Na festa da Taça fomos presenteados com o Benfica de antigamente.
O Monsanto merece todo o respeito e foi um adversário digno que aproveitou da melhor forma a oportunidade ímpar de defrontar o Glorioso Sport Lisboa e Benfica mas encarei já encarei jogos de treino com mais preocupação e intraquilidade que esta primeira eliminatória do Benfica na taça de Portugal. Estava perfeitamente convicto da vitória sendo a curiosidade apenas sobre questões de pormenor: qual o 11, quais as substituições, qual o resultado final, como iriam jogar, etc. O Benfica entrou tranquilo e seguro da sua imensa superioridade sobre o adversário e sem grandes acelerações rapidamente a equipa da Luz mostrou que o jogo ía ter sentido único: a baliza do Monsanto. Apesar dos minutos irem passando nunca estive, por um segundo sequer, nervoso. Era uma questão de tempo. Este Benfica de Jesus não falha. Entrou o primeiro aos 30 minutos e deixámos o resto para a segunda parte onde tratámos de manter a nossa elevada média de golos marcados por jogo.
Foram 5. Se tivessemos jogado com a velocidade que o Manha pedia talvez Ricardo Araújo Pereira tivesse os seus 15 tão desejados. Depois de Menezes ter inaugurado o marcador foi Martins que marcou dois, depois Saviola, Peixoto de livre e finalmente o primeiro golo de Coentrão com o Manto Sagrado. O estranho foi Mantorras ter estado mais de 20 minutos em jogo e não ter feito o gostinho ao pé.
Um jogo interessante para recuperar os ritmos competitivos para o confronto dificil de quinta feira no Estádio da Luz contra o Everton para a Liga Europa. Aimar, Di Maria, Ramires e Cardozo poupados, Moreira, Mantorras e Miguel Vítor nas primeiras aparições. Garcia e David Luiz intocáveis para o treinador. Temos equipa, temos mentalidade, temos cultura. Este ano, definitivamente, estamos no caminho certo.
Bancadas cheias, festa, alegria, cor. Somos enormes!!!
Ser do Benfica não se explica, sente-se. É mais que uma paixão, maior que um amor, é um estado de espírito.
blog
sábado, outubro 17, 2009
quarta-feira, outubro 14, 2009
Desejados
E eis que metade da equipa do Glorioso é cobiçada pelos tubarões da Europa. Nada que espante dada a qualidade dos jogadores e o futebol apresentado pela equipa orientada por Jorge Jesus.
Alguns dos números avançados são tentadores mas o Benfica tem que resistir, pelo menos, até ao final da época. É importante conquistar títulos e só depois pensar em vendas. Não tenho ilusões, Ramires, por exemplo, foi uma contratação com o objectivo claro de rentabilizar e vender rapidamente, Di Maria também é um activo valioso do clube que irá ser rentabilizado mais cedo ou mais tarde mas é bom que o clube não promova sangrias no plantel, mesmo sabendo que ficará com os cofres a transbordar. Queremos títulos. As vendas devem ser criteriosas e reduzidas ao mínimo necessário. Quanto mais forte for a equipa, quantos mais títulos conquistar mas valioso será um jogador individualmente e menor necessidade terá mo clube de fazer mais que uma venda ou duas.
Alguns dos números avançados são tentadores mas o Benfica tem que resistir, pelo menos, até ao final da época. É importante conquistar títulos e só depois pensar em vendas. Não tenho ilusões, Ramires, por exemplo, foi uma contratação com o objectivo claro de rentabilizar e vender rapidamente, Di Maria também é um activo valioso do clube que irá ser rentabilizado mais cedo ou mais tarde mas é bom que o clube não promova sangrias no plantel, mesmo sabendo que ficará com os cofres a transbordar. Queremos títulos. As vendas devem ser criteriosas e reduzidas ao mínimo necessário. Quanto mais forte for a equipa, quantos mais títulos conquistar mas valioso será um jogador individualmente e menor necessidade terá mo clube de fazer mais que uma venda ou duas.
segunda-feira, outubro 12, 2009
Soltas #89
- Nunca mais chega um jogo do Glorioso. Se quando o Benfica está menos bem custa aturar estas interrupções nas competições de clubes quanto mais quando estamos a jogar à brava, a ganhar categoricamente e com os adeptos a vibrarem em conjunto. No próximo fim de semana à Taça de Portugal e, como qualquer outra competição, é para ganhar.
- Jesus certamente irá rodar a equipa, dar minutos a jogadores como Moreira, Sidnei, Menezes, Martins (se recuperar), Keirrison, etc. Com Jesus ao leme é bom que estes jogadores não se desleixem com o fraco nome do opositor porque o nosso treinador não admitirá esse comportamento.
- Aimar e Di Maria, como se esperava, deram à selecção Argentina o que Maradona (e milhões de argentinos) desejavam. Um futebol maravilhoso cheio de qualidade comprovando que os dois benfiquistas estão num momento de forma muito bom e merecedores desta chamada a uma das mais fortes selecções do mundo. Mas admito o receio que tenho pelas mazelas que Aimar pode trazer destes confrontos.
- A lesão de Ronaldo ao serviço da Selecção deixou os responsáveis do Real Madrid loucos. Temos que admitir que é preocupante gastar os milhões que o Real gastou, o jogador não jogar pelo seu clube por lesão, vir à Selecção e ao fim de 25 minutos ressentir-se da lesão e ficar 3/4 semanas parado. Quem gasta os milhões são os clubes e é recorrente ficarem lesionados ao serviço das Selecções. Benfica recuperou Aimar, se acontece algo ao serviço da Argentina, quem compensa o clube pelo prejuízo?
- Por falar em Selecção...No Éstádio da Luz é logo outra coisa. Ambiente fantástico, apoio condicional e vitória folgada. Simão regressa a casa e bisa safando Queiroz. Viram a alegria de Liedson, a jogar de vermelho, no Estádio da Luz e ser aplaudido por mais de 50 mil pessoas? Há coisas que não se conseguem disfarçar...
- Engraçando como alguns blogs estão extasiados com esta vitória e a provável ida ao play-off quando no passado recente se fartaram de criticar o segundo lugar que Scolari garantiu na última jornada contra a Finlândia no Dragão que nos garantiu o apuramento directo. Diferenças...
- Cardozo continua a facturar. Marcou ao serviço da selecção do Paraguai o segundo golo da equipa frente à Venezuela. Luisão e Ramires no 11 titular do Brasil não conseguiram evitar a derrota frente à Bolívia. O Benfica prepara-se para ter uma representação muito interessante no Mundial 2010.
- Excelente entrevista de Fábio Coentrão n'O Jogo.
- Jesus certamente irá rodar a equipa, dar minutos a jogadores como Moreira, Sidnei, Menezes, Martins (se recuperar), Keirrison, etc. Com Jesus ao leme é bom que estes jogadores não se desleixem com o fraco nome do opositor porque o nosso treinador não admitirá esse comportamento.
- Aimar e Di Maria, como se esperava, deram à selecção Argentina o que Maradona (e milhões de argentinos) desejavam. Um futebol maravilhoso cheio de qualidade comprovando que os dois benfiquistas estão num momento de forma muito bom e merecedores desta chamada a uma das mais fortes selecções do mundo. Mas admito o receio que tenho pelas mazelas que Aimar pode trazer destes confrontos.
- A lesão de Ronaldo ao serviço da Selecção deixou os responsáveis do Real Madrid loucos. Temos que admitir que é preocupante gastar os milhões que o Real gastou, o jogador não jogar pelo seu clube por lesão, vir à Selecção e ao fim de 25 minutos ressentir-se da lesão e ficar 3/4 semanas parado. Quem gasta os milhões são os clubes e é recorrente ficarem lesionados ao serviço das Selecções. Benfica recuperou Aimar, se acontece algo ao serviço da Argentina, quem compensa o clube pelo prejuízo?
- Por falar em Selecção...No Éstádio da Luz é logo outra coisa. Ambiente fantástico, apoio condicional e vitória folgada. Simão regressa a casa e bisa safando Queiroz. Viram a alegria de Liedson, a jogar de vermelho, no Estádio da Luz e ser aplaudido por mais de 50 mil pessoas? Há coisas que não se conseguem disfarçar...
- Engraçando como alguns blogs estão extasiados com esta vitória e a provável ida ao play-off quando no passado recente se fartaram de criticar o segundo lugar que Scolari garantiu na última jornada contra a Finlândia no Dragão que nos garantiu o apuramento directo. Diferenças...
- Cardozo continua a facturar. Marcou ao serviço da selecção do Paraguai o segundo golo da equipa frente à Venezuela. Luisão e Ramires no 11 titular do Brasil não conseguiram evitar a derrota frente à Bolívia. O Benfica prepara-se para ter uma representação muito interessante no Mundial 2010.
- Excelente entrevista de Fábio Coentrão n'O Jogo.
sexta-feira, outubro 09, 2009
Benfica Stars Fund
A minha principal dúvida é ter lido que existe obrigação do Benfica vencer caso existam propostas iguais ou superiores ao valor que é dado pelo jogador no Fundo. Por exemplo David Luiz vale, no Fundo, um total de 18 milhões de euros mas tem uma clausúla de rescisão de 30 ou 40 milhões de euros que se torna inútil com esta "obrigação". Informaram-me que o Benfica, nessa situação, pode re-adquirir a percentagem que vendeu ao Fundo pelo valor relativo da proposta que é feita. Ou seja se surgir uma proposta acima dos 18 milhões o Benfica se quiser ficar com David Luiz tem que pagar para isso. Tendo em conta que, para mim, 18 milhões é uma pechincha por David Luiz, acho que isto pode ser perigoso para o Benfica. Esta foi a informação que apanhei sobre o assunto. Pode não ser bem assim. Agradeço a quem saiba mais do assunto o favor de tomar a palavra.
quarta-feira, outubro 07, 2009
Jesus
Chegou Jorge Jesus, alguem que também apreciava e, em poucos meses, fez algo fantástico: já não penso em Mourinho. Já não alimento o sonho de ter José Mourinho no Benfica porque sinto que o lugar está bem ocupado, que temos alguem capaz de levar o Benfica ao sucesso, de alguem com fibra de campeão, com postura e discurso que aprecio. Jesus pode não ter a eloquência de José Mourinho mas tem a mesma capacidade de trabalho, o mesmo nível de exigência, o mesmo desejo de triunfar e a mesma confiança nas suas capacidades. E, ao contrário de Mourinho, Jorge Jesus está no melhor clube do mundo.
segunda-feira, outubro 05, 2009
Paços Ferreira - SL Benfica: 1-3
A devida resposta após a derrota na Grécia.
Os benfiquistas que não se deixem enganar pelas palavras que se irão ouvir durante a semana sobre esta importantíssima vitória do Benfica no difícil terreno da Mata Real. No final das contas estes serão apenas mais três pontos, mas esta vitória do Glorioso representa muito mais que isso, representa uma resposta clara e inequívoca da extraordinária qualidade que esta equipa tem e faz questão de demonstrar.
A derrota em Atenas abriu a porta a que pseudo comentadores tivessem a oportunidade de por em causa todo o trajecto do Benfica ao longo desta época e isso era mais um motivo para aumentar a importância deste jogo. É sempre importante vencer após uma derrota, era importante vencer para não deixar fugir o primeiro lugar, era importante vencer para afastar qualquer possibilidade de aparecerem alguns fantasmas do passado, era importante vencer para mostrar que a equipa consegue responder após um aperto. E a equipa respondeu de forma categórica. Privada do seu maestro e de dois jogadores fundamentais no 11 do Benfica actual a equipa não vacilou, bem pelo contrário, deu uma mostra de raça, de querer, de luta e de qualidade que qualquer treinador do mundo deseja ter e qualquer adepto do mundo delicia-se ao ver. Carlos Martins não é Pablo Aimar mas pegou na batuta sem medos e fez 45 minutos de elevada categoria que permitiu ao Benfica manter a dinâmica de jogo que tão bons frutos dá esta época. E cedo o Benfica abriu o "cofre" da vitória em mais um belo e importante golo de David Luiz. A pressão e velocidade do Benfica eram tais que foi apenas uma questão de tempo até surgirem o segundo e terceiro golos dando a tranquilidade necessária à equipa na ida para o intervalo. Com a chuva que começou a cair, com o resultado confortável e com a saída de Carlos Martins a equipa baixou claramente de ritmo na segunda parte permitindo ao Paços ter a bola e aproximar-se da nossa baliza. Infelizmente o Benfica não "acordou" a tempo e sofremos um golo, justo para o Paços, mas irritante para as nossas cores. Jesus mexeu na equipa e esta acordou de novo para o jogo e voltou a pressionar e a ter bola. Passamos a controlar o jogo e em contra-ataques rápidos podíamos ter feio mais um golo que seria justo pela exibição na primeira parte mas injusto pela resposta que o Paços deu na segunda.
Depois de Atenas tinha curiosidade em ver com a equipa respondia neste jogo e fiquei satisfeito, muito satisfeito. A equipa mostrou claramente que sentiu a derrota na Grécia e quis mostrar que aquilo foi um mero percalço. Todos estiveram muito bem rubricando 45 minutos de uma qualidade que nenhuma equipa em Portugal consegue igualar. E sem Pablo Aimar e Di Maria, atenção. A defesa impecável, o meio campo dono e senhor do jogo e os avançados sempre em movimento e em solicitações constantes um ao outro. Carlos Martins, como disse acima, esteve muito bem e Cardozo, tão criticado por alguns, voltou a encher o pé marcando um golaço mas, mais que isso, foram inúmeros os lances que criou para Saviola e outros colegas. Os centrais estão imbatíveis mas a exibição de David Luiz na segunda parte foi qualquer coisa de fantástico, dobrando sempre o seu colega Shaffer e cortando quase todos os lances e, só por mero azar não conseguiu cortar o lance do golo do Paços. Quim muito bem quando solicitado e Coentrão a provar que o Benfica não sente a falta de um jogador como Di Maria. Saviola, Javi Garcia, Amorim, Ramires não sabem jogar mal e com um grupo destes os benfiquistas bem podem estar satisfeitos.
E é assim que se impede qualquer tentativa do árbitro tentar inventar. E ele bem tentou. O amarelo ao Quim é um escândalo quando sabemo bem o que eles permitem de anti jogo aos nossos adversários na Luz, um penalty claríssimo sobre Cardozo que só não marca quem não quer (e mais, pelos menos, duas entradas bem duras sobre Tacuara que ficaram sem qualquer sanção). Os únicos lances perigosos do Paços na primeira parte nascem de foras de jogo não assinalados e após o golito dos da casa o árbitro começou a assinalar falta a todas as recuperações de bola do Glorioso mas com a dupla de centrais a jogar assim não será tarefa fácil para merecerem a fruta encomendada. Vá lá que não amarelou o Ramires por aquele carrinho ao calcanhar...
Implacável o rolo compressor benfiquista com mais uma enchente nas bancadas de público vibrante, alegre, em total comunhão com a equipa e onde apenas uma coisa os move: o amor ao Benfica. Esta é a nossa arma e mais ninguem tem igual.
Volto a referir a importância destes três pontos conquistados pelo Benfica numa altura em que o campeonato volta a parar o que será bom para algum refrescamento físico de alguns jogadores. Grande Benfica, grandes adeptos, grande vitória.
Benfica até debaixo d'água!!!!
Os benfiquistas que não se deixem enganar pelas palavras que se irão ouvir durante a semana sobre esta importantíssima vitória do Benfica no difícil terreno da Mata Real. No final das contas estes serão apenas mais três pontos, mas esta vitória do Glorioso representa muito mais que isso, representa uma resposta clara e inequívoca da extraordinária qualidade que esta equipa tem e faz questão de demonstrar.
A derrota em Atenas abriu a porta a que pseudo comentadores tivessem a oportunidade de por em causa todo o trajecto do Benfica ao longo desta época e isso era mais um motivo para aumentar a importância deste jogo. É sempre importante vencer após uma derrota, era importante vencer para não deixar fugir o primeiro lugar, era importante vencer para afastar qualquer possibilidade de aparecerem alguns fantasmas do passado, era importante vencer para mostrar que a equipa consegue responder após um aperto. E a equipa respondeu de forma categórica. Privada do seu maestro e de dois jogadores fundamentais no 11 do Benfica actual a equipa não vacilou, bem pelo contrário, deu uma mostra de raça, de querer, de luta e de qualidade que qualquer treinador do mundo deseja ter e qualquer adepto do mundo delicia-se ao ver. Carlos Martins não é Pablo Aimar mas pegou na batuta sem medos e fez 45 minutos de elevada categoria que permitiu ao Benfica manter a dinâmica de jogo que tão bons frutos dá esta época. E cedo o Benfica abriu o "cofre" da vitória em mais um belo e importante golo de David Luiz. A pressão e velocidade do Benfica eram tais que foi apenas uma questão de tempo até surgirem o segundo e terceiro golos dando a tranquilidade necessária à equipa na ida para o intervalo. Com a chuva que começou a cair, com o resultado confortável e com a saída de Carlos Martins a equipa baixou claramente de ritmo na segunda parte permitindo ao Paços ter a bola e aproximar-se da nossa baliza. Infelizmente o Benfica não "acordou" a tempo e sofremos um golo, justo para o Paços, mas irritante para as nossas cores. Jesus mexeu na equipa e esta acordou de novo para o jogo e voltou a pressionar e a ter bola. Passamos a controlar o jogo e em contra-ataques rápidos podíamos ter feio mais um golo que seria justo pela exibição na primeira parte mas injusto pela resposta que o Paços deu na segunda.
Depois de Atenas tinha curiosidade em ver com a equipa respondia neste jogo e fiquei satisfeito, muito satisfeito. A equipa mostrou claramente que sentiu a derrota na Grécia e quis mostrar que aquilo foi um mero percalço. Todos estiveram muito bem rubricando 45 minutos de uma qualidade que nenhuma equipa em Portugal consegue igualar. E sem Pablo Aimar e Di Maria, atenção. A defesa impecável, o meio campo dono e senhor do jogo e os avançados sempre em movimento e em solicitações constantes um ao outro. Carlos Martins, como disse acima, esteve muito bem e Cardozo, tão criticado por alguns, voltou a encher o pé marcando um golaço mas, mais que isso, foram inúmeros os lances que criou para Saviola e outros colegas. Os centrais estão imbatíveis mas a exibição de David Luiz na segunda parte foi qualquer coisa de fantástico, dobrando sempre o seu colega Shaffer e cortando quase todos os lances e, só por mero azar não conseguiu cortar o lance do golo do Paços. Quim muito bem quando solicitado e Coentrão a provar que o Benfica não sente a falta de um jogador como Di Maria. Saviola, Javi Garcia, Amorim, Ramires não sabem jogar mal e com um grupo destes os benfiquistas bem podem estar satisfeitos.
E é assim que se impede qualquer tentativa do árbitro tentar inventar. E ele bem tentou. O amarelo ao Quim é um escândalo quando sabemo bem o que eles permitem de anti jogo aos nossos adversários na Luz, um penalty claríssimo sobre Cardozo que só não marca quem não quer (e mais, pelos menos, duas entradas bem duras sobre Tacuara que ficaram sem qualquer sanção). Os únicos lances perigosos do Paços na primeira parte nascem de foras de jogo não assinalados e após o golito dos da casa o árbitro começou a assinalar falta a todas as recuperações de bola do Glorioso mas com a dupla de centrais a jogar assim não será tarefa fácil para merecerem a fruta encomendada. Vá lá que não amarelou o Ramires por aquele carrinho ao calcanhar...
Implacável o rolo compressor benfiquista com mais uma enchente nas bancadas de público vibrante, alegre, em total comunhão com a equipa e onde apenas uma coisa os move: o amor ao Benfica. Esta é a nossa arma e mais ninguem tem igual.
Volto a referir a importância destes três pontos conquistados pelo Benfica numa altura em que o campeonato volta a parar o que será bom para algum refrescamento físico de alguns jogadores. Grande Benfica, grandes adeptos, grande vitória.
Benfica até debaixo d'água!!!!
sábado, outubro 03, 2009
Renovação
O Benfica e o jogador Di Maria renovaram a sua ligação contratual até 2015 elevando a clausúla de rescisão para 40 milhões de euros. Em vésperas de Mundial o Glorioso fortalece assim a sua posição negocial numa das suas maiores pérolas. Compensa a clara evolução que o jogador tem tido, blinda o mesmo perante investidas dos clubes estrangeiros e, caso a Argentina se qualifique para o Mundial, tem o seu activo, numa montra fantástica devidamente protegido.Eu gosto de Di Maria. Gosto tanto que é um daqueles jogadores que me faz perder a cabeça quando executa mal ou decide mal tal é o potencial e qualidade que vejo nele. Tem uma técnica soberba, tem olhos para a baliza, tem recepções de bola que são uma delícia, é rápido, é agil. Falta-lhe ser mais certeiro no remate mas isso resolve-se com treino da mesma forma que tem treinado para ganhar músculo.
Esta renovação de contrato é uma excelente notícia!
quinta-feira, outubro 01, 2009
AEK Atenas - SL Benfica: 1-0
Erros do passado provocaram uma derrota perfeitamente escusada.
O Benfica de Jesus cometeu erros do passado que pensava estarem erradicados esta época. Voltamos a permitir, em competições europeias, que uma equipa claramente mais fraca que nós fosse ganhando confiança e subindo no terreno de jogo até chegar à nossa área e marcar um golo. Não tivemos uma entrada tão forte e pressionante como costume mas foi o suficiente para mostrar, nos primeiros 15 minutos, que eramos muito superiores à equipa grega. Mas ao não materializarmos essa superioridade pusemo-nos a jeito para o que aconteceu. Na segunda parte entramos mais fortes mas muito longe daquilo que o Benfica nos habituou esta época. Apesar disso tivemos claras e suficientes situações de golo para, no mínimo, empatar o jogo. Ou por mérito do guarda redes adversário ou por demérito nosso a verdade é que não conseguimos marcar e com isso perdemos uma oportunidade de ouro de triunfar na Grécia e dar um salto de gigante rumo à qualificação. Não gosto de dizer isto mas estas oportunidades perdidas normalmente custam muito caro.
Não estivemos bem colectivamente mas penso que foram pormenores que provocaram que o nosso jogo fosse perdendo intensidade e objectividade. A equipa respirava confiança e isso era notório nos toques de bola que tentam sempre fazer. Por vezes esses toques não saiem e a melhor opção seria algo mais práctico. Perdemos muitos lances assim. Muitos passes falhados estiveram na origem de muitos ataques do adversário que aliado à menor frescura física do nosso meio campo impediu que fizessemos aquela pressão constante que tão bons resultados tem dado esta época. Detesto perder estes jogos europeus, detesto sair derrotado tendo a certeza que somos muito superiores ao adversário, detesto perder estas oportunidades de elevar o nome do Glorioso nas competições europeias...
Maxi Pereira, César Peixoto, Di Maria, Javi Garcia, Pablo Aimar, Saviola...todos eles hoje estiveram muito abaixo do que podem e sabem fazer. Ramires tentou e os centrais estiveram bem em quase todo o jogo, bastou uma falha para sofrermos um golo. Na Europa costuma ser assim. Não gostei de Júlio César desta vez e fiquei preocupado com dois cruzamentos para a área em que ele não fez o que devia ter feito. Cardozo muito lutador mas raramente na cara do golo, de livre ía marcando não fosse o guarda redes ter feito nova excelente defesa. As substituições pouco acrescentaram, Weldon mal se viu e Nuno Gomes esteve pouco tempo em campo. Coentrão entrou com a garra do costume mas falhou um golo fácil.
Esmagar estes gregos na Luz será o mínimo que este Benfica pode fazer para compensar esta ingrata derrota. Se era este o teste que queriam para aferir da real capacidade do Glorioso então terão que esperar por outro teste pois neste foi o Benfica que errou e não o adversário que provocou os erros. Para o futuro na competição as vitórias caseiras assumem maior importância após este desaproveitamento do Benfica em conseguir pontos em Atenas. Derrotar o Everton na próxima jornada é, simplesmente, obrigatório.
Agora vem o Paços e, admito, estou preocupado com a capacidade física da equipa. Não podemos ceder nesta fase e os nossos adversários vão tentar aproveitar este deslize europeu ao máximo. Vão se ouvir as bocas do costume, as críticas aos jogadores e ao treinador, etc. Não esmorecer, recuperar energias, unir esforços e lutar pelo Glorioso Manto Sagrado em Paços de Ferreira.
É um martírio ouvir os comentadores da SIC. Aquele Nuno Luz é do piorzinho que pode haver e quando é acompanhado pelo Rui Santos a coisa assume proporções de cortar os pulsos.
O Benfica de Jesus cometeu erros do passado que pensava estarem erradicados esta época. Voltamos a permitir, em competições europeias, que uma equipa claramente mais fraca que nós fosse ganhando confiança e subindo no terreno de jogo até chegar à nossa área e marcar um golo. Não tivemos uma entrada tão forte e pressionante como costume mas foi o suficiente para mostrar, nos primeiros 15 minutos, que eramos muito superiores à equipa grega. Mas ao não materializarmos essa superioridade pusemo-nos a jeito para o que aconteceu. Na segunda parte entramos mais fortes mas muito longe daquilo que o Benfica nos habituou esta época. Apesar disso tivemos claras e suficientes situações de golo para, no mínimo, empatar o jogo. Ou por mérito do guarda redes adversário ou por demérito nosso a verdade é que não conseguimos marcar e com isso perdemos uma oportunidade de ouro de triunfar na Grécia e dar um salto de gigante rumo à qualificação. Não gosto de dizer isto mas estas oportunidades perdidas normalmente custam muito caro.
Não estivemos bem colectivamente mas penso que foram pormenores que provocaram que o nosso jogo fosse perdendo intensidade e objectividade. A equipa respirava confiança e isso era notório nos toques de bola que tentam sempre fazer. Por vezes esses toques não saiem e a melhor opção seria algo mais práctico. Perdemos muitos lances assim. Muitos passes falhados estiveram na origem de muitos ataques do adversário que aliado à menor frescura física do nosso meio campo impediu que fizessemos aquela pressão constante que tão bons resultados tem dado esta época. Detesto perder estes jogos europeus, detesto sair derrotado tendo a certeza que somos muito superiores ao adversário, detesto perder estas oportunidades de elevar o nome do Glorioso nas competições europeias...
Maxi Pereira, César Peixoto, Di Maria, Javi Garcia, Pablo Aimar, Saviola...todos eles hoje estiveram muito abaixo do que podem e sabem fazer. Ramires tentou e os centrais estiveram bem em quase todo o jogo, bastou uma falha para sofrermos um golo. Na Europa costuma ser assim. Não gostei de Júlio César desta vez e fiquei preocupado com dois cruzamentos para a área em que ele não fez o que devia ter feito. Cardozo muito lutador mas raramente na cara do golo, de livre ía marcando não fosse o guarda redes ter feito nova excelente defesa. As substituições pouco acrescentaram, Weldon mal se viu e Nuno Gomes esteve pouco tempo em campo. Coentrão entrou com a garra do costume mas falhou um golo fácil.
Esmagar estes gregos na Luz será o mínimo que este Benfica pode fazer para compensar esta ingrata derrota. Se era este o teste que queriam para aferir da real capacidade do Glorioso então terão que esperar por outro teste pois neste foi o Benfica que errou e não o adversário que provocou os erros. Para o futuro na competição as vitórias caseiras assumem maior importância após este desaproveitamento do Benfica em conseguir pontos em Atenas. Derrotar o Everton na próxima jornada é, simplesmente, obrigatório.
Agora vem o Paços e, admito, estou preocupado com a capacidade física da equipa. Não podemos ceder nesta fase e os nossos adversários vão tentar aproveitar este deslize europeu ao máximo. Vão se ouvir as bocas do costume, as críticas aos jogadores e ao treinador, etc. Não esmorecer, recuperar energias, unir esforços e lutar pelo Glorioso Manto Sagrado em Paços de Ferreira.
É um martírio ouvir os comentadores da SIC. Aquele Nuno Luz é do piorzinho que pode haver e quando é acompanhado pelo Rui Santos a coisa assume proporções de cortar os pulsos.
Um Olho à Benfica #24
Bola ao post!
Uma promessa: Este será um dos mais telegráficos posts que escrevi, desde que iniciei a minha colaboração no Mágico.
A fina ironia do senhor presidente do FC Porto voltou a largar amarras, navegando, por horas, na crista da onda informativa do dia. O senhor presidente do FC Porto contestou as declarações do nosso antigo capitão, por Simão ter considerado o Benfica melhor que o seu rival. Não foi o único a constestá-lo, em mais uma demonstração do nacional-serodismo que não autoriza que uma pessoa possa ter opinião fundamentada sobre um assunto sem ser atacado ou desconsiderado.
O senhor presidente do FC Porto igualmente depreciou as goleadas do Benfica no campeonato, considerando mais relevante o resultado da União de Leiria em Setúbal. Para os benfiquistas, esta é uma boa declaração, que revela todo o esplendor do medo que a ressurreição desportiva do Benfica pode provocar na segunda cidade do país. Imaginem agora, Manuela Ferreira Leite dizer que não estava nada impressionada com os resultados eleitorais do PS, antes demonstrando admiração pelos 50 mil votos do PCTP-MRPP. Era a mesma coisa.
Por último: o senhor presidente do FC Porto disse que devia reconhecer a sua gratidão ao Benfica por ter descoberto Falcao. Eu também estou grato ao senhor Pinto da Costa por este ter contratado o substituto de Renteria na selecção da Colômbia. Afinal, demonstra bem a qualidade do nosso actual plantel e uma soberana filantropia do nosso clube. Ao talento que não cabe no Benfica, deve ser dada a oportunidade de brilhar em clubes e equipas menos exigentes. Acho bem.
Uma promessa: Este será um dos mais telegráficos posts que escrevi, desde que iniciei a minha colaboração no Mágico.
A fina ironia do senhor presidente do FC Porto voltou a largar amarras, navegando, por horas, na crista da onda informativa do dia. O senhor presidente do FC Porto contestou as declarações do nosso antigo capitão, por Simão ter considerado o Benfica melhor que o seu rival. Não foi o único a constestá-lo, em mais uma demonstração do nacional-serodismo que não autoriza que uma pessoa possa ter opinião fundamentada sobre um assunto sem ser atacado ou desconsiderado.
O senhor presidente do FC Porto igualmente depreciou as goleadas do Benfica no campeonato, considerando mais relevante o resultado da União de Leiria em Setúbal. Para os benfiquistas, esta é uma boa declaração, que revela todo o esplendor do medo que a ressurreição desportiva do Benfica pode provocar na segunda cidade do país. Imaginem agora, Manuela Ferreira Leite dizer que não estava nada impressionada com os resultados eleitorais do PS, antes demonstrando admiração pelos 50 mil votos do PCTP-MRPP. Era a mesma coisa.
Por último: o senhor presidente do FC Porto disse que devia reconhecer a sua gratidão ao Benfica por ter descoberto Falcao. Eu também estou grato ao senhor Pinto da Costa por este ter contratado o substituto de Renteria na selecção da Colômbia. Afinal, demonstra bem a qualidade do nosso actual plantel e uma soberana filantropia do nosso clube. Ao talento que não cabe no Benfica, deve ser dada a oportunidade de brilhar em clubes e equipas menos exigentes. Acho bem.
quarta-feira, setembro 30, 2009
Nhurros de Ataque
Ontem vi um pouco do programa Trio de Ataque. Raramente vejo e ontem, ao fazer um zapping, resolvi ficar e ouvir um pouco aquilo que eles teriam a dizer sobre as incidências da jornada. Estavam a comentar o jogo dos amigos no Dragão.
Como é possível existir tanta concentração de estupidez num estúdio de televisão? Juntam-se os três e nem um mindinho de um comentador a sério se arranja...inacreditável as baboseiras que se ouvem. E mais preocupante é quando se verifica que o "benfiquista" de serviço defende mais os clubes adversários do que o seu.
A análise que fizeram ao lance da falta que originou o golo dos corruptos é hilariante. As imagens são claras, Polga faz um carrinho e não toca no Hulk, este dobra os joelhos para simular a queda e é só por isso e nesse momento que se dá o toque com Polga. O Vasconcelos diz que é uma entrada "violentíssima"...surreal.
Ainda não tinha visto lance do primeiro amarelo ao Miguel Veloso. Não percebo a contestação geral. É falta clara e para amarelo. O gajo das estatísticas dizia que era a "primeira falta" de veloso..dããã
O lance do Meireles que devia dar o segundo amarelo é escandaloso. É inaceitável e devia ser investigado como é que um arbitro não sanciona devidamente um lance tão evidente como aquele. O adepto do clube corrupto não conseguiu inventar desculpas tal a clareza do lance.
Para acabar, no único momento em que o Vasconcelos esteve bem ao mostrar uma foto onde se vê o pé do jogador do Leira à altura da cabeça do Aimar ao gajo das estatísticas este, perante um facto que o chama de estúpido em directo na TV, diz simplesmente que aquilo não altera nada.
Que nhurros!!!
Como é possível existir tanta concentração de estupidez num estúdio de televisão? Juntam-se os três e nem um mindinho de um comentador a sério se arranja...inacreditável as baboseiras que se ouvem. E mais preocupante é quando se verifica que o "benfiquista" de serviço defende mais os clubes adversários do que o seu.
A análise que fizeram ao lance da falta que originou o golo dos corruptos é hilariante. As imagens são claras, Polga faz um carrinho e não toca no Hulk, este dobra os joelhos para simular a queda e é só por isso e nesse momento que se dá o toque com Polga. O Vasconcelos diz que é uma entrada "violentíssima"...surreal.
Ainda não tinha visto lance do primeiro amarelo ao Miguel Veloso. Não percebo a contestação geral. É falta clara e para amarelo. O gajo das estatísticas dizia que era a "primeira falta" de veloso..dããã
O lance do Meireles que devia dar o segundo amarelo é escandaloso. É inaceitável e devia ser investigado como é que um arbitro não sanciona devidamente um lance tão evidente como aquele. O adepto do clube corrupto não conseguiu inventar desculpas tal a clareza do lance.
Para acabar, no único momento em que o Vasconcelos esteve bem ao mostrar uma foto onde se vê o pé do jogador do Leira à altura da cabeça do Aimar ao gajo das estatísticas este, perante um facto que o chama de estúpido em directo na TV, diz simplesmente que aquilo não altera nada.
Que nhurros!!!
terça-feira, setembro 29, 2009
segunda-feira, setembro 28, 2009
Um Olho à Benfica #23
O remédio contra a violência
Pode ser uma pomada, para as nódoas negras, pode ser um spray, para aliviar as dores, mas o melhor remédio contra o lado caceteiro do futebol ainda é um cartão. Se a cacetada for moderada, um amarelo pode resolver o problema, dissuadindo o autor de voltar a fazê-lo.
Se, por outro lado, a colisão deliberada e violenta contra o corpo mole e indefeso de um adversário, prejudicar a composição óssea ou ligamentar, o cartão vermelho pode ser um remédio santo.
Foi o que aconteceu no sábado à noite, no estádio da Luz. Antes mesmo que certos comentadores, atacados ferozmente por um anti-benfiquismo doentio e arrastado, se pronunciem, logo à noite, em vários canais televisivos, sobre a arbitragem errática do jogo do Benfica, convém distinguir, à cabeça entre futebol e wrestling.
Eu sei bem o que isso é. Os meus filhos obrigam-me a uma semanal liturgia de violência gratuita na televisão, com o espectáculo da WWE. Sei os truques e conheço os efeitos.
Por isso, nunca esperei ver o mesmo espectáculo num jogo de futebol, aceitando um adversário do Benfica, nivelar o jogo entre a tibiotársica e os joelhos dos jogadores benfiquistas, num exemplo prático de degradação moral do jogo. Em dez, quinze minutos iniciais, o que se viu em campo, não foi uma demonstração de agilidade táctica, foi uma sucessão de emboscadas aos melhores e mais criativos jogadores do Benfica.
Este jogo deve ficar para memória futura do campeonato. Para os árbitros, que não podem condescender com este holocausto futebolístico e para os próximos adversários, que não devem substituir estratégia e talento, por porrada e descontrole.
Este jogo com o Leixões comprovou ainda uma ideia que as mais recentes declarações do treinador do FC Porto e de alguns comentadores afectos ao campeão, deixaram escapar: Este Benfica assusta.
PS: De pouco adiantam as cirúrgicas comparações que se fazem em certos meios jornalisticos, entre o actual Braga de Domingos e o anterior de Jesus.
A diferença está na Europa. O de Jesus brilhou na Taça UEFA. O de Domingos caiu à primeira. Quem perceber mais de futebol do que de teorias parvas, sabe do que estou a falar. O desgaste de uma competição europeia, num clube de média dimensão, faz a diferença que muitos ignoram agora, numa tentativa revisionista e vingativa de demonstrar que o actual treinador do Benfica - e só por isso - já deixou de ser o bom Jesus de Braga.
Pode ser uma pomada, para as nódoas negras, pode ser um spray, para aliviar as dores, mas o melhor remédio contra o lado caceteiro do futebol ainda é um cartão. Se a cacetada for moderada, um amarelo pode resolver o problema, dissuadindo o autor de voltar a fazê-lo.
Se, por outro lado, a colisão deliberada e violenta contra o corpo mole e indefeso de um adversário, prejudicar a composição óssea ou ligamentar, o cartão vermelho pode ser um remédio santo.
Foi o que aconteceu no sábado à noite, no estádio da Luz. Antes mesmo que certos comentadores, atacados ferozmente por um anti-benfiquismo doentio e arrastado, se pronunciem, logo à noite, em vários canais televisivos, sobre a arbitragem errática do jogo do Benfica, convém distinguir, à cabeça entre futebol e wrestling.
Eu sei bem o que isso é. Os meus filhos obrigam-me a uma semanal liturgia de violência gratuita na televisão, com o espectáculo da WWE. Sei os truques e conheço os efeitos.
Por isso, nunca esperei ver o mesmo espectáculo num jogo de futebol, aceitando um adversário do Benfica, nivelar o jogo entre a tibiotársica e os joelhos dos jogadores benfiquistas, num exemplo prático de degradação moral do jogo. Em dez, quinze minutos iniciais, o que se viu em campo, não foi uma demonstração de agilidade táctica, foi uma sucessão de emboscadas aos melhores e mais criativos jogadores do Benfica.
Este jogo deve ficar para memória futura do campeonato. Para os árbitros, que não podem condescender com este holocausto futebolístico e para os próximos adversários, que não devem substituir estratégia e talento, por porrada e descontrole.
Este jogo com o Leixões comprovou ainda uma ideia que as mais recentes declarações do treinador do FC Porto e de alguns comentadores afectos ao campeão, deixaram escapar: Este Benfica assusta.
PS: De pouco adiantam as cirúrgicas comparações que se fazem em certos meios jornalisticos, entre o actual Braga de Domingos e o anterior de Jesus.
A diferença está na Europa. O de Jesus brilhou na Taça UEFA. O de Domingos caiu à primeira. Quem perceber mais de futebol do que de teorias parvas, sabe do que estou a falar. O desgaste de uma competição europeia, num clube de média dimensão, faz a diferença que muitos ignoram agora, numa tentativa revisionista e vingativa de demonstrar que o actual treinador do Benfica - e só por isso - já deixou de ser o bom Jesus de Braga.
domingo, setembro 27, 2009
SL Benfica - Leixões:5-0
Podem ser "bebés" mas batem que nem gente grande....
O regresso do Glorioso às goleadas não foi tão fácil como o resultado pode dar a entender. A equipa teve que defrontar um adversário que usou e abusou da violência para parar os nossos jogadores. E sim, violência é a palavra correcta porque agressividade não é aquilo. Aimar e Di Maria não sofreram faltas, levaram porrada. Com a equipa do Leixões bem fechada lá atrás e com o uso sistemático da pancada para parar as nossas jogadas a nossa equipa sentiu algumas dificuldades em manter o jogo fluído mas este Benfica está demasiado forte e, mesmo contra estas adversidades foi sempre dono e senhor do jogo e ía criando oportunidades. Após sucessivas faltas duras o árbitro resolve começar a mostrar os devidos amarelos e, pouco depois, o Leixões vê-se, justamente, reduzido a 10. Aqui temi o pior pois se os de Matosinhos vinham com a lição bem estudada para manter o autocarro na sua baliza agora, com 10 jogadores ainda ía ser pior. Felizmente ao cair do pano da primeira parte, David Luiz fez o golo inaugural que deitou por terra a táctica que José Mota tinha preparado.
Na segunda parte era uma questão de tempo até o resultado se dilatar. O Leixões era incapaz de parar a avalanche de futebol ofensivo que o Benfica practicava e numa excelente jogada de entendimento da nossa frente de ataque, Aimar é derrubado dentro da área e novo jogador adversário expulso. Cardozo não falha e a tranquilidade estava alcançada. Este Benfica de Jesus não sabe o que é abrandar e as bancadas pediam "mais e mais". A equipa fez a vontade e brindou os mais de 43.000 espectadores com mais 3 golos e várias jogadas deliciosas sendo que uma que envolveu uma série de tabelinhas entre Saviola e Aimar merecia ser coroada com um golo do ponta de lança argentino. Foram minutos finais de puro entretenimento, onde o Benfica nunca abrandou porque os jogadores também queriam mais. Foram 5, podiam ter sido mais. É uma sensação maravilhosa sentir que após um primeiro golo cheira sempre a goleada. Esta está a ser a grande marca de Jorge Jesus.
Mais uma belíssima exibição de David Luiz coroada pelo tão desejado golo. É certo que o adversário pouco ou nada fez mas as poucas vezes que tentou David Luiz e Luisão não deram qualquer hipótese. Ramires mais uma vez em grande. Garcia cansado. Di Maria muito combativo e interventivo e sem medos de avançar no 1*1 apesar da tareia que foi levando ao longo do jogo. Aimar com um início de jogo fraco onde falhou muitos passes mas com uma claríssima subida de rendimento ao longo do jogo merecendo a ovação de pé na sua substituição. Saviola com belos pormenores e Cardozo a facturar novamente. Os laterais deram nas vistas nas suas incursões ofensivas e resolveram bem o pouco trabalho que tiveram defensivamente. Coentrão, Nuno Gomes e Amorim entraram no decorrer do jogo e cumpriram bem a sua missão. Com o Benfica a jogar desta forma é fácil um jogador entrar em jogo de forma positiva.
A arbitragem foi horrível. Parece incrível dizer isto quando tivemos um penalty a favor assinalado e dois adversários expulsos mas a arbitragem foi desastrosa. Foi assinalado um claro penalty sobre Aimar (será que alguem também vai dizer que não é penalty???) mas ficaram dois sobre Ramires por assinalar e a amostragem dos amarelos pecou por tardia tal foi a violência com que Di Maria e Ramires foram parados pelos jogadores do Leixões. E o que dizer do patético amarelo a Pablo Aimar?
Vitória confortável com números que condizem com a superioridade evidete que o Benfica transpareceu no relvado sobre o adversário. Agora seguem-se dois deslocações dificeis mas com esta equipa a jogar assim a magnífica onda vermelha acredita sempre em resultados positivos.
O regresso do Glorioso às goleadas não foi tão fácil como o resultado pode dar a entender. A equipa teve que defrontar um adversário que usou e abusou da violência para parar os nossos jogadores. E sim, violência é a palavra correcta porque agressividade não é aquilo. Aimar e Di Maria não sofreram faltas, levaram porrada. Com a equipa do Leixões bem fechada lá atrás e com o uso sistemático da pancada para parar as nossas jogadas a nossa equipa sentiu algumas dificuldades em manter o jogo fluído mas este Benfica está demasiado forte e, mesmo contra estas adversidades foi sempre dono e senhor do jogo e ía criando oportunidades. Após sucessivas faltas duras o árbitro resolve começar a mostrar os devidos amarelos e, pouco depois, o Leixões vê-se, justamente, reduzido a 10. Aqui temi o pior pois se os de Matosinhos vinham com a lição bem estudada para manter o autocarro na sua baliza agora, com 10 jogadores ainda ía ser pior. Felizmente ao cair do pano da primeira parte, David Luiz fez o golo inaugural que deitou por terra a táctica que José Mota tinha preparado.
Na segunda parte era uma questão de tempo até o resultado se dilatar. O Leixões era incapaz de parar a avalanche de futebol ofensivo que o Benfica practicava e numa excelente jogada de entendimento da nossa frente de ataque, Aimar é derrubado dentro da área e novo jogador adversário expulso. Cardozo não falha e a tranquilidade estava alcançada. Este Benfica de Jesus não sabe o que é abrandar e as bancadas pediam "mais e mais". A equipa fez a vontade e brindou os mais de 43.000 espectadores com mais 3 golos e várias jogadas deliciosas sendo que uma que envolveu uma série de tabelinhas entre Saviola e Aimar merecia ser coroada com um golo do ponta de lança argentino. Foram minutos finais de puro entretenimento, onde o Benfica nunca abrandou porque os jogadores também queriam mais. Foram 5, podiam ter sido mais. É uma sensação maravilhosa sentir que após um primeiro golo cheira sempre a goleada. Esta está a ser a grande marca de Jorge Jesus.
Mais uma belíssima exibição de David Luiz coroada pelo tão desejado golo. É certo que o adversário pouco ou nada fez mas as poucas vezes que tentou David Luiz e Luisão não deram qualquer hipótese. Ramires mais uma vez em grande. Garcia cansado. Di Maria muito combativo e interventivo e sem medos de avançar no 1*1 apesar da tareia que foi levando ao longo do jogo. Aimar com um início de jogo fraco onde falhou muitos passes mas com uma claríssima subida de rendimento ao longo do jogo merecendo a ovação de pé na sua substituição. Saviola com belos pormenores e Cardozo a facturar novamente. Os laterais deram nas vistas nas suas incursões ofensivas e resolveram bem o pouco trabalho que tiveram defensivamente. Coentrão, Nuno Gomes e Amorim entraram no decorrer do jogo e cumpriram bem a sua missão. Com o Benfica a jogar desta forma é fácil um jogador entrar em jogo de forma positiva.
A arbitragem foi horrível. Parece incrível dizer isto quando tivemos um penalty a favor assinalado e dois adversários expulsos mas a arbitragem foi desastrosa. Foi assinalado um claro penalty sobre Aimar (será que alguem também vai dizer que não é penalty???) mas ficaram dois sobre Ramires por assinalar e a amostragem dos amarelos pecou por tardia tal foi a violência com que Di Maria e Ramires foram parados pelos jogadores do Leixões. E o que dizer do patético amarelo a Pablo Aimar?
Vitória confortável com números que condizem com a superioridade evidete que o Benfica transpareceu no relvado sobre o adversário. Agora seguem-se dois deslocações dificeis mas com esta equipa a jogar assim a magnífica onda vermelha acredita sempre em resultados positivos.
sexta-feira, setembro 25, 2009
Benfica, Meu Eterno Amor
Obrigado Guilherme Cabral por este fantástico vídeo. Isto é Benfica.
Um Olho à Benfica #22
O jogo grande da jornada
Estádio da Luz. 21.15h. Benfica - Leixões. É o jogo grande da jornada. Aliás, para mim, os jogos do Benfica são sempre os jogos grandes. E grandes em quê? Em paixão, em amor à camisola, em expectativa, em ilusão, em vontade de ganhar, em impaciência enquanto não chega o primeiro golo, e depois o segundo, e ainda o terceiro, enfim, grande, grandíssimo em emoções.
Isto, para mim, é que é jogo grande. Se não obeceder a estes tópicos, não é jogo grande. É apenas um jogo de futebol, como outros, que pode ser bem jogado, mas nunca terá a grandeza emocional que espero sempre de um jogo do Benfica.
Este sábado, na Luz, portanto, mais um jogo grande para mim e para milhões de benfiquistas. Sim, ainda somos aos milhões. E como comprovam as incriveis assistências dos jogos do Benfica, eles andam aí. Os benfiquistas. Estão em todo o lado. Também por isso, os jogos do Benfica são sempre os jogos grandes da jornada.
Vale uma aposta em como estarão mais adeptos do Benfica no estádio da Luz, do que adeptos do FC Porto e Sporting juntos no estádio do Dragão? Acredito numa nova enchente, amanhã na Nova Catedral.
Afinal, onde é que se joga mesmo, este fim de semana o jogo grande da jornada?
Aliás, depois da campanha do Redpass - bem feita e bem imaginada - esta ideia dos jogos grandes no estádio da Luz, podia ser uma pista para uma futura campanha de marketing. Do género, se é sócio do Benfica não fique de fora do jogo grande da jornada. De quinze em quize dias, no estádio da Luz.
E todos os benfiquistas seriam poucos para demonstrar a toda a gente que os 15 jogos grandes do campeonato se jogam todos no estádio da Luz.
Estádio da Luz. 21.15h. Benfica - Leixões. É o jogo grande da jornada. Aliás, para mim, os jogos do Benfica são sempre os jogos grandes. E grandes em quê? Em paixão, em amor à camisola, em expectativa, em ilusão, em vontade de ganhar, em impaciência enquanto não chega o primeiro golo, e depois o segundo, e ainda o terceiro, enfim, grande, grandíssimo em emoções.
Isto, para mim, é que é jogo grande. Se não obeceder a estes tópicos, não é jogo grande. É apenas um jogo de futebol, como outros, que pode ser bem jogado, mas nunca terá a grandeza emocional que espero sempre de um jogo do Benfica.
Este sábado, na Luz, portanto, mais um jogo grande para mim e para milhões de benfiquistas. Sim, ainda somos aos milhões. E como comprovam as incriveis assistências dos jogos do Benfica, eles andam aí. Os benfiquistas. Estão em todo o lado. Também por isso, os jogos do Benfica são sempre os jogos grandes da jornada.
Vale uma aposta em como estarão mais adeptos do Benfica no estádio da Luz, do que adeptos do FC Porto e Sporting juntos no estádio do Dragão? Acredito numa nova enchente, amanhã na Nova Catedral.
Afinal, onde é que se joga mesmo, este fim de semana o jogo grande da jornada?
Aliás, depois da campanha do Redpass - bem feita e bem imaginada - esta ideia dos jogos grandes no estádio da Luz, podia ser uma pista para uma futura campanha de marketing. Do género, se é sócio do Benfica não fique de fora do jogo grande da jornada. De quinze em quize dias, no estádio da Luz.
E todos os benfiquistas seriam poucos para demonstrar a toda a gente que os 15 jogos grandes do campeonato se jogam todos no estádio da Luz.
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