivos será um caso sério na Europa. A facilidade com que os brasileiros transportam a bola para o ataque é fantástica. São muito bons de bola todos eles. Acontece que defensivamente são fracos e isso soube o Benfica aproveitar muito bem. Não fizemos um jogo perfeito, continuamos a perder a bola em situações proibitivas, passes simples que são falhados e isso permite um ataque rápido do adversário, faz acentuar a pressão sobre os nossos jogadores o que provoca mais erros. São situações que urge corrigir pois não se pode perder bolas em jogadas destas em que estamos balanceados para o ataque. E, apesar da muita qualidade dos brasileiros do Shakhtar, foi apenas por estes erros que a equipa ucraniana fez perigo junto da nossa baliza. Felizmente hoje os 4 elementos da nossa defesa fizeram uma exibição exemplar, Luisão foi o patrão que tanto desejamos e a lateral direita com Nélson é logo outra loiça, esta noite cheirámos o Nélson do principio que tantas saudades deixou. David Luiz é um fantástico central e quando aprender a não fazer tanto jogo com os braços, o que num miúdo de 19 anos é perfeitamente natural, será uma fora de série.

Tantas vezes nos queixamos das oportunidades desperdiçadas e esta noite Cardozo não falhou, à matador, e de cabeça. As duas vitórias do Benfica na Champions têm o carimbo dos cardozaços. Com a vantagem de dois golos a pressão dos ucranianos era natural mas o Benfica, sempre que punha a bola no chão, controlava o jogo e causava perigo. E é isto que me faz impressão: porque raio abusamos do pontapé para à frente quando conseguimos muito melhor resultado com ela controlada de pé para pé? E o que dizer dos pontapés de Quim sempre para fora??? Que raiva.

Na segunda parte fizemos um jogo de extraordinária inteligência, alicerçada numa defesa compacta onde toda a equipa ajudava e lutava pela bola e saindo a jogar de forma inteligente, trocando a bola com tranquilidade. Nesta fase saltou a olhos vistos o que vale Rui Costa. Numa altura onde na blogoesfera se fala tanto de jogadores inteligentes o maestro hoje demonstrou o que é inteligência a jogar quando é preciso ter a bola, jogar no meio campo adversário e segurar uma vantagem. Brilhante Rui e não será este o teu último jogo na Champions nem que a vaca tussa...

Este Benfica de Camacho tem uma assinatura: empenho total até ao fim para obter o objectivo proposto, a vitória. Vencer num terreno tão difícil como este, contra uma boa equipa, quando muitos vaticinavam uma hecatombe tem muita mão do espanhol. Mas é fundamental corrigir os tais erros acima referidos. São erros que nos podem sair caro. Estas vitórias são muito boas, para o clube e para a equipa, recuperando os índices anímicos apôs a injusta derrota de sábado.

Apetece-me dizer que a grande diferença deste jogo para o de sábado foi o árbitro mas não o vou dizer. Seria engraçado analisar a quantidade de faltas que os árbitros internacionais marcam sobre os nossos avançados com as que os árbitros tugas marcam. Deve ser dos defesas das equipas na Europa...são mais caceteiras...deve ser isso. O lance do penalty de David Luiz é de dificil análise pois o jovem brasileiro tem os braços nas costas de Lucarelli e quando assim é aceita-se a decisão do árbitro.

Agora segue-se a Taça Uefa e como disse o ano passado e repito este ano : é para ganhar!! (por muito que isso custe ao luis hehe)

quarta-feira, novembro 28, 2007

SL Benfica - AC Milão: 1-1

Será que agora os detractores do Benfica irão falar em sorte ou em injustiça?

Quem percebe de futebol delicia-se a ver este Milão a jogar à bola. A simplicidade de processos, a extraordinária colocação das pedras em campo, o jogar de olhos fechados é simplesmente maravilhoso. Vários colegas de bancada exasperavam com a forma como os italianos ganhavam todos os ressaltos e todas as segundas bolas. Sorte diziam eles. Trabalho, muito trabalho táctico digo eu. Ter os jogadores bem posicionados em campo e todos saberem o que fazer e como o fazer faz com que a probabilidade de estarem sempre no caminho da bola seja enorme e isso depois reflecte-se no jogo jogado. O Milão não é uma costelação de estrelas, é uma autêntica equipa de futebol, muito disciplinada, perfeita tacticamente onde depois despontam alguns dos melhores jogadores do mundo.

E foi contra isto tudo que o Benfica entrou em campo receoso. E demasiado medo faz recuar a equipa e a despejar bolas sem nexo o que por sua vez aumenta o volume ofensivo do adversário. E numa falha à entrada da área, Pirlo, sempre ele, remata e marca golo. Sem ainda ter revisto o lance parece-me que Quim é muito mal batido. Temia-se o pior mas o Benfica conseguiu responder à altura e pouco tempo depois Maxi Pereira marca um golão após boa jogada individual. A partir daí o jogo foi bastante equilibrado com o Milão a procurar pautar o jogo e o Benfica quando tinha a posse da bola procurava a área italiana com rapidez. Os ataques do Benfica iam-se sucedendo e, mais uma vez, desperdiçámos muitas oportunidades de golo. Nestas cometições isso paga-se muito caro.

Na segunda parte o Benfica fez uma extraordinária exibição. Muito seguro de si empurrou o Milão para a sua baliza, curiosamente tivemos menos oportunidades de golo mas tivemos um dominio avassalador de jogo, sempre a carregar, sempre a pressionar, sempre em cima dos italianos que iam respondendo com perigosos contra-ataques. Dar um segundo a Pirlo é permitir que o génio encontre um companheiro e lhe endosse a bola. E quando esse companheiro se chama Kaká é natural que a jogada resulte em muito perigo para a baliza do adversário. Felizmente tivemos um David Luiz em grande que encheu o campo com, mais uma, extraordinária exibição. A qualidade de jogo do Benfica na segunda parte merecia um outro resultado mas infelizmente as coisas são como são e ficamos de fora da Champions.

Recado para Nuno Gomes: avançado --- área --- bola no pé --- frente à baliza --- rematar!!! Simples.

Foi exasperante as sucessivas más opções de Nuno Gomes quando se encontrava com a bola dominada e com a baliza à sua mercê. Um avançado tem que rematar naquelas condições. É inaceitável que Nuno Gomes tenha optado pelo passe. De resto acho que a equipa esteve muito bem, Maxi e Luis Filipe estiveram muito bem, Léo com dificuldades iniciais depressa acertou e juntamente com Rodriguez fizeram uma ala esquerda muito perigosa para o Milão. Petit lutador como sempre, Katsoranis muito certo a defender menos bem no passe onde falhou diversas vezes, Rui Costa um senhor com pormenores geniais. Luisão bem razoável e Quim, para lá do golo, esteve bem.

Compreendo perfeitamente as hesitações de Camacho nas substituições, a equipa estava a jogar bem e mexer no meio campo poderia ser suicidio, optou por trocas directas e penso que fez bem. Até porque quando arriscou tirando um central para por um avançado Kaká teve o espaço que nunca tinha tido e podia o Benfica ter sentido o sabor do venenoso futebol italiano.

As palmas no final do jogo foram muito merecidas, a equipa esteve muito bem. É com jogos destes que vamos ganhando traquejo para os voos que pretendemos ter.

Sobre o árbitro: Pode-se trocá-lo com o Jorge Sousa? Um ou outro pormenor que pode ter favorecido o Milão mas sem problemas em amarelar os italianos e marcou as faltas que Nuno Gomes normalmente sofre por cá que ninguem marca.

Agora é ir ganhar na Ucrania para seguirmos para a Taça Uefa. Estamos a pagar caro a derrota na Luz com os ucranianos e pelo segundo ano consecutivo os toscos do Celtic ficam à nossa frente na Champions....enfim.

Força Benfica!!!

terça-feira, novembro 06, 2007

Celtic - SL Benfica: 1-0

Se há derrotas que me deitam abaixo esta é uma delas. Estou profundamente desiludido com o resultado de hoje, estou profundamente desiludido com Binya, estou profundamente desiludido.

O Benfica, tal como em Milão, perdeu uma excelente oportunidade de fazer história, este terá sido o mais fraco Celtic que poderíamos apanhar, o tal "inferno" de Glasgow não existiu (se bem que inferno para mim é na Grécia ou na Turquia, ali é espectáculo, é fantástico, completamente diferente), entramos de uma forma soberba no jogo, totalmente autoritários e com três boas oportunidades de golo, duas de Cardozo e uma cabeçada de Luisão, que podiam ter dado a justíssima vantagem no marcador ao Benfica. O Celtic ía respondendo no seu futebol típico de força e velocidade pondo à prova Quim mas o controlo do jogo era nosso, eramos uma equipa coesa e inteligente a jogar à bola. Infelizmente no futebol à uma máxima que não falha "quem não marca, sofre" e o Benfica sofreu no pior momento possível, à beira do intervalo. Tal como em Manchester no ano passado, uma boa exibição, sem o devido reconhecimento do marcador, cai por terra à beira do intervalo. Num lance onde a sorte nos foi madrasta...

O que eu temia aconteceu na segunda parte com o Benfica mais nervoso, menos certeiro e, principalmente, menos pressionante. Com isso os escoceses foram impondo o seu fulgor físico e, aos 60 minutos, o Benfica acabou. As bolas eram perdidas, o chutão para a frente passou a dominar o estilo de jogo do Benfica e o Celtic agradecia. As substituições não trouxeram nada de relevante à equipa, não percebendo porque é que saíu Maxi Pereira e não Luis Filipe. O lateral português esteve péssimo, passes errados, sem força nos duelos individuais, ultrapassado várias vezes sem capacidade de recuperação, centros patéticos. Mas desgostoso mesmo deixou-me Binya que vinha a fazer uma boa exibição, com bons cortes, bom controle de bola, boas iniciativas estraga tudo com uma falta escabrosa daquelas. Aquele lance revela uma burrice que não consigo aceitar num jogador de futebol profissional. Não aceito. Muito menos ao serviço do Sport Lisboa e Benfica. Há lances que não perdoo e este é um deles. Binya por mim está de castigo. E sim, não retiro uma vírgula ao que disse sobre ele nos jogos anteriores...

Estou mesmo desiludido. E completamente lixado com a marcação daquele livre directo, na primeira parte, sem cima da baliza do Celtic. O que se passa com estes jogadores que não marcam a merda de um livre directo de forma directa???? Daquele sítio era rematar directo à baliza...porquê inventar, porquê?

As contas estão muito complicadas mas nada está perdido, se ganharmos os dois jogos que faltam e o Celtic não vencer o seu jogo com os ucranianos podemos chegar ao segundo. No mínimo seguiremos para a Uefa que é, exactamente, o mínimo exigido ao Glorioso.

Bolas...

quarta-feira, outubro 24, 2007

Cardozo, caralho!

Não estava fácil a vida do Benfica hoje. Depois da derrota em casa com os ucranianos, tínhamos de ganhar desse por onde desse! E não ia ser uma missão fácil: a equipa tem estado intranquila e oscilante em termos exibicionais e, para dificultar as coisas e um pouco incompreensivelmente, os jogadores do Benfica não têm reagido bem à terna terapia de assobios e insultos, com que os sócios e adeptos que costumam ir ao estádio da luz os têm generosamente brindado, jogo após jogo.

Para além disso, como qualquer bom benfiquista pode confirmar, o Cardozo é um cepo e não presta para nada, o Bergessio não presta para nada e é um cepo, o Di Maria é um malabarista fução e inconsequente que não dá a bola a ninguém e o Adu é americano! Adivinhava-se uma noite complicada...

E o jogo começou como seria de esperar: os escoceses nem queriam acreditar na sorte que tinham tido por já estarem empatados apesar do jogo ainda mal ter começado e dedicaram-se a defender esse empate. Estacionaram os autocarros em círculo, em frente à sua baliza, meteram as mulheres e crianças no meio e prepararam-se para suster o assalto encarnado.

O Benfica começou atabalhoado e nervoso, de uma forma completamente incompreensível para uma equipa tão acarinhada. Tínhamos muita posse de bola, mas falhávamos muitos passes e parecia muito difícil construir oportunidades de golo. A primeira parte decorreu por isso quase sem incidentes e, a partir de determinada altura, os escoceses já tinham abrandado a vigilância e estavam todos sentados dentro do círculo, à fogueira, a assar marshmellows e a contar histórias assustadoras do Benfica passado às crianças.

Os mais optimistas entre os benfiquistas, grupo em que me incluo sempre, juravam que nos últimos 15 minutos da primeira parte se tinha notado um ligeiro aumento da qualidade do jogo do Benfica. Mas essa eventual melhoria não se traduziu em nada e o jogo chegou ao intervalo empatado a zero.

Na segunda parte as coisas começaram melhor e o Benfica entrou mais pressionante. E logo aos 51 minutos, Rodriguez arranca pela esquerda e faz um cruzamento milimétrico para a cabeça do Tacuara, que corresponde com o movimento clássico, de cima para baixo, a colocar a bola naquela zona onde os guarda-redes não conseguem chegar! Mas o polaco chegou e fez uma defesa monumental! Estava dado o mote e o Benfica parecia decidido a resolver o jogo. Logo a seguir, e na sequência de um canto, o Maestro passa por 2 escoceses ao longo da linha de fundo e remata de pé direito ao poste mais distante. A bola passa a microns do poste esquerdo (e, para quem não sabe, 1 micron é muito menos do que uma distância inacreditavelmente pequena).

Até que Camacho, treinador de quem todos gostamos e é, como se sabe, um grande motivador, um bom homem, mas um asno na táctica, como qualquer génio táctico de bancada poderá confirmar, decidiu fazer duas substituições de uma assentada: saem Bergessio e Nuno Assis e entram Di Maria e o Freddy Adu.

Numa estranha coincidência, o Benfica ganhou em acutilância e aumentou a pressão! Aos 63 minutos, Rodriguez remata de fora - cada vez mais me convenço que este rapaz é uma dádiva de Deus para o Benfica - e Borut faz uma defesa incompleta para a frente. Tacuara surge veloz a antecipar-se ao defesa e dispara forte para a bola embater com estrondo na barra! O paraguaio olha para cima, desesperado, e pede o auxílio do seu Deus. O homem está com algum azar, pensei. 3 minutos depois, Cardozo recebe uma bola pelo ar sobre a direita da grande área, domina com um só toque, roda sobre si próprio e dispara de pé esquerdo para o lado direito. Nesta altura já eu berrava golo a plenos pulmões quando vejo, incrédulo, a bola a embater na base do poste. É o desespero! 2 bolas no poste no mesmo jogo! Que raio de Deus é este, pergunto eu aos berros?! Mas as oportunidades sucediam-se e o golo parecia que ia surgir a qualquer momento! O Benfica estava dominador e apetecia-me fazer "RÁAAAAAAAAAAAAAAAUU"! E fiz!

Aos 73 minutos, Cardozo, mais uma vez, recebe uma bola rasteira, tem um grande pormenor a tirar o defesa da frente e remata cruzado de pé esquerdo, para mais uma grande defesa do polaco dos infernos! No mesmo jogo, duas no poste e duas grandes defesas... ainda por cima de um guarda-redes polaco?! Ou o Deus do Cardozo tem medo de voar e ficou na Argentina, ou então o Cardozo anda a comer-lhe a mulher, o Deus descobriu e agora está-se a vingar, pensava eu! É que isto não se faz a ninguém!

Até que aos 87 minutos, o malabarista fução e inconsequente que não dá a bola a ninguém vê o incansável Tacuara a desmarcar-se, mais uma vez, e pica-lhe a bola por cima da defesa, num passe extraordinário. E o Tacuara corresponde: sempre em movimento, domina de peito para o pé esquerdo e fuzila para o fundo das redes! O cabrão do polaco nem a viu, desta vez! Oscar Cardozo, à ponta de lança! A responder aos críticos, ao cansaço, ao azar e ao Deus despeitado da única forma que um ponta de lança pode responder: com golos! Juro que pensei que se ia voltar para o céu e fazer uma caralhada ao seu Deus! Bem merecia!

1-0, o jogo acabou, o Benfica leva os 3 pontos e o herói do jogo é Oscar "Tacuara" Cardozo, ex-cepo imprestável, ex-contratação falhada e ponta de lança de profissão!

Ganhámos e estamos na corrida, agora temos de ganhar o próximo para lá continuar!

quarta-feira, outubro 03, 2007

SL Benfica - Shaktar Donetsk: 0-1

Infelizmente a minha ausência de fezada tinha razão de ser. E foi bastante pior do que eu pensava que seria.

Há muito tempo que não via o Benfica a ser subjugado da forma como o foi na segunda parte do jogo desta noite. Não viemos para casa com o saco cheio porque os brasileiros ucranianos quiseram sambar invês de marcar golos...sorte nossa. Foi impressionante a forma como, simplesmente, não tocamos na bola na segunda parte com excepção para os ultimos 10 minutos, onde conseguimos virar o rumo do jogo e encostar o Shaktar à sua área. Mas, mais uma vez, não acertámos com a baliza. E quantas oportunidades tivemos para isso...

Por incrivel que pareça o jogo na primeira parte foi, após uns primeiros minutos de estudo mutuo, totalmente do Benfica com forte pressão logo na área adversária e com boas jogadas de equipa. Até ao golo o Benfica dominava e cheirava a golo no Estádio da Luz. Naquela fase nunca pensei é que o cheiro fosse ucraniano. Num lance típico de Nélson e, acima de tudo, típico no jogador português, perdemos a bola e num contra ataque rápido o Shaktar chega ao golo. Nélson até pode ter sofrido falta, não discuto isso, mas só tinha era que se levantar e correr para a defesa ajudar os colegas, porque apesar de não conseguir apanhar o jogador que ficou com a bola, se tem recuado, Nélson teria, provavelmente, ocupado o espaço que ficou vazio para o jogador ucraniano receber a bola isolado e rematar nas calmas para golo. Nélson tinha que ter recuperado e depois sim, caso fosse necessário, cair e pedir assistência. Ficar no meio campo daquela forma com os ucranianos no ataque rápido foi infantil. E pagámos bem caro.

Esse golo matou o Benfica e só nos recuperámos aos 80 minutos. Entretanto Camacho resolve tirar Di Maria para colocar Binya para recuperar o controle do meio campo que estava totalmente perdido. A entrada do camaronês é acertada, a saída do argentino é que me parece errada. Di Maria é o nosso jogador mais rápido, mais repentista, que saca mais faltas e que remata mais vezes. Estava a sê-lo no jogo, tirá-lo foi perder a rapidez na transição ofensiva. Rodriguez esteve bem, esforçado mas não tem a rapidez de transição do argentino, e, sinceramente, não me parecia que estivesse a jogar mal.

O treinador de bancada que há em mim diz-me o seguinte: sem Petit, Binya tem que ser titular. E porquê? Porque o jovem camaronês tem rapidez de execução, agilidade e muita garra, coisa que um meio campo com Maxi, Katsoranis e Rui Costa não tem. É demasiado perro este meio campo e Binya conseguiu impor ritmo e velocidade ao mesmo. Comete muitas faltas mas ao menos corta as jogadas dos adversários. Com a saída de Nelson, Camacho foi "obrigado" a colocar finalmente dois avançados juntos. Tem que ser assim. Na primeira parte Cardozo ganhou practicamente todos os lances que disputou com os defesas do Shaktar mas depois não tinha ninguem por perto para receber a bola ou ganhar o ressalto. E tem um sentido de baliza que não engana. Tem que jogar sempre. Muitos dizem que é lento e que não corre, eu acho que ele corre demasiado, não tem que correr, tem que estar na área a lutar com os centrais que é essa a sua posição e o seu papel. Para correr está lá o Nuno Gomes e os outros jogadores. Percebam isso de uma vez por todas. Pagámos 9 milhões por golos e não por correrias...

Muitos diziam que os ucranianos com as contratações que fizeram eram uma equipa perigosa mas frágil a jogar fora de casa. Bolas...nem quero pensar como vai ser quando formos lá. Hoje jogaram muito à bola. E são sérios candidatos ao primeiro lugar. A jogar assim aposto que o serão.

As nossas hipóteses reduziram-se drásticamente. Ainda estão 12 pontos em disputa e tudo é possível mas é preciso marcar e ganhar. E jogar de forma autoritária coisa que só fizemos durante 30 minutos da primeira parte. E não podemos cometer os erros que cometemos. Se ganharmos os dois jogos ao Celtic talvez as coisas possam se resolver mas, a fezada não é muita. o que mais me custa é sentir que começa a existir uma desmobilização dos benfiquistas em torno da equipa e isso é mau. Chegar à Luz e ver as bancadas quase vazias foi um choque. É a Liga dos Campeões caramba!!!

Não estou chateado com os jogadores (Nélson à parte), senti que deram tudo, que lutaram, que quiseram vencer. A camisola foi suada e dignificada. Nem sempre se vence e hoje foi um desses dias. As coisas não nos correram bem. A equipa adversária foi superior. Acontece. É futebol. Mas não podemos baixar os braços, deixar de lutar e, esta noite, aqueles que envergaram o manto sagrado lutaram até ao fim. Ao menos isso.

De salutar também as sempre sensatas e ponderadas declarações de Léo às perguntas manhosas (mas lógicas) dos jornalistas. Um senhor.

O anti jogo existe porque os árbitros permitem. O Shaktar está a ganhar e faz o seu papel, cabe ao árbitro punir isso. Não o fez. 4 minutos de compensação são ridículos para aquilo que se viu na segunda parte e como é possível não ter assinalado falta naquele atraso que o guarda redes agarrou na primeira parte??

2 jogos, zero pontos, zero euros. Nada está perdido mas está muito, muito díficil. Temos que despachar o Celtic para garantir, pelo menos, a Uefa. É o mínimo.

terça-feira, setembro 18, 2007

AC Milão - SL Benfica : 2-1

Contra equipas deste calibre não se pode errar porque os erros pagam-se caro, e o Benfica pagou bem caro os erros que cometeu.

O Milão é a melhor equipa do mundo, Rui Costa afirmou e eu concordo com ele. Não tem a melhor equipa do mundo no que a jogadores diz respeito, tem do melhor que há mas também tem outros bem medianos, acontece que enquanto equipa colectiva são quase perfeitos. Tudo está muito bem mecanizado e tudo funciona como planeado. E depois com jogadores como Pirlo, Seedorf, Kaká e Inzaghi os erros dos adversários são aproveitados quase sempre bem. Foi isto que hoje aconteceu.

O primeiro golo resulta numa falta, quanto a mim desnecessária, que Pirlo converte em golo aproveitando uma das grandes debilidades de Quim. Mas não foi aqui que o Benfica perdeu o jogo. Foi no segundo golo logo após termos falhado, de forma incrivel, o golo do empate. Miguel Vitor faz um passe errado e a bola sobra para Kaká, com a equipa descompensada, com o melhor jogador do mundo embalado, pouco havia a fazer. A partir daqui viu-se o Milão a fazer o que melhor sabe, jogo de contenção explorando as costas dos adversários e o Benfica a tentar chegar à área do Milão.

Diga-se que gostei do Benfica. Gostei da forma como entramos em campo, sem complexos e podíamos até ter um outro resultado se aquele lance de Cardozo resulta em golo. Estavamos bem, pressionávamos o meio campo do Milão, conseguimos espaço para remates perigosos mas, infelizmente, sem concretizar. E gostei de ver miúdos como Di Maria em pleno San Siro a pegar na bola e ir para cima dos jogadores Campeões Europeus ou ver Miguel Vítor a marcar sem medo um ponta de lança como Inzaghi. Foi um resultado esperado que não envergonha ninguem e, assumo, que com a equipa do Benfica livre de lesões, jogamos olhos nos olhos com o Campeão Europeu sem qualquer problema. Gostei da atitude, gostei da postura, gostei da entrega. Podia ser pior se o Milão aproveita-se mais as oportunidades de golo que teve mas também o Benfica podia ter tido um bocadito mais de sorte nos lances que usufrui-o.

Camacho podia ter sido mais ousado nas substituições mantendo o Cardozo em campo tirando por exemplo Edcarlos e recuando Katsoranis para o centro da defesa porque senti que a defesa do Milão era permeável e podíamos aproveitar isso. Camacho optou por trocar os avançados e penso que ficamos a perder pois Nuno Gomes não teve o poder de choque que Cardozo tinha ao travar a luta com Nesta e companhia.

Marcámos no final e acho que merecíamos. É uma derrota que não tem razões para beliscar o crescimento que a equipa vem demonstrando desde que Camacho chegou ao clube, saímos de Itália de cabeça erguida. Vamos tirar ilações deste jogo, procurar emendar os erros e com esta atitude, com esta garra ir ganhar os próximos 5 jogos da Champions que faltam.

Os bravos nas bancadas fizeram-se ouvir e bem. Sempre presentes.

quinta-feira, agosto 30, 2007

O sorteio

Guarda redes do ano: Petr Cech
Defesa do ano: Paolo Maldini
Médio do ano: Clarence Seedorf
Avançado do ano: Kaká
Jogador do ano: Kaká


Mantém-se a tradição de termos de dar a carga ao campeão europeu em título, como fizemos ao Liverpool há 2 anos e de apanharmos a equipa menos apetecível do pote 4.

A lagartada vai chorar concerteza pela sua má sorte, como também é tradicional e os corruptos têm a caga do costume nestes sorteios... tanta que ninguém me convence que o Pinto não andou a pagar quengas internacionais à máquina de sortear bolas da UEFA! Eu percebo de computadores! Eu sei que isso é perfeitamente possível!

Comentários? Sugestões? Queixas?

Preferências

Depois de ultrapassada a pré eliminatória da Champions é hora de ver os possíveis adversários e idealizar qual o sorteio mais favorável ao Benfica. A minha preferência é a seguinte:

Pote 1: Quero uma equipa grande, mas ao mesmo tempo que nos dê alguma crença que com muita garra e muita vontade possamos lutar pela vitória. Dos possíveis queria o Real Madrid. Um dos maiores clubes do mundo logo mais mediatismo seria impossível mas é aqui já ao lado o que permite uma invasão a Madrid, é uma equipa em completa transformação e já não é o bicho papão de anos atrás. Sem medos!!!

Pote 3: Dada a impossibilidade de apanhar os lagartos queria o Marselha. Uma equipa forte o suficiente para nos manter em estado de alerta mas perfeitamente acessível e, mais uma vez, permitindo uma invasão vermelha. O Steua também não era mau, visto que nos damos bem com os ares da Roménia.

Pote 4: Dispenso viagens demasiado longas. A opção é pelo Slavia Praga que parece ser o mais fraco ou então o Rangers evitando assim uma deslocação longa e estenuante e será a deslocação que permitirá um maior acompanhamento do exército vermelho.

Parece-me que este ano a Liga dos Campeões está mais equilibrada. Vamos ver dentro do campo como corre.

quarta-feira, agosto 29, 2007

FC Copenhaga - SL Benfica : 0-1

Venham de lá esses milhões.

O jogo começou como se esperava com os dinamarqueses a usarem e abusarem do chuveirinho para a nossa área aproveitando a enorme diferença de altura entre as equipas, e o Benfica sofreu um pouco nesses primeiros 15 minutos. Sofreu também por culpa própria pois não conseguia colocar a bola no chão e procurava afasta-la da nossa área com os chutões para a frente que eram ganhos pelas torres dinamarquesas. Dois ou três sufocos na nossa área e eis que conseguimos uma jogada de perigo que resulta numa falta a nosso favor. Da marcação da falta marcamos o nosso golo numa belíssima jogada de equipa concretizada impecavelmente por Katsoranis. Um dos livres mais bonitos que vi o Benfica marcar. Dedo de Camacho?

Não fizemos uma exibição de encher o olho, seria muito difícil pelas razões que todos sabemos e ao ver o estado daquele relvado percebi que ía ser um jogo de muito coração, de muito pulmão, de muita garra e pouca técnica. E o Benfica mostrou que tinha armas para vencer essa luta e aqui sim nota-se ao longe o dedo de Camacho. A alma de Camacho. Os jogadores lutaram sempre dando tudo em campo pela posse da bola, batendo-se nas alturas com os dinamarqueses apesar da diferença de estatura. Todos. Ninguem se escondeu da luta, nem o miúdo estreante Di Maria que da mesma forma que quis mostrar os seus atributos técnicos não se coibia de recuar e defender. O argentino aguçou o apetite. Quero vê-lo num terreno em boas condições...

Sou frontal nas criticas que faço mas também sei reconhecer e elogiar quando a exibição isso merece e Nuno Gomes fez uma estupenda exibição hoje. Lutou muito e fez de pivot com muita qualidade dando o apoio necessário que Rui Costa precisava. E o maestro, enquanto teve pilhas, encheu o campo. Que categoria. Mas o melhor foi Petit. Um jogão, sozinho dominou todo o meio campo e "apagava" fogos onde quer que eles existissem. Esteve impecável.

E mais uma vez os putos. Alguem sentiu algum receio quando entrou o Romeu? Eu não. O Miguel Vítor esteve muito bem, nem parecia que era o primeiro jogo na Champions. Muito boa exibição. Que não o percam é o que eu peço.
Individualmente acho que a equipa esteve muito bem, colectivamente há muito a melhorar mas nota-se, de uma forma escandalosamente óbvia, melhorias em relação a um passado recente. Mais garra, mais vontade, mais pragmatismo. E com tudo pela frente para melhorar.

Tivemos sorte em algumas fases do jogo. É um facto mas também temos direito. Já jogámos à brava e não conseguimos vencer por claro azar, mas, importa realçar, não fizemos para depender da sorte ou azar, lutamos com todas as nossas forças pelo jogo e pela vitória. Não nos acomodamos como em outros tempos. E isso é bom, muito bom.

A arbitragem foi fraca, muito erros para os dois lados, sendo o principal um lance dentro da nossa área que envolveu Miguel Vítor que agarra a camisola ao avançado dinamarquês mas, o mergulho à Liedson deste acaba por enganar o árbitro. Podia ter complicado o jogo.

O importante foi conseguido. Entrar na Champions era o primeiro objectivo e foi concretizado. A equipa vai melhorando a cada jogo. Não tenho ilusões, há muito trabalho pela frente, mas estamos na Champions!!!!

terça-feira, agosto 14, 2007

SL Benfica - FC Copenhaga : 2-1

O primeiro jogo a sério do Sport Lisboa e Benfica mostrou que ainda há muito trabalho pela frente onde tudo tem que melhorar ainda...tudo? Tudo não...um certo individuo de 35 anos com o 10 estampado nas costas já está no ponto máximo de evolução a que um futebolista pode ambicionar, Rui Costa é o mágico, o maestro, e hoje demonstrou, mais uma vez, que são poucos no mundo que podem se equiparar a ele.

E o jogo valeu por isso mesmo...porque de resto, se isto for uma amostra do que vai ser a época, estamos bem tramados. Lesões, confusões tácticas, santices, nervos, enfim...mais do mesmo. Até o arrastanço dos jogadores nos minutos finais...Eu sei que estamos em início de temporada e por isso os indices físicos não estão no ponto desejável mas custa ver tão pouca velocidade, tão pouca dinâmica de jogo na equipa do Benfica. Só pensava que se nos tem calhado uma equipa inglesa estavamos tramados...Se queremos ter ambição temos que ser muito mais rápidos, quer com bola quer sem ela. Mas nesse aspecto concedo algum tempo à equipa para melhorar.

Onde já não concedo qualquer espaço de manobra é ao treinador e às suas opções: Como é possível que Adu, que não fez um único jogo com a equipa, seja a primeira opção num jogo da Champions League? A probabilidade de um miúdo, vindo do futebol americano, entrar de chofre na equipa e dar nas vistas era, fracamente, diminuta, mas, mesmo assim Santos apostou nele e não satisfeito resolveu mexer em toda a estrutura do meio campo onde apenas Petit manteve a posição, e como era óbvio, os resultados não foram bons. Dê por onde der, sempre que jogar, o maestro Rui Costa tem que jogar a "10". Ponto final. É onde rende mais, é onde faz a equipa mexer mais, é onde pode alimentar mais e melhor o ataque. Por Santos, está visto, vamos ter mais do mesmo....

Cardozo esteve bem, lutador e não facilitou nas poucas oportunidades que teve que é o que se pede a um ponta de lança, sinto que temos jogador, Coentrão mostra, cada jogo que passa, que de facto pode vir a ser um caso sério mas tem que se lembrar que já não joga de verde e branco e como tal os mergulhos para a piscina, no Glorioso, não só não funcionam como não são tolerados pela exigente massa adepta, Luis Filipe começou bem mas quando a equipa sofreu o golo o publico começou a pressionar mais e o manto sagrado pesa bastante. Temo que se queime mais um lateral quando temos matéria prima interessante para cumprir bem a função. David Luiz é enorme mas precisa de aprender a controlar-se, certas reações podem custar muito caro a ele e à equipa. Bergessio esteve muito discreto e Nuno Assis bastante esforçado.

Quando o treinador diz que lhe chegam 3 centrais, Luisão lesiona-se. É incrivel...Katsoranis faz muito bem a posição, revela extrema segurança mas, neste momento, ainda não começou o campeonato e só temos um central de raiz...

Bem...ganhámos e vamos à Dinamarca com o mais perigoso resultado das competições europeias. Qualquer tentativa de defender o resultado pode originar uma derrota por 1-0 a escassos minutos do fim e selar, cruelmente o destino do Glorioso. Temos que jogar para ganhar, como é sempre a nossa obrigação, para com equipas do nível do Copenhaga. Mas temos que melhorar muito, muito mesmo.

Santos mostrou-se bastante desconfortável na conferência de imprensa o que eu compreendo perfeitamente. Mas ou fala agora ou cala-se e não irá desculpar-se com isto no fim...

E se é para o Rochemback vir que venha rápido...

segunda-feira, agosto 13, 2007

Vai começar...

...o futebol a sério. Até agora foi sempre a feijões, com tempo para experiências e alguma tolerância para com alguns erros. Amanhã começa o futebol a sério e passa a tolerância zero. Nada é aceitável excepto a vitória. Nesta 3ª pré eliminatória o Benfica teve um sorteio amigo, calhou-nos em sorte o FC Copenhaga que conhecemos do ano passado e comprovamos que é um adversário mais que acessível. Por muito que alguns queiram fazer passar o Benfica tem obrigação de vencer e convencer. Este adversário não pode, sequer, incomodar o glorioso. Mas, enfim, temos o engenheiro ao leme, como tal, admito, a crença não é assim tanta como as palavras querem fazer crer...

As recuperações de Cardozo e Nuno Gomes são excelentes notícias e com Adu convocado Santos terá ao seu dispôr aquele que será, quase de certeza, o 11 base para a época que se avizinha. Di Maria poderá ter uma palavra a dizer caso se confirme tudo o que de bom se fala dele mas não se sabe o tempo que demorará a recuperar da lesão. Tou com um feeling que a Europa rapidamente vai se lembrar do nome Cardozo...

Léo vai renovar, Katsoranis terá aumento acordado, Anderson foi vendido para o Brasil. O Record terá que criar outras novelas...

Para primeiro 11 oficial do Sport Lisboa e Benfica arrisco num : Quim; Léo, Luisão, David Luiz, Luis Filipe; Petit, Manuel Fernandes, Katsoranis, Rui Costa; Cardozo, Bergessio.