blog

Mostrar mensagens com a etiqueta Jorge Jesus. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jorge Jesus. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, junho 04, 2015

Sai Jesus, entra Vitória?

Ontem, a partir das 18H, foi a loucura total no Facebook. As informações e contra informações, todas de fontes "credíveis", chegavam a um ritmo alucinante. Ora Jesus renovava, ora Jesus ía embora, ora era o Sporting, ora era para o estrangeiro. Assisti a tudo com um sorriso na cara observando mudanças de opinião de 180º quer de benfiquistas quer de sportinguistas.

Hoje todos os jornais são unânimes: Jorge Jesus tem acordo com o Sporting para 5 anos. Ou seja, naquilo que nos interessa, Jorge Jesus já não é treinador do Sport Lisboa e Benfica. A partir do momento em que a conversa da Direcção do clube foi de contenção financeira fiquei com a convicção que o futuro de Jorge Jesus não passava pelo Benfica. Não o considero um treinador capaz de triunfar sem ter ao seu dispôr um plantel fortíssimo e sem poder contratar jogadores por 7/8/9 ou mesmo 10 milhões de euros. Apostar na formação é uma miragem com Jorge Jesus ao ponto de jogadores como Bernardo Silva não terem qualquer chance no seu reinado. Se era este rumo que a Direcção pretendia obviamente que Jorge Jesus não ficava no Benfica. Acredito que Vieira sabia disso e, não é à toa que cedo começou os contactos com Rui Vitória. Sim, tudo aponta para que a famosa reunião de segunda feira tenha sido um mero pró forma ao ponto de Jorge Jesus nem sequer ter respondido à proposta que Vieira lhe fez. Consta que mal começou a ouvir a conversa da redução de investimento que começou a falar com o Sporting. Vieira, ao tomar conhecimento, começou a falar com Vitória e a preparar já a próxima época.

A questão, como um bom amigo sportinguista ontem me disse, é que ambos, Vieira e Jesus, têm um ego enorme e vão querer provar que o sucesso do Benfica é por culpa dele e não do outro. Por essa perspectiva, ironicamente, acredito que Vieira irá agora abrir os cordões à bolsa e dotar o plantel de craques para não correr o risco de não ter sucesso porque, verdade seja dita, se Jesus triunfar no Sporting Vieira será escorraçado do Glorioso sem apelo nem agravo.

Jesus não me deixará qualquer saudade. Irei recordá-lo pelos erros tácticos e medo de Hulk que nos premiou com a chapa cinco no dragão, das derrotas em casa com o Porto, do ajoelhar, das eliminações com o Braga, das Champions miseráveis, dos insultos ao Shéu, da ostracização dos putos da formação, dos Cortezes e Emersons que encheu o SLB. Por mim já vai tarde.

Sobre Rui Vitória, esperemos a confirmação oficial. Não era a minha primeira escolha mas tem no curriculo um fantástico trabalho no Vitória de Guimarães onde com muito pouco conseguiu manter o clube na luta pela Europa, conquistou uma Taça de Portugal. O futebol practicado não me enche as medidas mas ele responde a isso com "tenho que utilizar aquilo que tenho". Se vier para o Glorioso terá margem de manobra sabendo que a fasquia está sempre elevada neste clube. Se Vieira lhe der as mesmas condições que deu a Jesus não tenho grandes preocupações. Mas sobre Vitória (ou quem vier) teremos tempo para debater.

Fecha-se um ciclo. O Sport Lisboa e Benfica, como sempre, continua.

PS: Ainda não há confirmações oficiais dos clubes. Seria uma bomba inédita em Portugal se houvesse um volte-face nisto tudo.

segunda-feira, maio 12, 2014

Jesus: Que futuro?

Queria só abordar este tema no final da temporada, após termos disputado todas as finais e, esperançosamente, termos acrescentados mais dois troféus ao nosso Glorioso Museu mas, o contexto desportivo mudou um pouco e as conversas sobre mexidas de treinadores está ao rubro e, como não podia deixar de ser, Jorge Jesus é tema de conversas.

Quem me acompanha sabe bem o que penso de Jesus e sabe bem como sou crítico dele e das suas opções. Assumo, sem qualquer problema, que defendi a sua saída. É a ele que lhe aponto culpas pelo fracasso das últimas três épocas. Hoje estamos contentes pelos títulos conquistados mas devíamos estar contentes pelo primeiro penta campeonato da nossa história. Não o estamos por erros de Jorge Jesus. Ao longo das épocas tenho escrito muito sobre esses erros pelo que não vale a pena voltar a eles. Importa agora analisar o presente e perspectivar o futuro (sem nunca esquecer o passado, obviamente).

Esta época começou como era esperado: Derrotas, mau ambiente, desmotivação geral. É factual não vale a pena fugirmos disso. A determinada altura as coisas mudaram e a equipa conseguiu dar um safanão na crise (noutro post irei falar dos motivos para tal) e entrou no caminho triunfal que permitiu conquistar o 33º título da sua história e ambicionar uma época de sonho.

Isto deveu-se a uma união ímpar do grupo de trabalho. Uma união onde todos davam tudo o que tinham em prol do colectivo, onde todos lutaram com tudo o que tinham para vencer. O grupo quis (e quer) conquistar esta época o que perdeu o ano passado. E nesse grupo está, claro, Jorge Jesus. E não quero perder esta união. Para além de tudo isto o contexto desportivo mudou, o nosso principal rival está numa mudança profunda e o segundo rival encontra-se, ainda, num processo de estabilização desportiva e financeira. Manter um grupo vencedor que demonstrou tamanha superioridade sobre os adversários é estar vários passos à frente na concorrência. Mantenho as minhas sérias dúvidas que Jorge Jesus seja capaz de levar o Benfica a um sucesso consecutivo mas, neste momento, é a melhor opção para o Benfica. Manter esta equipa, este grupo. Continuidade. Jesus conhece o grupo, o grupo conhece as rotinas. Com os adversários na incógnita sobre o seu futuro deve o Benfica fazer todos os possíveis para manter a coesão que apresenta actualmente.

Desse modo, por estas razões, defendo que Jorge Jesus deve ficar mais um ano no Benfica para que possamos solidificar a diferença para os rivais.

Escrevo o post antes de duas finais importantes. Não é possível antever o que vai acontecer mas, salvo acontecimentos inesperados, acredito que a união do grupo não ficará abalada no final das mesmas. 

quarta-feira, abril 23, 2014

O sonho europeu


Teremos tempo para análises à época, ao que foi feito e como foi feito. Agora é tempo de jogar e lutar para ganhar.

Este post é para ti Jorge Jesus que sei que me estás a ver: Eu tenho o sonho de ver o Benfica conquistar uma competição europeia, se me deres a satisfação de ver esse sonho realizado fica aqui a promessa que, no próximo ano, não direi uma única palavra contra ti. Qual milhão de euros de prémio qual quê não é JJ? Isto sim é que te fará lutar com todas as forças para eliminar a poderosa Juventus e ir a Turim trazer o caneco para a Luz.

Jorge, repito, se ganhares a Liga Europa prometo que na próxima época não direi uma palavra contra ti.

sábado, janeiro 18, 2014

Empréstimo de Ola John. Mais do mesmo


Reza a lenda que o Benfica tinha acabado de defrontar o Twente e Jorge Jesus, a caminho dos balneários pergunta a Ola John se ele não quer vir para o Benfica. Meses depois, a troco de uma verba a rondar os 8 milhões de euros, o holandês chega ao Estádio da Luz. Mais um pedido expresso do treinador é satisfeito pela Direcção. Com o peso de 8 milhões em cima a sua campanha inicial no SLB não foi das melhores. Era assustador ver tão pouca qualidade num jogador que tinha custado 8 milhões mas, verdade seja dita, passado um tempo, tudo mudou. Ola John ao passar a jogar com regularidade mostrou qualidade acima da média, muita inteligência na tomada de decisão exibindo-se a um excelente nível. Foi, claramente, uma mais valia na época passada. Pensava-se que este ano seria a confirmação do jogador mas eis que é vetado ao quase esquecimento. De titular indiscutível passou para desaparecido das convocatórias. Seria de estranhar se não fosse o treinador Jorge Jesus useiro e vezeiro nestas situações.

Custou oito milhões, foi aposta séria e regular durante uma época e na época seguinte é desprezado e emprestado. É um perfeito exemplo do que é a gestão desportiva de Jorge Jesus. Muitos gostam de se agarrar às transferências milionárias ignorando que só são transferidos jogadores de topo e não nenhum "Cortez" por exemplo. E quando não se vence deve-se olhar para os problemas que ocorrem e vemos, facilmente, que esta gestão de Jorge Jesus é claramente errada e problemática. Ola John não é caso único mas é um caso particular porque custou 8 milhões. Tal como Éder Luiz e Kardec custaram vários milhões e foram pedidos directos do treinador. Mas, repito, Ola John está num patamar diferente porque foi aposta regular e com boas prestações. Não se percebe o porquê de ter sido afastado.

Agora vai emprestado para um clube alemão onde poderá, esperamos todos, ter tempo de jogo, continuar a crescer e, quiçá, regressar ao Benfica ou, no mínimo, permitir recuperar o forte investimento feito.

Jorge Jesus tem uma péssima gestão de plantel, de liderança perante os jovens jogadores, um discurso ofensivo e que cria barreiras ao invês de criar laços de união e atitude. Mais do que palavras os actos dizem tudo. Ola John, André Gomes, André Almeida, Urreta e outros, jogadores que de um momento para o outro são afastados, sem sequer serem convocados depois de serem escolhas frequentes e, muitas vezes, do nada aparecem em jogos decisivos, depois de uma ausência prolongada, são a primeira opção num jogo decisivo. Jorge Jesus é isto. E a ausência de sucesso desportivo é uma mera consequência.

terça-feira, setembro 24, 2013

Descontrolo Emocional


Uma das coisas que mais asco e repúdio me provocam é o abuso da autoridade, o uso desproporcional da força por parte das autoridades policiais. Os mesmos polícias que se vêem em apuros quando são agressivos ao deterem assaltantes e homicidas têm total impunidade quando se trata de espancar manifestantes ou adeptos de futebol. Se em relação aos manifestantes existe a razão política de assustar o povo para não se manifestar, em relação aos adeptos de futebol é mesmo uma total impunidade para descarregar frustrações do dia a dia. Quem anda na bola sabe perfeitamente o que se passa. Quem vai aos estádios sabe bem a postura e muitas vezes o "picar" que as autoridades têm para com os adeptos chegando ao cúmulo de já se ter assistido a cargas policiais porque nos festejos de um golo um adepto chocou contra um elemento do Corpo de Intervenção que estava em cima dos adeptos para ver o jogo. Nem os adeptos são todos anjinhos nem os polícias são todos maus. Nada disso. Mas quando o adepto, por mais selvagem que sejam está controlado por dois ou três elementos policiais não há qualquer necessidade de ser espancado. É contra isto que sempre levantarei a minha voz. E é por isto que não percebo tanta crítica a Jorge Jesus por ter ido em socorro de um adepto, inofensivo convêm realçar, que estava, como a foto acima demonstra, a ser acossado por 4 elementos de segurança com uma violência completamente desproporcional. Não está em causa Jorge Jesus, não está em causa o Benfica, não está em causa o desporto, está em causa, mais uma vez, o uso excessivo da força numa situação na qual não havia qualquer necessidade. Usar um crachá e ter ordem para porte e uso de armas letais dá, ao contrário do que se pensa, mais responsabilidade ao polícia. Um polícia não pode ter o mesmo comportamento que o "gandulo" que pretende controlar e dominar. Não perceber isto é não perceber nada das regras que uma sociedade se deve reger. 


O que eu crítico em Jesus foi a forma como agiu, completamente descontrolado e provocando um maior stress a uma situação já de si delicada. E aí sim já podemos falar mais do Benfica e de futebol. Ontem ouvi Mozer a dizer uma frase bem clara sobre o estado actual de Jorge Jesus. O ex-central benfiquista disse que Jesus "está entre a espada e a parede, em cima de um fino arame com crocodilos de boca aberta cá em baixo". E é verdade. Jorge Jesus está suma situação de pressão total por causa de tudo o que tem acontecido e não tem sido capaz de afastar essa situação do seu dia a dia. Jorge Jesus sente necessidade constante de mostrar ligação ao clube e aos adeptos. Sente necessidade de provar que é realmente tão bom como ele acha que é ao mesmo tempo que sente a dura chapada da realidade jogo após jogo. Os grandes culpados disto são muitos daqueles que hoje o criticam por ter feito o que fez em Guimarães, são eles e é Vieira. Tudo isto era previsível após o final da época passada e foi uma das razões porque defendi a sua saída: a pressão sobre ele seria fortíssima e qualquer deslize teria consequências nefastas. O resultado foi a pré época pobre que tivemos e o péssimo arranque de campeonato. É notório ver que Jesus, durante os jogos, está tenso, está nervoso. Ele bem tenta dizer que é a sua forma habitual de estar nos jogos mas nós sabemos muito bem que não é, é outra coisa. É o saber que não pode falhar e que as coisas não estão a correr bem. Mas, sendo tudo isto previsível para quem percebe um pouco de futebol, o principal culpado de tudo isto acaba por não ser Jesus.


Impropérios à polícia, parece ser essa uma das acusações que a PSP pretende apontar a Jorge Jesus. Não me espanta que seja verdade e não me espanta que a PSP pretenda ignorar todo o contexto da situação e ignorar o que provocou o problema mas o que eu gostava mesmo era de saber que queixas recaíram sobre Pinto da Costa na situação que a foto acima retrata. E o contexto é completamente diferente. Compreendo que o Sport Lisboa e Benfica esteja numa situação bicada na defesa do seu treinador mas não pode o nosso clube deixar de realçar a total dualidade de critérios das autoridades. É por aqui que o Benfica deve lutar, se bem que só irá provocar ainda mais a ira da PSP do Norte contra Jesus e isto deve-se muito pela ausência de atitude do Benfica em situações anteriores. O comer e calar acaba por resultar nisto que estamos a assistir. Aqueles que fogem para a Galiza podem insultar polícias e acharem donos do Mundo ao ponto de agredirem todo e qualquer dirigente nos camarotes dos estádios que visitam que ficam impunes enquanto quem defende um adepto da violência policial é rapidamente acusado e condenado na praça pública. E por muitos dos seus...

Jorge Jesus será castigado não tenho a menor dúvida disso. Não sei que consequências desportivas terá para a equipa e para o Benfica e será irónico que seja por isto, por defender algo em que acredito totalmente, que o treinador abandone o clube como tanto desejo. 

terça-feira, setembro 10, 2013

Ipsis Verbis

Ipsis Verbis - "com as mesmas palavras", "exactamente igual", "sem tirar nem pôr", "tal e qual"

Uma das minhas principais críticas a Jorge Jesus já vem do tempo da dolorosa goleada no Dragão frente ao FCP de Villas Boas e assenta nas mudanças tácticas que o treinador do SL Benfica fez na equipa por causa de Hulk. Tenho escrito muito sobre isso como todos que me acompanham bem o sabem. Hoje, no Record, Vítor Pereira, então adjunto de Villas Boas e actual bi-campeão nacional, comenta esse jogo e a forma como o Benfica de Jesus encara os jogos contra o Porto e parece que fez copy-paste de tudo o que eu digo, desde então, sobre esse jogo. O passar David Luiz para a esquerda, passar Coentrão para médio, tudo por receio de um jogador faz passar a imagem errada para a equipa com consequências nefastas no jogo colectivo. É por demais notório que Jesus muda quando defronta o Porto, muda tacticamente e muda psicológicamente e nunca para melhor.
Vítor Pereira foi um inimigo com atitudes muito típicas do clube que defendeu mas isso não deve invalidar o que ele diz na entrevista. Ele coloca muito bem o dedo na ferida benfiquista e é isso que os benfiquistas deviam ler e analisar, não o mensageiro.
Uma frase é bem esclarecedora " o Porto joga na Luz como joga contra o Paços de Ferreira". E todos nós sabemos que isso é verdade. Nós chegamos ao Porto para o jogo decisivo e somos recebidos com um "ides sofrer que nem cães" e sofremos. Sempre. Entramos com medo e saímos derrotados. Inverter isto passa não só pelo que fazemos no relvado mas também por uma estrutura que, dia a dia, prepare a equipa para esse confronto, cada vez mais decisivo nos títulos nacionais mas, se a equipa sente que tem de mudar, que tem de se proteger, que alterar o seu ADN para enfrentar o seu principal adversário então entra logo a perder.
Os anos passam e não consigo perceber o porquê daquela táctica de Jesus. 

segunda-feira, agosto 26, 2013

As palavras de Jesus


Todos sabem o que eu penso de Jorge Jesus e todos sabemos, igualmente, que a oratória não é o forte do treinador do SL Benfica mas não perceber o que Jesus quis dizer com esta frase é de uma estupidez atroz.

Jesus não disse que é melhor ganhar assim do que por uma goleada, apenas disse, com toda a lógica que uma vitória alcançada desta forma semi-trágica dá ao grupo de trabalho uma união, uma força, uma ligação que uma vitória esmagadora não dava. A frase resulta de um contexto especial, problemático, em que a equipa está envolvida actualmente e uma reviravolta destas pode servir muito mais para a debelar do que uma goleada. O homem tem óbvias dificuldades no discurso mas o objectivo da frase é por demais evidente.

terça-feira, agosto 20, 2013

Funes Mori e Indemnização a JJ


Depois de vários anos de interesse e diversas sondagens, finalmente Funes Mori aterra na Luz. O Sport Lisboa e Benfica escolheu para substituir um jogador que vale 25 golos por época um avançado que, se calhar, não marcou 25 golos na carreira e que assume que o que lhe falta é "marcar" e, curiosamente, parece que é suplente do jogador que emprestámos ao clube argentino. E começa bem a sua aventura na Luz chegando ao Benfica e mencionar outro clube. Gostava que o Benfica imitasse as coisas boas dos outros, tipo vontade de vencer e exigência e não estas palhaçadas mas enfim, é o que o povo gosta. Ficam assim resolvidos os problemas do Enorme e agora é vai ser só arrasar. Caro Funes Mori não tens qualquer culpa nisto e a partir do momento em que assinas pelo SL Benfica passas a ser um dos nossos e garanto-te que nunca te assobiarei enquanto envergares o Manto Sagrado. Desejo-te as maiores felicidades e que sejas capaz de surpreenderes, positivamente, aqueles que pouco esperam da tua contratação.



Como foi debatido, vezes sem conta, mal a época acabou, bastou um jogo oficial para que o futuro de Jorge Jesus no Glorioso ficar tremido. Aqueles que antes achavam, contra todos os factos, que Jorge Jesus tinha todas as condições para se manter no clube e que o sucesso era apenas uma questão de tempo, agora já falam nos milhões que custarão a sua dispensa. Em Maio seria de borla e, quase de certeza, hoje estaríamos muito melhores, mais fortes e mais unidos. 8 milhões de euros é o que nos pode custar a resolução do problema do Glorioso. 8 milhões de euros é o que nos vai custar a renovação com um treinador fracassado, incompetente, fraco líder, sem carisma e capacidade de motivação. Falam tanto de que o Benfica hoje é uma empresa pois bem, numa empresa a sério, os responsáveis por tamanho acto de má gestão seriam imediatamente despedidos.

quinta-feira, agosto 08, 2013

Acabou a novela Cardozo?


Foi preciso assistir aos avanços e recuos na venda do jogador, foi preciso os turcos apresentarem um avançado que lhes custou 13 milhões, foi preciso aparecerem notícias sobre processos disciplinares e impedimento de acesso às instalações do clube e foi preciso ouvir-se o nome de Cardozo ser entoado pelas bancadas da Luz para os responsáveis do SL Benfica fazerem algo que devia ter sido feito logo no dia da ocorrência. Sinal da enorme competência com que se trabalha o futebol para os lados da Luz.

Cardozo foi ao "Perdoa-me" na Benfica TV, pediu desculpas à equipa técnica e aos benfiquistas e, parece, que irá voltar aos treinos. Realmente era algo absolutamente difícil de fazer, era mesmo necessário toda esta novela para se chegar a este ponto. Obviamente que poucos acreditam que, nesta fase e desta forma, tenha realmente sido fumado o cachimbo da paz mas foi uma forma de agora ou o jogador ser verdadeiramente reintegrado ou de as negociações para a sua venda continuarem tranquilamente sem a pressão das bancadas como se viu na Eusébio Cup.

Poucos defenderam Cardozo como eu e poucos gostam dele como eu mas a sua atitude no Jamor é imperdoável. Óscar Cardozo tem que ser severamente punido pelo que fez. Um jogador do Sport Lisboa e Benfica não pode ter aquele comportamento. Eu, mero adepto, posso. Posso gritar, barafustar, dar calduços, etc (sofrendo, obviamente, as consequências de todos estes actos), um jogador não pode empurrar nunca o seu treinador. Não pode. Da mesma forma que um adepto pode (sofrendo as consequências desse acto) esmurrar um árbitro que nos prejudica, um jogador do Glorioso não pode, nunca, ser agressivo para com um árbitro. Há limites e Cardozo ultrapassou esses limites e, como tal, tem que sofrer forte punição e no limite sair mesmo do clube. Não me choca e nunca, durante este tempo, critiquei quem defendeu essa medida. Critico sim a falta de coerência porque se Cardozo ofendeu o clube também o treinador o fez diversas vezes e todos o perdoaram.

Logo após o caso o jogador devia ter sido obrigado a pedir desculpas públicas e ía tudo de férias com o caso resolvido. Os meses seguintes seriam os normais numa pré época com as notícias de eventual venda do jogador, como acontece todos os anos. Sem novela, com equipa e adeptos tranquilos dentro do normal para esta fase. No SL Benfica é tudo feito ao contrário mas, claro, há sempre quem ache muito bem e que assim é que é conseguindo arranjar todas as justificações possíveis. Depois, claro, 12 anos de liderança e apenas dois títulos é mera coincidência.

Desportivamente que efeitos isto tem? Sinceramente não sei porque duvido que Jorge Jesus aceite o jogador sem qualquer reserva e o torne novamente a referência atacante. Tenho a certeza que se Cardozo já era muito criticado o irá ser ainda mais nos momentos mau e não sei qual será a sua reacção perante isso e a possibilidade de ter uma posição secundária no plantel. Igualmente muito importante será a reacção do restante plantel a tudo isto. Conhecendo Jorge Jesus tenho sérias dúvidas que ele queira que Cardozo volte a ser decisivo, com golos atrás de golos, podendo dessa forma ganhar uma vantagem moral em toda esta novela perante si. Tivesse tudo isto sido resolvido a tempo e horas e todas estas dúvidas seria residuais.

Claro que se tudo começar bem, o SL Benfica começar a ganhar e a jogar bem tudo será esquecido. No futebol sempre foi e sempre será assim. O problema será vencer. 

quarta-feira, agosto 07, 2013

Decisivo?

"O jogo de sexta feira contra o Nápoles será decisivo para Jorge Jesus"

É patético que um jogo de pré época seja decisivo para o futuro de um treinador de futebol mas revela bem a pressão que está em cima do treinador do Sport Lisboa e Benfica. E era tão previsível que tal acontecesse. Depois de tudo o que se passou nas épocas passadas as condições para manter o treinador eram frágeis, muito frágeis como todos sabiam. Mesmo assim optou-se por manter o treinador.

Agora com uma pré época aos solavancos, com tudo já a temer o arranque de campeonato com jogos dificeis ao que se juntam as novelas Cardozo, Melgarejo e as eventuais vendas no fecho do mercado. Tudo isto a pouco mais de uma semana do início da competição.

Evidente que Jorge Jesus não tem o lugar em risco com uma derrota com o Nápoles mas um mau arranque (e Jesus nunca ganhou na primeira jornada...) no campeonato pode dar o mote à necessidade de Vieira passar incólume. E, obviamente, é o SLB que se lixa no meio disto tudo.

Tudo tão previsível e tão fácil de evitar.

terça-feira, julho 30, 2013

Mais do mesmo outra vez

Então o super, mega, hiper, fabuloso lateral esquerdo que o Catedrático criou vai ser emprestado?

Depois de Roberto ter feito uma época inteira contra todas as críticas e ser despachado no final da mesma; depois de Emerson ter feito uma época inteira contra todas as críticas e ser despachado no final da mesma; agora é a vez de Melgarejo depois de ter feito uma época inteira contra todas as críticas, ser despachado no final da mesma.

Ao menos o Catedrático é coerente.

terça-feira, julho 23, 2013

Que política desportiva?

Gostava de ter uma resposta clara para a pergunta feita como título a este post.

Ao fim de 12 anos de Luis Filipe Vieira nos comandos do Sport Lisboa e Benfica, entrando no quinto ano de Jorge Jesus como treinador do Glorioso, é difícil pedir uma maior estabilidade directiva mas, infelizmente, isso não representa uma política desportiva coerente e duradoura. A gestão dos activos desportivos (como agora gostam de chamar) vai ao sabor dos acontecimentos e não de acordo com uma política definida e ajustada.

Não faltam exemplos e podemos falar de um bem recente: Carlos Martins o ano passado renova contrato até 2016. Este ano não conta para Jorge Jesus, está a treinar na equipa B e provavelmente por lá ficará visto que o jogador não pretende sair do Benfica. Ora bem, o Carlos Martins da última época foi o Carlos Martins habitual de sempre pelo que a renovação só fazia sentido se o jogador fosse entendido como útil para o treinador. Se era útil então não são os acontecimentos na recta final da época que podem alterar essa situação porque, repito, foi o Carlos Martins de sempre. Se alguém ficou surpreendido com isso então só demonstra que está no sítio errado com o trabalho errado.

Cardozo está com um pé fora do plantel ficando o SL Benfica com Rodrigo e Lima como elementos mais avançados da equipa. Fala-se em contratar outro jogador. Conhecendo o Benfica e os seus dirigentes acho que ninguém ficará surpreendido se, realmente, o Glorioso for ao mercado buscar outro ponta de lança gastando boa parte do encaixe obtido com Cardozo. Pergunta: Haverá mesmo necessidade? Não fará mais sentido apostar em Lima e Rodrigo, esperando que o jovem espanhol demonstre, finalmente, todo o potencial que tem e dando o terceiro lugar a um jovem que tenha espaço para crescer e aproveitar as poucas oportunidades que terá? Eu penso que sim. Até porque temos vários avançados disponíveis e um deles até custou mais de 5 milhões de euros e anda ali sem colocação na equipa B. Franco Jara foi aposta de Jorge Jesus, custou caro e rapidamente foi colocado de lado. Jara, Mora, Kardec, Nelson Oliveira e não sei quantos da equipa B, muitos jogadores contratados com o cunho de Jorge Jesus e nenhum serve para terceira opção de avançado na equipa principal?

Pizzi, Fariña, Rojas são mais três jogadores que chegam para se juntarem à já enorme lista de jogadores do Glorioso. Dois alas e um médio centro. Precisa o Glorioso de mais dois alas nesta altura? Não há posições mais carenciadas de qualidade? Mesmo que um dos alas principais do Benfica seja vendido não há já alternativas suficientes no plantel para colmatar essa saída? E se não sair, que espaço terão na equipa? 

Pede-se, com preocupação, uma alternativa sólida para Matic. Airton, trinco brasileiro, contratado no mercado de Inverno na segunda época de Jorge Jesus, faz meia época de adaptação ao clube e competição e depois, na época seguinte, é emprestado de novo ao Brasil. Eu gostei do jogador e acho que seria uma alternativa bem positiva para Matic, para a posição de trinco e, importante, sem gastarmos dinheiro mas parece que está esquecido. Um jogador que faz meia época de adaptação e depois é emprestado de novo ao ponto de origem deitando fora todo o trabalho feito com o jogador. Não faz qualquer sentido. Mora, Airton, Jara, Urreta....jogadores contratados e que o Benfica empresta para clubes em competições completamente diferentes não permitindo assim uma adaptação melhor ao campeonato nacional. Não faz sentido. E menos sentido faz quando se verifica que em caso de necessidade de colmatar lacunas do plantel o Glorioso raramente recorre a eles ou à quantidade enorme de jogadores contratados para a B.

É um desperdício de recursos que um clube como o SL Benfica não se pode dar ao luxo de ter. Para muitos está tudo bem, confiam plenamente em quem está lá, todos os dias a trabalhar, apesar de os factos, os actos e as consequências demonstrarem, completamente, não existir qualquer razão para essa confiança. E é assim que se caminha para mais uma época já limando as justificações para um provável insucesso com um "difícil" arranque de campeonato.

12 e 5 anos respectivamente. É motivo para fazer muito melhor.

sexta-feira, julho 12, 2013

Guarda-Redes


Oblak ainda não apareceu e está em parte incerta. Se for parar a outro lado bem podemos agradecer ao mestre da táctica. 
Quim, Julio César, Roberto, Artur... um rol de craques da baliza à disposição do mestre, tudo génios que nos enterraram à grande quando defenderam as nossas balizas.
Depois do Artur nos enterrar as 3 provas que podiamos ter vencido, eis que o treinador vem dizer que Oblak não está pronto para o Benfica, deixando mais uma vez o guarda-redes brasileiro, deitado à sombra de uma baliza que não mostra ter um dono à altura. 
É mais um, a juntar a outros erros, de um treinador que parecia que tinha aprendido mas como se viu no final da época passada, era só fogo de vista.

terça-feira, junho 04, 2013

Oficial: Jorge Jesus renova


Finalmente acabou a novela com o final esperado: Jorge Jesus renovou contrato com o Sport Lisboa e Benfica. Terá mantido os valores de vencimento e, fala-se, que terá visto o seu poder no departamento de futebol reforçado. Já tudo foi falado sobre o assunto. Há benfiquistas felizes porque sentem que com Jesus estamos perto de vencer, há benfiquistas infelizes porque será mais do mesmo. Agora de nada adianta. É esta a realidade.

Como já escrevi antes, um dos aspectos positivos que encontro na manutenção de Jorge Jesus como treinador do Benfica é que a próxima época já estava a ser preparada antecipadamente e os reforços, adquiridos e em vias de o ser, estavam dentro dos planos do treinador/presidente. Existindo uma mudança de estrutura, obrigava a uma mudança de planos. 

Vamos ver.

sexta-feira, maio 31, 2013

Mais dois anos?

Tudo aponta para que Jorge Jesus renove contrato com o SL Benfica por mais duas épocas.

Os zunzuns de corredor informam que os valores de remuneração mantêm-se e, inclusivê, Jorge Jesus vê os seus poderes reforçados dentro do Departamento de Futebol do clube o que é algo de extraordinário mas, sinceramente, já tudo foi dito sobre o treinador que não vale a pena andar sempre a bater na mesma tecla.

O que podemos tirar de positivo na continuação de Jorge Jesus com treinador do Glorioso?

Depende do que irá acontecer no rival azul. Incrível não é? Pinto da Costa não dorme em serviço e tem muitos anos disto mas não é infalível e ao longo dos anos cometeu vários erros e, com o Benfica actual, cometer um erro pode sair caro. Perdendo já dois elementos fundamentais da equipa e com a possibilidade de trocar de treinador, a substituição destas três peças terá que ser perfeita para que consiga acompanhar a estabilidade do Benfica com a manutenção de Jorge Jesus. O SL Benfica para 2013/14 já tem em carteira reforços de peso, reforços que, espero, foram contratados com o aval do treinador e em sintonia com o pretendido para a nova época. Como em todos os finais de época, espero que no Benfica se tenha percebido onde estão as lacunas do plantel e que se trabalhe para as colmatar. A experiência têm-nos dito que nem sempre isso acontece mas esperemos que desta vez isso seja feito. 

Portanto, de positivo, temos a continuidade de um modelo que os jogadores já conhecem, temos a aquisição de excelentes reforços, a tempo e horas, com o plano para 2013/14 em mente, temos o conhecimento entre jogadores, treinador e dirigentes. De resto é esperar que Vítor Pereira saía mesmo do Dragão e que as escolhas dos substitutos não seja perfeita.

Se se confirmar a renovação que se trabalhe bem, que se corrija os problemas que todos sabem que o plantel tem, que se evite uma razia na equipa (Matic e Enzo TÊM de ficar!!!) e que se faça figas...

terça-feira, maio 28, 2013

De Joelhos


Passaram dois dias desde o trágico final de época do Sport Lisboa e Benfica e ainda persiste a dúvida se Jorge Jesus renova contrato com o clube ou se acaba o ciclo que durou quatro anos. Seja qual for a decisão aqui fica o post prometido sobre esta recta final de campeonato:

- SL Benfica - Estoril: Jorge Jesus coloca o mesmo onze em campo que defrontou, na quinta feira anterior, os turcos do Fenerbahce, num jogo muito desgastante, optando por não refrescar a equipa titular. A única alteração foi o lateral esquerdo, saindo André Almeida e entrando Melgarejo. A equipa entra bem mas a bola não entra e, como tanta vez aconteceu no reinado de Jorge Jesus, o adversário consegue aproveitar as lacunas da equipa, cria perigo e, inclusivê, chega ao golo e à vantagem. Estamos a cerca de 20/25 minutos do final da partida mas Jorge Jesus arrisca como raramente o faz: tira o lateral esquerdo Melgarejo para meter Rodrigo na ala esquerda passando Gaitan para lateral. E isto com Ola John a aquecer desde o início da segunda parte. Não só Gaitan é uma auto estrada para os avançados do Estoril como Rodrigo nada fez esta época de relevante e muito menos preso ao corredor esquerdo. E com Ola John disponível, relembro. E não mexeu mais na equipa. Nem quando Carlos Martins é expulso e o meio campo fica ainda mais vulnerável. 

- FC Porto - SL Benfica: Se o onze escolhido foi acertado, já a táctica de jogar encolhido não foi a mais correcta porque impediu os nossos avançados de terem jogo e permitiu ao adversário ter mais bola e mais tempo no nosso meio campo. Quando mexe na equipa faz entrar Roderick e depois Aimar. Pelo meio troca avançados, Cardozo entra para sair Lima. Roderick, emprestado ao Deportivo onde pouco joga regressando ao SLB em Janeiro é a primeira opção para o jogo do título. Depois, numa fase onde se pedia a melhor concentração possível e coesão entre sectores, mete Aimar em jogo desfazendo a dupla de meio campo ao colocar Enzo na ala.

- SL Benfica - V. Guimarães: Com uma magra vantagem no marcador tira Cardozo colocando Urreta em campo. Depois a já usual substituição aos 80 e muitos minutos quando está à procura de golo e de vencer um jogo. Na minha rua, substituições perto dos 90 minutos são para queimar tempo.

Tudo o que foi relatado em cima é factual, aconteceu. Se foi só por isso que o Benfica perdeu? Talvez não mas fica bem claro que o treinador não só errou como foi incapaz, mais uma vez (ou duas ou três) em mexer na equipa com resultados positivos. Mais uma vez o treinador chega à parte decisiva da época e "inventa" sem que os resultados possam suportar a sua decisão. Isto é factual. É sobre isto que gostava de ouvir/ler os seus defensores. Falar de bom futebol e atirar chavões para o ar de "melhor treinador de sempre"  é conversa de encher choriços. Falemos de decisões imputáveis ao treinador, falemos de tácticas e de opções técnicas, reais, que todos vimos. Podemos juntar as opções no célebre 5-0 no Dragão que é algo que eu adorava que os defensores de Jesus falassem mas peço isso desde esse jogo e até hoje ninguém ousou comentar as opções do catedrático. Podemos falar do jogo o ano passado em que vamos para o intervalo a vencer o Porto e tira Aimar para colocar Rodrigo desguarnecendo o meio campo que é só a zona onde o clube azul é mais forte. Há muitos jogos onde podíamos e devíamos debater as opções de Jesus. Podíamos falar da aposta, contra tudo e contra todos em Roberto e Emerson para depois os despachar no final da época. Então eram bons e depois deixaram de ser? Como? Porquê? E Melgarejo? Ía ser o novo Coentrão e render milhões ao Benfica e depois, na recta final, desaparece, Jogos a doer a opção é por Almeida. Faz sentido? Estava cansado dizem agora. Mas não andaram, Jesus incluído, sempre a defender que a equipa estava bem fisicamente? Não é estranho que durante quase toda a época Jesus tenha feito uma gestão da equipa alterando laterais Melga e Almeida ou Maxi e Almeida, alterando alas com Ola John e Gaitan (e Nolito quando ele cá estava), rodando os avançados com trocas entre Cardozo, Lima e Rodrigo para depois, chegarmos à recta final, à fase decisiva e deixar de fazer essa rotação, de pôr a jogar sempre os mesmos, levando os jogadores até à exaustão e, quando alguns quebram e precisa de colocar substitutos estes, obviamente, não têm ritmo de jogo. E Urreta que chega, joga a titular, faz um jogão e depois desaparece? E Aimar a entrar a 5 minutos do fim? André Gomes e Ola John que deixaram de contar nesta recta final? Tudo isto conta para o fracasso.

Gostava de ouvir/ler os defensores de Jesus (alguns dos quais tenho enorme respeito, mesmo) falar sobre isto. Coisas palpáveis, reais. 

Mas só os oiço falar do futebol maravilha. Qual futebol maravilha? O da final do Jamor? O do  jogo no Dragão? O do contra o Estoril? Marítimo? Até Sporting? Grandes jogos não foi? Mas jogámos à brava contra o Chelsea. Se isso vos chega para mim não. 

Jorge Jesus potencia jogadores. Potenciar jogadores que custaram 6 e 7 e 8 milhões é uma coisa, potenciar jogadores que vieram das camadas jovens ou custaram 1 milhão é outra. Temos Coentrão mas também temos Luisinho, Kardec, César, Michel que nem tocou, etc. Jorge Jesus está longe de ser um midas que onde toca transforma em ouro. Parece-me mais que beneficia de um excelente contexto de ter à disposição um fabuloso leque de jogadores ao longo destes quatro anos, fruto de um investimento como nunca aconteceu na história do Benfica e, mesmo assim, incapaz de o converter em sucesso desportivo. No primeiro ano foi campeão na última jornada quando Braga foi o adversário dessa luta. Curioso que gostam de desvalorizar o campeonato conquistado por Trapp dizendo que foi atípico porque o Porto não contou para a luta mas esse argumento já não serve para o campeonato conquistado por Jesus. E gosto igualmente quando louvam Jesus pelo futebol fabuloso, pelo jogo de ataque, pelas vitórias gordas e sequência de vitórias mas depois, nas derrotas, dizem que não tem culpa dos frangos de Artur, das falhas de Jardel, dos erros de Cardozo e Lima, etc. As vitórias são dele, as derrotas são dos jogadores. Claro. Uns fabulosos Di Maria, Aimar, Saviola, Cardozo, Sálvio, Ramires, Witsel, Javi, Gaitan, Nolito, Lima, Rodrigo, Matic, Enzo, Ola John em nada contribuiram para as vitórias...só tiveram peso nas derrotas. Voltando a olhar para a táctica de Jesus com apenas dois homens no meio facilmente se percebe que as duas melhores temporadas resultaram da existência de jogadores soberbos: na primeira época um super Ramires que fazia o corredor todo e ainda ajudava o meio libertando Aimar para o processo ofensivo e nesta época que acabou com a junção de uma dupla fabulosa Matic e Enzo que levaram, sem a menor dúvida, a equipa às costas. Mas essa dupla só existe por causa de Jesus dirão alguns. Claro que sim, foi ele que os lá pós, tem esse mérito mas aposto que Javi não sai Matic andaria por lá aos caídos, a jogar aos bocaditos como no ano passado e, provavelmente, a ter o mesmo destino de Nolito e César em Janeiro. A necessidade aguça o engenho. Por quatro milhões de euros ano era só o que faltava não ter algo positivo para apontar a Jorge Jesus. Sempre que lhe faltou essa qualidade diferente no meio campo, jogadores capazes de fazer tarefas defensivas e sair com a bola jogável, em qualidade, iniciando o processo ofensivo, a equipa foi sempre incapaz de enfrentar equipas mais fortes e demonstrou sempre enorme vulnerabilidade no meio campo. Jorge Jesus foi incapaz de o perceber e corrigir. Esse defeito foi apontado desde cedo e ignorado por todos os seus defensores. Muito ouvi eu por apontar essas criticas a Jesus. Engraçado que esta época, quando ele passou a abdicar de um avançado colocando mais um homem no meio os tais que se recusavam a aceitar essa crítica, davam elogios ao treinador por estar a corrigir os erros do passado. What???  E podia continuar a dar mais exemplos. 

No final do jogo no Jamor ficou bem patente que a relação entre jogadores e treinador está tremida. Para os mais distraídos já em Amesterdão Enzo foi tirar satisfações com Jesus. Mas a relação é má desde o início da segunda época por causa da polémica dos prémios. E Jorge Jesus não tem, nunca teve e nunca terá sensibilidade para saber liderar um balneário de pessoas, de seres humanos. Falta-lhe liderança. Sim, os jogadores reconhecem-lhe algumas competências (porque as tem) mas rapidamente isso passa para segundo plano quando o lado humano falha totalmente. E é esse lado humano que permite ser um grande líder e fazer com que os seus jogadores dêem aquele forcing final por ele, pelos objectivos desejados. Facilmente vimos Jorge Jesus a criticar os seus jogadores ao mesmo tempo que se rasgava em elogios aos adversários. Só de me lembrar dos elogios que deu ao Hulk...e depois vê-lo dizer que Luisinho e Ola John "para aqui servem mas...". Mais uma vez caros amigos, são factos. Todos sabem que isto aconteceu. Falemos disso.

Já vai longo o texto e tanto havia ainda por falar, por apontar. Foram quatro anos de muita análise, muita crítica. Tenho a moral para falar porque falei sempre. Mesmo quando estavamos em alta e todos pensavamos numa época de sonho eu disse, quanto interpelado, que mantinha todas as críticas a Jorge Jesus. Não falei no final, falei quando vi que o que se fazia era errado e que aumentava em muito a probabilidade de fracassarmos. Disse na segunda época, disse na terceira e disse na quarta. E, infelizmente, tive razão.

A foto que acompanha este post não é para humilhar Jesus mas sim porque representa a constatação óbvia do fracasso de alguém que se acha muito melhor do que é na realidade. Li e ouvi muitas opiniões desde a derrota no Dragão. Há uma parte de mim que quer acreditar que este ajoelhar (e as lágrimas na final da Taça de Portugal) representam a maior lição de humildade que Jorge Jesus tinha que levar, representa aquela bofetada na cara de quem tanta bazófia falou e no final apenas ficou com a azia de ver os outros, mais "fracos" a festejar. Mas tenho dúvidas nisso, muitas. Se depois da humilhação sofrida às mãos de Villas Boas não mudou porque mudaria agora? E temos também o facto de termos jogadores contratados que, acredito, o tenham sido feito com o aval de Jesus tendo na cabeça o desenho para a próxima época. E que jogadores meus amigos, e que jogadores eles são. Apesar desta enorme desilusão sinto coração a acreditar na próxima época (era mais antes do jogo no Jamor) mas quando começo a analisar mais ao pormenor, olho para Jesus, olho para o que fez, para as decisões que tomou, olho para aquilo que é a sua função como treinador e encontro fracasso. Se esta fosse a primeira época de Jesus eu seria o seu maior defensor, os erros cometidos resultavam da falta de experiência num grande clube e que com o tempo seriam corrigidos. Mas, infelizmente, é a quarta temporada. Vai passar a acertar nas substituições? Vai passar a gerir o plantel sem medos? Vai deixar de inventar nos momentos decisivos? Vai colocar em práctica uma táctica que não oscile tanto entre o rolo compressor contra equipas fracas e a incapacidade de vencer equipas de igual valia? Como ter a garantia que na quinta época não cometerá os erros que cometeu nas quatro anteriores?

Conclusão disto tudo: Jorge Jesus está longe, muito longe, de ser o treinador que os seus defensores dizem que ele é. Estão aí uma série de defeitos e erros dele. Podem ignorar e voltar a falar de crenças, de fé, de futebol de ataque seja lá isso que for. Mas é nisto que o SL Benfica gasta quatro milhões de euros por ano. 

PS: E não entrei na questão da intencionalidade. Quem me conhece sabe que tenho essa dúvida desde a época de Villas Boas. Aquele encontro com Pinto da Costa, a chantagem a Vieira e as opções tomadas desde então... estão-me atravessados.

sábado, maio 18, 2013

Sentimentos


Quando terminou o campeonato passado era gajo para ter escrito este texto. Nos minutos a seguir a ter acabado o pesadelo do dragão, era gajo para ter escrito este texto. Mas como disse na altura, o que escrevi foi a quente. Agora, de cabeça fria acho isto um total disparate. Sim, continuo a achar que se voltarmos a perder a Liga (quero sonhar mas não me iludir) a culpa é do JJ. Mas tirando 1 jogo em que ele não esteve bem (o tal jogo maldito com o Estoril) o resto da temporada esteve excelente. Geriu a equipa que perdeu jogadores chaves sem ver nenhum entrar para ocupar esses lugares e fê-lo de forma brilhante. O Benfica foi (DE LONGE) a melhor equipa do campeonato, foi a melhor equipa da final da Liga Europa (sim, a beleza do futebol tb é isto e por vezes é cruel) e daqui a uma semana estaremos no Jamor. Por tudo isto espero que JJ renove. Se não for por 2... que seja por 4 anos.

segunda-feira, março 25, 2013

Qual o verdadeiro Jorge Jesus?


Quando acabar esta temporada Jorge Jesus terá completado quatro anos como treinador do  Glorioso, algo que não me recordo de ver em outro ocupante de tal honroso cargo. E quando esses quatro anos acabarem, a dúvida sobre o que é ou o que vale Jorge Jesus como treinador será enorme. E tudo por culpa dele.

É impossível fugir ao tema da renovação de contrato com Jorge Jesus. Todos falam e todos comentam o assunto. Se dependesse da vontade da maioria Vieira já teria mesmo renovado por mais alguns bons anos com o "Catedrático" mas, infelizmente, na minha opinião, a maioria dessas opiniões sobre a necessidade da renovação centram-se em argumentos errados: ou mais ninguém é capaz de fazer o que Jesus fez no SLB; ou vai para um rival; ou porque nos deu muito dinheiro a ganhar e practica um futebol espectacular. Resumidamente são estes três os principais argumentos de quem defende a manutenção de Jorge Jesus como treinador do SLB. Nenhum deles foca aquilo que devia ser fundamental para um treinador se manter em funções ao serviço do Maior Clube do Mundo: Vencer. Jorge Jesus chegou e venceu, com um futebol muito agradável provou que a história do "é preciso tempo" é um mito quando existe qualidade. O problema veio depois, com duas épocas demasiado más para se esquecer, com demasiados erros que se possam ignorar numa avaliação. O tal futebol espectáculo oscilava entre o 80 em que arrasava as equipas menores e o 8 em que era incapaz de vencer adversários com um pouco mais de qualidade. Oportunidades históricas de títulos foram desperdiçadas por erros que víamos cometer jogo após jogo, jornada após jornada, eliminatória após eliminatória. E, igualmente impossível de esquecer, o tal encontro com Pinto da Costa que obrigou Vieira a abrir os cordões à bolsa e tornar Jorge Jesus no mais bem pago treinador em Portugal e da história do SL Benfica.

E eis que chegamos a esta época que tem tudo para ser histórica: Líderes do campeonato com 4 pontos de avanço, a meio caminho do Jamor para uma final da Taça de Portugal contra o Vitória de Guimarães ou o Belenenses e uma campanha muito interessante na Liga Europa que faz acreditar na possibilidade de Amsterdão ser uma realidade. Tudo isto acompanhado por exibições muito sóbrias da equipa, que demonstra saber controlar os tempos do jogo, que quando em vantagem controla e gere o tempo e esforço e não vai em correrias doidas à procura de uma goleada desnecessária (e muitas acabam por acontecer fruto da excelente qualidade do plantel). Jorge Jesus conseguiu adaptar o plantel às carência com que se viu confrontado no início da época e tem adaptado a táctica da equipa ao valor do adversário, optando por introduzir mais um jogador no meio abdicando da dupla de atacantes. Jogadores a despontar com enorme qualidade, gestão e rotação acertada do plantel tornando a equipa forte nas competições que dispôe. Ainda não ganhou nada é verdade, até, infelizmente, já perdeu a Taça da Liga mas, se esta fosse a primeira época de Jorge Jesus, não haveria qualquer dúvida sobre a opinião a ter sobre o treinador.

Mas é a quarta época. Uma época que pode ser de luxo como de depressão, igual às duas anteriores e é impossível não olhar para o passado quando se pondera o futuro. Os erros serviram de lição? As teimosias deixaram de influenciar as tácticas? Não há treinadores perfeitos, todos cometem erros, mesmo esta época, apesar de até ao momento, o saldo ser positivo Jorge Jesus tem cometido erros que quando olhamos para as épocas passadas tornam-se erros preocupantes mas, verdade seja dita, notamos claras melhorias. Muito do que tenho criticado Jorge Jesus de não fazer, esta época ele tem feito e os resultados, positivos, estão à vista. Mas ainda não vencemos nada. E isso é o fundamental para analisar o trabalho do treinador do Sport Lisboa e Benfica. E para "ajudar" admito que tenho uma enorme falta de confiança em relação a Jorge Jesus e isso complica muito qualquer análise sobre o seu futuro e é, talvez, a principal razão para, neste momento, não ser capaz de defender a sua renovação. Não me esqueço do tal encontro com Pinto da Costa, da novela dos prémios, da táctica no Dragão e nos sistemáticos elogios à quadrilha corrupta. Tudo isto aliado à deprimente prestação desportiva das duas épocas anteriores impede-me de defender a sua renovação. 

Por isso a minha dúvida: Qual é o verdadeiro Jorge Jesus? Este que aprendeu com os erros e percebeu qual o caminho a seguir para elevar as possibilidades de sucesso ou o outro com opções tácticas estranhas que custaram muitos pontos e que agora à beira do final do contrato resolve mudar um pouco para garantir a renovação?

Que a época acabe e que os tão desejados títulos conquistados ajudem a decidir sobre o futuro do treinador tendo sempre a certeza que aconteça o que acontecer o Glorioso Sport Lisboa e Benfica continua.

quarta-feira, julho 04, 2012

Emerson e Roberto

Não interessa a opinião que se tem dos jogadores em causa, já muito isso foi debatido. O que está em causa é a opinião que Jorge Jesus, o treinador do SL Benfica, tem dos jogadores Emerson e Roberto.
Quer o guardião espanhol, quer o defesa brasileiro, foram as opções principais do treinador para as suas posições. Roberto foi titularíssimo na baliza e apesar das constantes críticas negativas que teve, da pressão de adeptos e jornalistas, Jorge Jesus nunca perdeu a confiança no espanhol dando-lhe sempre a tranquilidade; Com Emerson foi igual, quando todos pensavam que seria o substituto de Capdevilla, Jorge Jesus optou pelo lateral brasileiro e, apesar de muitos o considerarem o elo mais fraco da equipa, o treinador nunca recuou e manteve sempre Emerson como opção principal para a lateral esquerda.
Em ambas as situações Jesus fez ponto de honra em não abdicar da sua escolha, defendeu sempre os jogadores e nunca cedeu à pressão exterior que pedia a substituição dos jogadores.
Chega o final da época e os jogadores são "dispensados".


Há aqui qualquer coisa que não faz o mínimo sentido: Ou o treinador acredita mesmo na qualidade dos jogadores por si escolhidos e defendidos e por isso os pôs sempre a titulares e é absurdo dispensá-los no final da época; ou o treinador dispensa-os porque reconhece que ambos não corresponderam ao desejado e dá razão às críticas que foram feitas durante a época o que revela uma perigosa e incompetente gestão da equipa preferindo Jesus defender o seu ego/teimosia do que a eficiência da equipa.


Estes dois casos retratam bem o que é Jorge Jesus como gestor de plantel, o que é Jorge Jesus como treinador teimoso. Repito algo que tenho dito, um treinador só pode ser teimoso quando tem curriculo para apresentar. Jorge Jesus não tem. Que sentido faz fazer finca pé nas suas opções durante uma época para depois dispensar os jogadores que tanto defendeu???


E este é apenas um lado da teimosia. O outro é o inverso, jogadores de qualidade que Jesus teima em não dar hipóteses. 

terça-feira, junho 19, 2012

Jesus, De Jong, Drogba


Jorge Jesus voltou a dar uma entrevista, desta vez ao Record (curioso o nosso treinador dar entrevista a um jornal que é normalmente criticado nos nossos comunicados...) onde, mais uma vez, tenta justificar o falhanço que foi a temporada que recentemente acabou. Basicamente o ainda treinador do Glorioso diz que o erro foi apostar na Champions por acreditar que a podia conquistar. Claro que um plantel de milhões que tem nas suas fileiras jogadores como Artur, Luisão, Garay, Maxi, Javi, Matic, Witsel, César, Nolito, Gaitan, Saviola, Cardozo, Nelson, Rodrigo é muito curto para vencer os poderosos Olhanense e/ou Paços de Ferreira depois de uma jornada europeia. Perfeitamente aceitável. E malandros dos benfiquistas que querem ser campeões. Onde já se viu tal coisa nos adeptos do clube com mais títulos conquistados? Importam-se de deixar o nosso treinador em paz e apenas preocupado em valorizar jogadores como se o SL Benfica fosse um mero entreposto. Jesus diz que sabe os erros que cometeu mas, na entrevista, parece que não faz ideia dos erros que levaram a mais um descalabro. Um ego demasiado grande para tão pouco currículo. E o SLB é que sofre. 


Anda meio mundo benfiquista doido com Luuk De Jong. Segundo muitos parece que  estamos perante um novo Van Basten tais os elogios que o jovem holandês recebe. Sinceramente pouco vi dele nos jogos contra nós e o preço falado é exorbitante para os cofres do Glorioso. Por 15 milhões de euros ele tinha que chegar e marcar 30 golos só para o campeonato. Sendo tão bom como dizem é difícil de perceber porque é que ainda está no Twente. Qualquer clube do meio da tabela de Inglaterra gasta 15 milhões num cepo qualquer. Mas o que realmente me incomoda é a facilidade que se diz que é melhor que Cardozo, que o nosso melhor marcador estrangeiro de sempre é mau mas este holandês é que é goleador. Já estou a ver ele chegar, começar a marcar e os benfiquistas começarem a descobrir que os golos dele têm algum defeito. Falando a sério, Cardozo é uma certeza, garante golos de todas as formas e feitios. De Jong seria uma incógnita de elevado valor. Valerá a pena a troca? Eu sei que as idades são diferentes mas, não esquecer, temos dois jovens de 21 anos para fazer "rebentar".


Drogba finalmente foi campeão europeu e disse adeus ao Chelsea. Surgiram logo vários clubes de topo interessados nos seus préstimos mas o fenomenal goleador optou por ir para a China. Porquê? O que raio leva um jogador como Drogba a ir para um campeonato fraquíssimo como o chinês? Dinheiro? Concerteza que os clubes interessados lhe ofereciam um belíssimo contrato. Aos 34 anos, após vários anos no Chelsea onde terá ganho uma pequena fortuna, terá assim tanta necessidade de ir para a China ganhar mais dinheiro do que aquele que lhe ofereciam na Europa? Lembra-me aqueles jogadores que foram para a Rússia ganhar balúrdios e ao fim de poucos meses estão mortinhos para de lá sair. E'too é outro caso, depois de passar por Barça e Inter vai para o Anzhi ... precisam assim tanto de dinheiro depois da carreira fantástica que tiveram?